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terça-feira, 25 de julho de 2017

Primeiros socorros com crianças - sabe o que fazer?

No passado dia 17 estive no programa "Faz Sentido" da SIC Mulher, à conversa com a Ana Rita Clara sobre o que fazer nalgumas situações de emergência com crianças, a propósito do meu novo livro PRIMEIROS SOCORROS - BEBÉS E CRIANÇAS.
Falamos de queimaduras solares, insolações, intoxicações, traumatismos e engasgamentos, temas que muito preocupam os pais e que lhes causam sempre muitos receios.
Se não viu, pode fazê-lo clicando aqui.

domingo, 23 de julho de 2017

O que são as perturbações do espectro autista?

A designação perturbações do espectro autista veio substituir o termo “autismo”, pois na verdade não se trata de um diagnóstico único, mas sim de um conjunto de situações que partilham manifestações comuns entre si.

São um grupo muito heterogéneo de doenças que afectam o neurodesenvolvimento das crianças. Afectam caracteristicamente as seguintes áreas:
Socialização
Este é dos achados mais característicos deste grupo de doenças. São crianças que não demonstram interesse na interacção com os outros e que muitas vezes evitam o contacto ocular. Este é um aspecto que surge cedo no desenvolvimento e que muitas vezes é interpretado erradamente como sendo crianças muito “calmas” e que “não perturbam”.
Comunicação
A comunicação e a socialização estão claramente interligadas. Nestes casos, são as duas vertentes da comunicação que estão afectadas: a verbal e a não verbal. Relativamente à comunicação verbal, são crianças que apresentam, muitas vezes, atrasos no desenvolvimento da linguagem e que interpretam tudo de forma literal, sem conseguir entender o segundo sentido de algumas expressões. Quanto à linguagem não verbal, é um dos seus grandes problemas, pois apresentam muitas dificuldades em descodificar o estado emocional das outras pessoas.
Desenvolvimento motor
É frequente o desenvolvimento de maneirismos e estereotipias (movimentos repetidos, que funcionam como comportamentos de auto-estimulação) e que surgem, habitualmente, quando a criança se encontra mais ansiosa (muito feliz ou irritada, por exemplo). Para além disso, é comum haver algum atraso motor, caracterizado por dificuldades na destreza motora.
O prognóstico destas situações é extremamente variável, havendo crianças que são autónomas e independentes no seu dia-a-dia e que apresentam apenas algumas dificuldades na interacção social e também situações muito mais graves, com dependência total dos cuidadores. 
Neste tipo de perturbação o tempo conta muito, pelo que é fundamental um diagnóstico precoce e, acima de tudo, uma orientação atempada para as diferentes terapias (terapia da fala, terapia ocupacional, fisioterapia, …), de forma a optimizar a intervenção e melhorar o mais possível o prognóstico.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

O que é a diabetes?

Todas as pessoas têm um órgão chamado pâncreas que, entre muitas outras funções, segrega uma hormona chamada insulina. Esta tem como função baixar o nível de açúcar no sangue, pelo que é produzida quando ele se eleva (depois de uma refeição, por exemplo). Sempre que este mecanismo está comprometido, os níveis de açúcar no sangue deixam de estar controlados e a essa situação chama-se diabetes. Existem dois tipos desta doença:
1 – diabetes tipo 1 – o pâncreas não produz uma quantidade suficiente de insulina
2 – diabetes tipo 2 – o organismo não consegue utilizar a insulina que produz
A diabetes tipo 1 é, de longe, a mais frequente em pediatria. Trata-se de uma doença auto-imune, ou seja, em que o organismo reconhece como estranhas algumas das suas células e «luta» contra elas, acabando por destruí-las. Neste caso, as células do pâncreas responsáveis pela produção de insulina são eliminadas, o que faz com que não consiga produzir essa hormona e ase cumule açúcar no sangue. Os sintomas clássicos são o emagrecimento, a sede e urinar muito (várias vezes e muita quantidade), mas muitas vezes a doença só se descobre ao estudar um coma que surgiu sem se saber muito bem o motivo. A diabetes tipo 2 está a tornar-se mais comum em crianças e jovens, uma vez que está associada, geralmente, à obesidade. Nesta situação o pâncreas produz insulina, mas o organismo torna-se incapaz de a utilizar corretamente. 
O diagnóstico destas situações assenta essencialmente na medição do açúcar no sangue. Isso pode ser realizado através de uma pequena picada no dedo, mas a análise mais fiável é sempre quando o sangue é colhido de forma tradicional, através de uma veia. 
A diabetes tipo 1 trata-se através da administração de insulina, seja sob a forma injectável na altura das refeições, seja através de uma bomba de insulina, que permite a administração mais estável ao longo do dia, sem a criança/jovem se ter que “picar” todas as vezes. Já em relação à diabetes tipo 2, o tratamento passa pela perda de peso e medicamentos que tentam fazer com que o organismo consiga utilizar mais adequadamente a insulina. Em ambos os tipos, o tratamento farmacológico deve sempre ser complementado com dois outros muito importantes, a alimentação e o exercício físico. Sem eles não é possível estabilizar os níveis de açúcar, o que vai levar a problemas em diferentes partes do organismo: cérebro, olhos, coração e rins, entre outros. 

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Quando e como se deve tirar a fralda às crianças?

O desfralde é sempre um momento ansiado pelos pais e que, se for feito com tranquilidade, corre bem na esmagadora maioria dos casos.
No entanto, as dúvidas sobre quando e como iniciar este processo são sempre muitas. É um assunto importante é que foi o tema da minha participação no Filhos e Cadilhos da semana passada. Se não viu, pode fazê-lo clicando aqui.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Água "fervida" para as cólicas - é boa opção?

Existe muito a ideia de que dar um pouco de água fervida pode ajudar nas cólicas dos bebés. Nenhum estudo comprova este tipo de relação, pois é questionável qual o papel que, de facto, a água fervida possa ter no choro e no desconforto presente nessas situações. Pode realmente acalmá-lo se tiver sede ou então pelo contacto físico enquanto se lhe dá a água, mas é pouco provável que aconteça algo mais.
No entanto, é algo completamente inócuo e desprovido de efeitos laterais, pelo que não me parece errado que os pais testem, se assim pretenderem. A probabilidade de sucesso é muito baixa, porque provavelmente o seu efeito é “nenhum”, mas não há problema em experimentar. O único cuidado a ter é não dar um grande volume de água, para não interferir com a quantidade de leite que o bebé deve ingerir.

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Birras - até que ponto serão normais?

No passado sábado estive, como habitualmente, no programa Filhos e Cadilhos do Porto Canal.
Desta vez tive a companhia da psicóloga Maria Andresen e estivemos a falar sobre birras.
A partir de que idade surgem?
Serão normais ou falta de educação?
O que fazer numa birra?
Estas são apenas algumas das questões que abordamos. Se não viu, pode fazê-lo clicando aqui.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Deixem as crianças ser crianças!

No passado dia 30 de Junho tive o privilégio de participar num seminário organizado pela Câmara Municipal de Esposende, cujo título era "Brincar é coisa séria".
Partilhei uma mesa redonda com o Professor Eduardo Sá e foi uma experiência muito enriquecedora, onde pudemos partilhar um pouco da nossa visão sobre a importância do "brincar".
A Dra. Helena Gatinho, editora da revista Pais e Filhos também esteve presente e escreveu um artigo que resume algumas das intervenções desse seminário. Se não o leu, aconselho a fazê-lo clicando aqui.

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Acidentes - o que fazer?

Com a chegada do bom tempo as crianças expõem-se mais a alguns riscos e, consequentemente, aumenta a probabilidade de surgir algum acidente.
A maior parte deles são evitáveis se pensarmos que podem acontecer, pelo que é importante reflectir um pouco sobre esse assunto.
Ontem estive no Porto Canal, no programa "Consultório" e foi precisamente esse o tema da nossa conversa.
Se não viu, pode fazê-lo clicando aqui.