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sábado, 7 de janeiro de 2017

Pedido de divulgação

O facebook impõe um limite máximo de 5000 amigos, pelo que tenho neste momento muitos pedidos de amizade aos quais não consigo responder. 
Por esse motivo, tenho também uma página específica do meu blogue "Pediatria para todos" (pode consultá-la clicando aqui), cujos conteúdos são em tudo iguais aos da minha página e que permite a todos os interessados seguir as novidades do blogue.
Basta colocar um like e fica a saber tudo em primeira mão.
Agradecia uma ajuda na partilha desta informação, para tentar chegar a todos os que têm pedidos de amizade pendentes, pois não consigo mesmo aceitá-los, uma vez que o facebook não deixa.
Obrigado!

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Falar com crianças sobre temas difíceis

Este é um tema que veio recentemente à discussão, após ter sido aprovada a abordagem de temas como o aborto nos conteúdos programáticos do 5º ano.
Mas será esta a idade adequada para se falar sobre esses e outros assuntos?
No fim de Dezembro saiu um artigo sobre esta temática no Diário de Notícias, no qual também colaborei. Se não o leu pode fazê-lo clicando aqui.

Televisão no quarto? Não, obrigado!

Este é um tema controverso e, por esse motivo, decidi escolhê-lo para o meu texto mensal do site da revista Visão.
Se não o leu, pode fazê-lo clicando aqui.

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Mito - Quando os bebés olham para trás podem ficar estrábicos

Apesar de esta ser uma crença muito frequente, não tem qualquer fundamento científico. 
O estrabismo ("olhos trocados") desenvolve-se sempre que há alguma dificuldade em controlar os músculos dos olhos e pode ter origem nos próprios músculos ou então nos nervos que os regulam. Assim, não tem nada a ver com posições adoptadas voluntariamente pelos bebés/crianças.
É certo que nos primeiros seis meses os bebés muitas vezes trocam os olhos de forma intermitente, ou seja, às vezes estão bem e outras vezes  não, mas desde que seja só por vezes isso não tem qualquer significado. Por vezes reviram os olhos ao adormecer ou então só para experimentar ou "provocar", mas isso também não tem nenhum problema.
Deste modo, pode ficar tranquila se o seu bebé olha para trás quando está deitado, porque não vai ser por isso que vai ter algum tipo de problema nos olhos. 
Pode mesmo ficar descansada, não precisa de ir logo a correr corrigir a posição dele ou tapar-lhe os olhos...


quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Feliz Natal!

A todos os leitores deste blogue, aos seus familiares e aos seus "pequenotes", aqui fica o meu sincero desejo de um Santo e Feliz Natal!


terça-feira, 20 de dezembro de 2016

4.500.000!

Atingimos hoje as 4.500.000 visitas no blogue!
Muito obrigado a todos os que contribuíram para este fantástico número...
Continuemos, rumo aos 5.000.000!!!



domingo, 18 de dezembro de 2016

O meu filho anda com pouco apetite - será normal?

A alimentação das crianças é sempre um motivo de grande preocupação por parte dos pais, principalmente quando as crianças passam por fases em que se alimentam pior. No entanto, é fundamental perceber que algumas dessas fases são perfeitamente normais e é mesmo suposto que aconteçam.
O apetite das crianças é uma característica extremamente variável, pelo que deve ser encarado com alguma “serenidade”, de forma a não condicionar muito o seu dia-a-dia. Depende de diferentes factores, dos quais os mais importantes são os seguintes:
  • Idade da criança – No primeiro ano de vida a velocidade de crescimento é muito elevada, pelo que os bebés têm necessidade aumentadas de comer, para poderem suprir as suas necessidades. A partir dos 12 meses essa velocidade vai-se reduzindo, o que faz com que as crianças comam menos, porque na realidade não precisam de tanto (ver post sobre este assunto - O que é a anorexia fisiológica do 2º ano?).
  • Tipo de comida – Todos nós temos as nossas preferências alimentares e com as crianças passa-se exactamente o mesmo. Apesar de a escolha não ser inteiramente delas, temos que perceber que elas não gostam da mesma forma de todos os alimentos e isso vai condicionar, obviamente, o apetite que apresentam.
  • Estado de saúde/doença – Sempre que uma criança está doente (ou quase sempre), isso reflecte-se no seu apetite. Nessas situações acabam por comer menos e isso é perfeitamente normal, podendo esta queixa durar cerca de 1 semana. Com a resolução da doença, o apetite vai também melhorando gradualmente até se restabelecer por completo.
  • Picos de crescimento – O crescimento das crianças não é completamente linear e gradual, o que faz com que as necessidade do organismo vão também variando. Há alturas em que crescem mais (os chamados picos ou surtos de crescimento) e, consequentemente, acabam por comer também mais e alturas em que não crescem tanto, o que faz com comam pior.
  • Contexto – A maior parte das crianças gosta de rotinas e, quando ocorre uma mudança no seu dia-a-dia (férias, por exemplo), isso vai reflectir-se no seu comportamento, no qual se inclui também o apetite e alimentação. É frequente comerem pior nessas alturas e, se a redução não for muito drástica, acho que é algo que deve ser visto com tranquilidade e com alguma cedência por parte dos pais (mas sem nunca perder o controlo da situação!)

De um modo geral, a maior parte dos pais habitua os seus filhos a comer demais. No entanto, apesar de não ser fácil, é importante que aprendam a respeitar os sinais de fome e saciedade das crianças, porque esse é o melhor indicador da quantidade de comida que devem comer.

Em jeito de conclusão, gostaria apenas de reforçar a ideia de a forma mais adequada de ver se a criança se está a alimentar como deve é pela sua evolução de peso, pois se estiver bem quer dizer que ela está a comer o que precisa. Isso é mesmo o mais importante…

domingo, 11 de dezembro de 2016

Esterilizar chupetas e biberões - sim ou não?

A vontade de proteger os bebés de micróbios potencialmente perigosos é uma preocupação permanente dos pais que, apesar de ser claramente compreensível, é um pouco exagerada na maior parte das situações. A maioria dos microorganismos que nos rodeiam não nos faz mal e é importante esclarecer alguns aspectos para entender melhor esta afirmação.
O primeiro prende-se com o desenvolvimento do sistema imunitário dos bebés. No primeiro mês de vida as defesas ainda não estão completamente estabelecidas, pelo que faz sentido ter alguns cuidados particulares. Por esse motivo, não me parece descabido que se esterilize chupetas e biberões nessa altura, mesmo sabendo que se está a “pecar por excesso”. A partir dessa idade os bebés ficam cada vez mais “competentes”, pelo que as preocupações podem e devem ser cada vez menores.
O segundo aspecto tem a ver com as mudanças no comportamento. A partir dos 3 meses os bebés passam a explorar tudo com a boca (numa fase inicial as mãos e, posteriormente, tudo o que encontram). Isto quer dizer que andar a esterilizar chupetas e biberões passa a ser um contra-senso, quando os bebés apanham um brinquedo do chão e o colocam imediatamente na boca.

Por fim, convém esclarecer também que o contacto com os microorganismos é muito importante para o correcto desenvolvimento do sistema imunitário das crianças e que a falta dessa estimulação pode condicionar alterações no futuro. Ao longo de todo o intestino existem diferentes locais onde as partículas estranhas que se ingerem (incluindo os micróbios) vão contactando com o nosso sistema de defesa. É este contacto que vai fazer com que cada pessoa seja capaz de distinguir o que é “normal” e tolerável do que é “anormal” e potencialmente nocivo. Se esse processo não acontecer ou for ocorrendo em menor escala, o sistema imunitário não se desenvolve como deve e, actualmente, pensa-se até que isso possa ser responsável pelo aumento que se tem observado nas doenças alérgicas e auto-imunes.