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quinta-feira, 18 de agosto de 2016

O meu filho teve febre e agora tem manchas no corpo - será normal?

Esta é uma situação bastante frequente em Pediatria e que cria alguma ansiedade aos pais. No entanto, trata-se de uma situação perfeitamente "benigna", que importa desmistificar.
Existe uma doença que se chama Exantema Súbito e que corresponde exactamente à descrição apresentada. É uma infecção vírica (ver post sobre esse assunto aqui), que não implica nenhum cuidado particular nem tem risco de complicações.
Caracteristicamente, a evolução é a seguinte:

  1. Febre com duração de cerca de 3 dias - nos picos febris a criança pode ficar mais desconfortável, mas quando a temperatura baixa nota-se uma melhoria significativa
  2. Manchas na pele - surgem no dia a seguir ao desaparecimento da febre e, geralmente, são rosadas e não palpáveis; não costumam causar comichão nem nenhum tipo de desconforto e duram cerca de 3 dias
Por fim, gostaria apenas de realçar que a ocorrência em simultâneo de febre e manchas na pele constitui um sinal de alarme apenas quando estas surgem nas primeiras 24h de febre e, principalmente, se estiverem associadas a um mau estado geral da criança e não desaparecerem quando se pressiona a pele. Nesses casos implicam sempre uma observação médica urgente.

O meu filho tem uns "carocinhos" no pescoço - é normal?

Quase todas as crianças acabam por ter, em alguma fase da sua vida, uns "talinhos" ou "carocinhos" no pescoço.
Apesar de ser algo que assusta bastante os pais (com medo que se trate de uma leucemia ou outra doença grave), a maior parte das vezes não tem significado nenhum e é mesmo uma manifestação normal, que significa que o organismo está a funcionar como deve.
Todos nós (e as crianças também) temos no pescoço e em outros locais do corpo umas estruturas que se chamam gânglios linfáticos. Na verdade, são estruturas de defesa que servem apara ajudar a combater as infecções e que estão situados nos locais em que há mais probabilidade de virem a ser úteis. Um desses locais é o pescoço e é por isso que se notam sempre esses gânglios quando as crianças estão constipadas, com uma amigdalite, uma otite ou outras infecções do género. Significa que o organismo está a combater a infecção e, por esse motivo, é uma resposta considerada "normal".
No entanto, há algumas situações em que nem sempre é assim, pelo que convém conhecer quais os sinais de alarme, que implicam uma observação médica cuidada e atempada e que são os seguintes:

  • gânglios com mais de 1cm de tamanho no pescoço ou mais de 1,5cm nas virilhas ou axilas
  • gânglios muito duros (tipo "pedra) ou que estão aderentes à pele ou aos tecidos mais profundos
  • gânglios que crescem muito rapidamente em pouco tempo
  • gânglios palpáveis em mais do que uma das zonas habituas (pescoço, axilas e virilhas) ao mesmo tempo
  • associação a emgrecimento, mal-estar geral, sangramento frequente das gengivas ou de outros locais, infecções de repetição ou cansaço fácil
Posto isto, volto a reforçar que a maioria das vezes os gânglios aumentam como resposta a doenças pouco graves e frequentes. No entanto, há algumas excepções, que geralmente se manifestam com os sinais de alarme que enumerei acima, pelo que é importante estar atento à sua presença.

6 dicas para escolher os lanches escolares

O ano lectivo está a começar e, com ele, vêm muitas vezes as más escolhas alimentares.
O principal exemplo disso são os lanches escolares que são, grande parte das vezes, completamente desadequados e desequilibrados do ponto de vista nutricional.
Por esse motivo, decidi escrever sobre este tema no meu texto mensal para o site da revista Visão.
Se não o leu, pode fazê-lo clicando aqui.


sábado, 13 de agosto de 2016

Repelentes de mosquitos - como escolher?

Nesta altura do ano as melgas e mosquitos são extremamente comuns e é muito frequente ver crianças com picadas destes insectos. Muitas delas fazem reacções na pele, por vezes exuberantes (ver post sobre esse assunto aqui), pelo que convém perceber de que forma é que se consegue prevenir que isso aconteça.
Há, actualmente, várias opções de repelentes no mercado, pelo que deixo uma breve análise a cada uma delas:

  • Repelentes ultrassónicos - São eléctricos (de ligar à "tomada" ou a pilhas) e têm a grande vantagem de não utilizar produtos químicos para afastar os mosquitos. São os mais indicados para bebés pequenos, mas podem também ser utilizados para crianças maiores. A sua eficácia é um pouco variável, mas pode ser optimizada pela colocação correcta do dispositivo. Como funciona por ultrassons deve estar sempre colocado num local onde não existam barreiras físicas (mesinha de cabeceira, móveis, ...), porque os ultrassons propagam-se pelo ar e, se houver um obstáculo, perdem o seu efeito. Este aspecto é muito importante, porque condiciona completamente a sua eficácia.
  • Repelentes eléctricos químicos - São, provavelmente, os mais eficazes. Apesar de não haver grandes estudos pediátricos relativamente à sua utilização, são seguros e podem ser usados. A melhor forma de o fazer é ligá-los no quarto quando se chega a casa e desligar quando se vai dormir. Outra opção é deixá-los sempre ligados nas zonas comuns de acesso aos quartos, para impedir a entrada de mosquitos (atenção às janelas abertas dos quartos, que "boicotam" esta opção).
  • Pulseiras anti-mosquitos - São uma opção segura, embora tenha que ser respeitada a idade estabelecida pelo fabricante. A sua eficácia é relativamente boa e têm a vantagem de poder servir de "adorno" para os meninos mais vaidosos. Funcionam até a criança ir para a cama e, depois, podem ser colocadas na própria cama, para continuar a fazer efeito.
  • Repelentes de aplicação na pele - São uma boa opção quando a criança vai para espaços exteriores e há alguns que podem ser utilizadas desde os primeiros meses de vida, o que é uma vantagem. Quando a criança estiver a dormir são menos eficazes, porque a criança tapa-se e vão perdendo o seu efeito com o contacto com a roupa.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

15.000 likes!

Hoje atingimos os 15.000 likes na página de facebook deste blogue "PEDIATRIA PARA TODOS"!

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Se não o fez, pode fazê-lo em clicando aqui.

Continuemos, rumo aos 20.000...
Obrigado!


quinta-feira, 28 de julho de 2016

Dicas para quem vai de férias com crianças

Verão é sinónimo de férias para grande parte das pessoas mas, quando se viaja com crianças, é preciso ter alguns cuidados particulares.
Foi esse o tema que escolhi para o meu texto deste mês do site da revista "Visão" e que pretende dar algumas dicas para poder usufruir melhor das suas férias em família.

Se não o leu, pode fazê-lo aqui.

O que fazer perante um escaldão (queimadura solar)?

O primeiro aspecto a reforçar é que todos as queimaduras solares devem ser evitadas e isso pode-se conseguir através de uma série de medidas de protecção, que enumerei já num post sobre esse assunto (pode consultá-lo clicando aqui).
No entanto, se mesmo assim o seu filho apanhar um "escaldão", deve tomar as seguintes precauções:

  • aplicar um creme pós-solar, que geralmente tem um efeito calmante e reparador
  • passadas algumas horas pode começar a aplicar um creme restaurador hidratante, de preferência com bastante vitamina A e E (e também zinco); deve aplicá-lo, pelo menos, 2-3 vezes por dia
  • dar medicação para as dores e/ou comichão, se necessário
  • usar roupas leves e de algodão (de preferência brancas), para não "irritarem" a pele
  • dar banhos mais curtos e com água mais tépida (pouco quente)
Mesmo depois de passar a queimadura deve continuar a a hidratar bem a pele, para ajudar na sua regeneração.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Será que o meu filho é hiperactivo?

Na passada segunda-feira estive no programa "Queridas Manhãs" e o tema foi a Perturbação de Hiperactividade e Défice de Atenção. 
É um tema muito actual é que levanta muitas questões, pelo que se não viu a entrevista, pode fazê-lo clicando no link abaixo: