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terça-feira, 20 de setembro de 2016

Geocaching - sabe o que é?

Numa altura em que se fala tanto do jogo Pokemon Go, decidi escrever sobre algo que, apesar de menos mediático, é capaz de ser uma opção bem mais interessante para se fazer em família: o Geocaching.
Trata-se de um jogo, uma espécie de "caça ao tesouro" em que o objectivo é descobrir as chamadas caches, que se escondem tanto em meios urbanos como periféricos. Podem ser pequenas caixas, rolos de papel ou apenas enigmas que têm que ser descobertos por quem joga. Existem actualmente mais de 2.500.000 caches espalhadas por todo o Mundo e, só em Portugal, mais de 30.000 participantes deste "jogo".
O modo de funcionar é muito simples: através do site www.geocaching.com ou da App do site pode ter acesso ao mapa onde estão assinaladas todas as caches. Depois, só tem que seleccionar uma delas e, através das coordenadas GPS que lhe são dadas, chegar ao local. A maior parte tem ainda uma dica/enigma para decifrar e que lhe permite ajudar a encontrar o local onde se esconde o "tesouro". Este é apenas 1 papel onde escrevemos o nosso nome, para comprovar que estivemos ali e que permite podermos registar no nosso mapa online que descobrimos a respectiva cache. Com isso, aparece nesse ponto um smile e, claro, o objectivo é encher o mapa com esses bonequinhos amarelos bem sorridentes. Não é uma actividade materialista, porque na verdade não se ganha nada de "palpável", apenas o prazer de conseguir descobrir o local indicado. Apesar disso, nalgumas caches existem pequenos objectos, que as pessoas vão trocando por outros, como uma forma de comunicação com quem vier a seguir.
Cada cache tem um significado, que pode ser dar a conhecer um local ou monumento, uma história ou simplesmente assinalar algo que se pretende celebrar.
Aqui ficam algumas vantagens do Geocaching, quando realizado em família:

  • é uma actividade de exterior e que acaba por fomentar a actividade física
  • permite o contacto com a Natureza e conhecer locais que, de outra forma, não se conheceria
  • estimula as crianças a decifrar dicas e enigmas
  • tem o "bónus" das trocas, que as crianças valorizam sempre pelo factor surpresa
Se ficou entusiasmado, o melhor conselho que lhe posso dar é: experimente! Vai ver que é ainda mais interessante quando começar a jogar...



domingo, 18 de setembro de 2016

Bebés e animais de estimação: uma relação perigosa?

Quando se tem um bebé em casa é frequente surgirem algumas dúvidas relativamente à presença simultânea de um animal de estimação, pelo que este é um assunto que levanta sempre bastantes questões aos pais.
Foi por esse motivo que decidi escolher este assunto para o meu texto deste mês do site da vista Visão.
Se não o leu, pode fazê-lo clicando aqui.


quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Na próxima segunda-feira há "Pediatria para todos" na SIC

Na próxima segunda-feira vou estar no programa "Queridas Manhãs" da SIC (não é a última do mês, mas desta vez vai ser uma semana mais cedo) e vamos falar da dificuldade que alguns pais sentem quando se separam dos filhos.
Será boa opção deixar os filhos na casa dos avós para os pais terem uma saída "a dois"?
E qual é o papel dos avós na educação dos netos?
Não perca a resposta a estas e outras questões já na próxima segunda-feira!

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Comunicar com crianças - uma dica simples

Nesta semana fui contactado pela jornalista Sónia Calheiros do site da revista Visão para colaborar num artigo sobre "escuta activa", que teve como mote o facto do Príncipe William se baixar muitas vezes para se colocar à altura do seu filho quando fala com ele.
Se não o leu, pode fazê-lo aqui.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

A próxima segunda-feira é a última do mês!

A próxima segunda-feira é a última do mês e, como é hábito, vou estar no programa "Queridas Manhãs" da SIC.
Desta vez vamos falar sobre a dificuldade que os pais têm de se separar dos filhos.
Não perca!

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

O meu filho teve febre e agora tem manchas no corpo - será normal?

Esta é uma situação bastante frequente em Pediatria e que cria alguma ansiedade aos pais. No entanto, trata-se de uma situação perfeitamente "benigna", que importa desmistificar.
Existe uma doença que se chama Exantema Súbito e que corresponde exactamente à descrição apresentada. É uma infecção vírica (ver post sobre esse assunto aqui), que não implica nenhum cuidado particular nem tem risco de complicações.
Caracteristicamente, a evolução é a seguinte:

  1. Febre com duração de cerca de 3 dias - nos picos febris a criança pode ficar mais desconfortável, mas quando a temperatura baixa nota-se uma melhoria significativa
  2. Manchas na pele - surgem no dia a seguir ao desaparecimento da febre e, geralmente, são rosadas e não palpáveis; não costumam causar comichão nem nenhum tipo de desconforto e duram cerca de 3 dias
Por fim, gostaria apenas de realçar que a ocorrência em simultâneo de febre e manchas na pele constitui um sinal de alarme apenas quando estas surgem nas primeiras 24h de febre e, principalmente, se estiverem associadas a um mau estado geral da criança e não desaparecerem quando se pressiona a pele. Nesses casos implicam sempre uma observação médica urgente.

O meu filho tem uns "carocinhos" no pescoço - é normal?

Quase todas as crianças acabam por ter, em alguma fase da sua vida, uns "talinhos" ou "carocinhos" no pescoço.
Apesar de ser algo que assusta bastante os pais (com medo que se trate de uma leucemia ou outra doença grave), a maior parte das vezes não tem significado nenhum e é mesmo uma manifestação normal, que significa que o organismo está a funcionar como deve.
Todos nós (e as crianças também) temos no pescoço e em outros locais do corpo umas estruturas que se chamam gânglios linfáticos. Na verdade, são estruturas de defesa que servem apara ajudar a combater as infecções e que estão situados nos locais em que há mais probabilidade de virem a ser úteis. Um desses locais é o pescoço e é por isso que se notam sempre esses gânglios quando as crianças estão constipadas, com uma amigdalite, uma otite ou outras infecções do género. Significa que o organismo está a combater a infecção e, por esse motivo, é uma resposta considerada "normal".
No entanto, há algumas situações em que nem sempre é assim, pelo que convém conhecer quais os sinais de alarme, que implicam uma observação médica cuidada e atempada e que são os seguintes:

  • gânglios com mais de 1cm de tamanho no pescoço ou mais de 1,5cm nas virilhas ou axilas
  • gânglios muito duros (tipo "pedra) ou que estão aderentes à pele ou aos tecidos mais profundos
  • gânglios que crescem muito rapidamente em pouco tempo
  • gânglios palpáveis em mais do que uma das zonas habituas (pescoço, axilas e virilhas) ao mesmo tempo
  • associação a emgrecimento, mal-estar geral, sangramento frequente das gengivas ou de outros locais, infecções de repetição ou cansaço fácil
Posto isto, volto a reforçar que a maioria das vezes os gânglios aumentam como resposta a doenças pouco graves e frequentes. No entanto, há algumas excepções, que geralmente se manifestam com os sinais de alarme que enumerei acima, pelo que é importante estar atento à sua presença.

6 dicas para escolher os lanches escolares

O ano lectivo está a começar e, com ele, vêm muitas vezes as más escolhas alimentares.
O principal exemplo disso são os lanches escolares que são, grande parte das vezes, completamente desadequados e desequilibrados do ponto de vista nutricional.
Por esse motivo, decidi escrever sobre este tema no meu texto mensal para o site da revista Visão.
Se não o leu, pode fazê-lo clicando aqui.