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domingo, 31 de julho de 2011

Novos alimentos: como eu faço… (parte II)

A 1ª sopa deve ser mantida até o bebé se habituar bem a comer com colher.
Posteriormente, pode adicionar um legume novo à sopa a cada 3-4 dias, até perfazer um total de 6-7 legumes (pode começar com os mais neutros: alface, abóbora, courgette, ...). Quando tiver esse número de ingredientes a sopa está completa e, a partir daí, cada vez que introduzir um legume novo, deve retirar outro. Os únicos alimentos que não deve introduzir nesta fase são as leguminosas (feijão, grão de bico, ervilhas, favas, ...), o nabo, agrião, beterraba e espinafres.
Mais ou menos pela mesma altura pode começar a dar fruta à sobremesa: maçã, pêra ou banana. O ideal é que a fruta seja dada em cru (a maçã é a mais difícil, pelo que pode cozer em pouca água ou assar) e sempre de forma individual, sem misturar frutas diferentes, bolachas ou outros alimentos. O objectivo da diversificação alimentar é que as crianças percebam os diferentes sabores dos alimentos e que se vão habituando a eles, pelo que não devemos "mascarar" nada.
A preocupação nesta fase deve ser a de tentar não introduzir dois elementos novos no mesmo dia (uma fruta e um legume, por exemplo).
Nota prática: Nesta altura, o trânsito intestinal das crianças altera-se bastante e, para aqueles que apresentarem obstipação ("prisão de ventre"), deixo aqui dois conselhos: 1) introduzir o mais precocemente possível legumes verdes na sopa, pois quanto mais verde, melhor vai funcionar o intestino; 2) evitar a banana até o problema estar resolvido.
Por volta dos 6 meses é altura de iniciar o glúten. Este é um componente que existe nos cereais e está presente na papa, massas, pão (sempre que possível sem sal), bolachas, cevada, etc. Deve ser introduzido de forma progressiva e o ideal é que isso seja feito ainda sob aleitamento materno. Uma forma prática de o conseguir é preparando a papa com uma colher de pó de papa com glúten e o resto de papa sem glúten no 1º dia, aumentado para 2 colheres de papa com glúten no 2º dia, 3 no 3º e assim sucessivamente. Outra hipótese é introduzindo um pouco de massa na sopa, permitindo esta opção manter apenas refeições de leite e 1 sopa (com fruta à sobremesa) por dia.
Mais ou menos na mesma altura deve começar a introduzir a carne na sopa. O melhor para o seu pequenote é usar apenas carnes magras (frango, perú, coelho, borrego) e sem exagerar na quantidade. Este é o único alimento que eu acho conveniente pesar, pois as crianças devem comer cerca de 15g de carne por sopa (repare que não lhe falei em pesagens dos outros alimentos propositadamente), de forma a evitar o excesso de proteínas.
Nota prática: Se a carne tiver osso deve cozê-la à parte e aproveitar a água da cozedura para fazer a sopa (passando sempre por um coador primeiro). Depois de desossada, pode adicionar aos legumes.
Por volta dos 7 meses a criança deve fazer 2 refeições de sopa + fruta por dia (almoço e jantar).
Todos os alimentos de que não falei até agora (iogurte, peixe, ovo) costumo introduzir apenas aos 9 meses.

Novos alimentos: como eu faço… (parte I)

A diversificação alimentar (introdução de novos alimentos num bebé até então alimentado apenas com leite) é uma etapa que gera sempre grande ansiedade aos pais.
Segundo as recomendações europeias, pode ser iniciada a partir dos 4 meses, embora o mais adequado seja fazê-lo o mais perto possível dos 6 meses.
Não há grandes certezas sobre como deve ser efectuada e a consequência é que raramente se encontram 2 opiniões iguais entre profissionais de saúde. No meu entender, acho que há algumas regras que devem ser respeitadas, mas sem grandes fundamentalismos, porque não devemos transformar esta etapa tão gratificante numa fonte de ansiedade.
Assim, pretendo com este post partilhar as minhas ideias e o modo como eu aconselho os pais e mães da minha consulta a diversificar a alimentação do seu filhote.
A primeira questão que se levanta é sobre o que iniciar primeiro: papa ou sopa? Todos os bebés gostam naturalmente do doce, pelo que eu acho que se deve iniciar pelo alimento teoricamente menos fácil - a sopa.
A 1ª sopa pode ser iniciada pelos 5 meses e meio e deve ter um sabor mais neutro, devendo ser feita com poucos legumes. Assim, pode-se começar com uma batata e uma cenoura, bem lavadas e descascadas e cozidas apenas em água (sem sal ou azeite). Depois de cozidas, devem ser trituradas na água de cozedura de forma à sopa ficar com uma consistência cremosa (o ideal é retirar a água toda e ir juntando apenas aos bocadinhos). Depois de colocada no prato, deve-se adicionar meia colher de sopa de azeite (existe azeite próprio para bebés nas superfícies comerciais) e misturar bem. A partir daí, pode começar a dar a sopa ao seu filho, sempre com o cuidado de comprovar que a temperatura é adequada, para evitar queimaduras.
Nota prática: A 1ª vez que der sopa ao seu filho vai, muito provavelmente, ser uma guerra. Um truque para as coisas correrem menos mal é antecipar a refeição cerca de 30 minutos, de forma a que o bebé não tenha muita fome quando tentar comer pela primeira vez por uma colher...
Preparem as câmaras fotográficas e de filmar e que comece a diversão!!!

quinta-feira, 28 de julho de 2011

O banho do bebé

O banho dos bebés é uma altura em que eles se expõem muito em termos de controlo da temperatura coporal. Deste modo, deve ser rápido e sempre com água quente (cerca de 37ºC).
A última parte do corpo a molhar e lavar deve ser a cabeça, porque os bebés perdem 30% do seu calor pela cabeça.
Em relação à altura do dia em que deve ser dado, a maior parte das pessoas prefere o fim da tarde/noite. Tal deve-se ao facto de o banho ser um relaxante natural para a maioria dos bebés. No entanto, não tem problema nenhum se preferir fazê-lo de manhã ou em outra altura do dia.
Um dos mitos que é importante desconstruir é o de que o banho não pode ser dado depois da mamada. Tal só é verdade quando se utiliza água fria, o que não é o mais aconselhável, como já foi referido anteriormente. Sendo assim, uma vez que a água deve estar mais ou menos à temperatura corporal, o banho pode ser dado antes ou depois das mamadas, independentemente do tempo decorrido após o seu fim.
Relativamente à frequência do banho, esse é um assunto em que eu não sou nada rígido. Teoricamente, se for dado em dias alternados (dia sim/dia não), acaba por ser menos agressivo para a pele. No entanto, uma vez que hoje em dia a maior parte dos produtos são adequados à maior sensibilidade da pele dos bebés, penso que essa é sempre uma decisão apenas dos pais: se preferirem dar banho todos os dias, não há problema; se preferirem em dias alternados, também está tudo bem.
Quanto aos produtos, o ideal é que eles não tenham perfumes, particularmente se houver história familiar de alergia (asma, rinite, eczemas, ...). É mais aconselhável usar um óleo de banho em vez de gel de banho, pois é mais hidratante para a pele.
Aproveite o banho do seu filho para brincar e interagir com ele, de forma a que ele se habitue a gostar desse momento.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Os bebés precisam de vitaminas?

Os recém-nascidos prematuros necessitam de tomar vitaminas, de forma a ajudar o organismo imaturo a funcionar correctamente. Geralmente, tal é conseguido através da administração de um complexo multi-vitamínico, que deve sempre ser prescrito pelo médico assistente.
Relativamente aos bebés de termo, apenas está indicada a suplementação com vitamina D. Esta vitamina serve para ajudar a fortalecer os ossos e é produzida na pele após exposição ao Sol.
Uma vez que os bebés não devem ter grande exposição solar nos primeiros 12 meses de vida, está indicada a administração de vitamina D, a fim de prevenir o raquitismo.
Até há relativamente pouco tempo, recomendava-se ainda a vitamina C para todos os bebés, mas actualmente isso já não se verifica.
É importante não esquecer que as vitaminas em excesso também são prejudiciais...

segunda-feira, 25 de julho de 2011

O meu filho tem tosse - devo preocupar-me?

A tosse é um sintoma muito frequente em Pediatria. É um mecanismo de defesa do organismo, que serve para “limpar” as vias aéreas, pelo que desempenha um papel importante na resistência do aparelho respiratório às agressões a que está sujeito.
Pode ser produzida por infecções, alergias, fumos, corpos estranhos, etc... Na maioria das vezes é causada por infecções víricas (“viroses”), particularmente nos meses de Inverno e nas crianças que frequentam infantários. Nessas situações, geralmente persiste cerca de 2 a 3 semanas, com a seguinte evolução: 1 – tosse seca; 2 – tosse com expectoração; 3 – tosse seca novamente.
Se o seu filho apresentar tosse, deve fazer o seguinte:
1) Oferecer-lhe líquidos em abundância, para tornar as secreções mais fluídas (lembre-se que a água é o melhor xarope para a tosse)
2) Manter um ambiente húmido
3) Não adicionar vapores de eucalipto ou outras substâncias inalantes que contenham álcool, cânfora ou outros substratos de plantas, pois estes agravam a tosse
4) Nunca expôr a criança ao fumo de tabaco
5) O tratamento com antibióticos apenas se justifica quando a causa é bacteriana e só deve ser iniciado se receitado pelo médico
6) Evitar os “xaropes para a tosse” – só os deve dar ao seu filho se aconselhados pelo médico

Numa situação de tosse, deve apenas procurar ajuda médica se ocorrer algum dos seguintes sinais de alarme:
1) Dificuldade respiratória
2) Dor no peito
3) Tosse com duração superior a 3 semanas
4) Lábios azulados / roxos
5) Vómitos ou dificuldade em alimentar-se
6) Tosse “sufocante”
7) Associação a prostração ou febre elevada
No entanto, não se esqueça que a maior parte das vezes a tosse é benéfica, porque serve para limpar os pulmões!

Febre - herói ou vilão?

A febre é o principal motivo de procura de ajuda médica na Pediatria. É muitas vezes um sinal assustador para os pais, que gera muita ansiedade, pelo que é importante desmistificar alguns conceitos.
O primeiro é que só se considera febre se a temperatura for superior a 37,5ºC (se medida na axila) ou superior a 38ºC (se medida no rabinho – local ideal até aos 12 meses de idade). Deve-se evitar os termómetros de testa ou de ouvido.
O segundo é que a febre é um mecanismo de defesa do organismo, que pode surgir em múltiplas situações. O mais frequente é associar-se a infecções, que na sua grande maioria são de origem vírica (as chamadas “viroses”) e não precisam de nenhum tratamento específico.
Sendo assim, se o seu filho tiver febre, deve fazer o seguinte:
1 – dar medicação de acordo com aconselhamento médico prévio (paracetamol no máximo de 6/6h em dose adequada ao peso)
2 – não agasalhar demasiado o seu filho nem, pelo contrário, despi-lo exageradamente
3 – oferecer-lhe bastante líquidos para beber, para compensar o que perde com a transpiração
Há, no entanto, alguns sinais de alarme que é conveniente os pais saberem:
1 – idade do bebé inferior a 3 meses
2 – “manchinhas” no corpo que surgem associadas à febre nas primeiras 24 horas, particularmente se não desaparecerem ao fazer pressão sobre elas
3 – associação da febre a gemido (nos bebés pequenos), convulsões ou dificuldades respiratória
4 – prostração/sonolência que se mantém mesmo quando a criança está sem febre (durante o pico febril é normal que o seu filho esteja mais “murchinho”)
5 – temperatura superior a 40ºC
6 – febre em crianças com doença crónica
7 – duração da febre superior a 3-4 dias, sem sinais de melhoria (picos febris mais espaçados e/ou mais baixos)
Posto isto, é importante reforçar a ideia de que na maior parte das vezes a febre é um sinal benigno, sendo fundamental combater um pouco a “fobia da febre” que se foi instalando na nossa sociedade. Não se esqueça que, na ausência dos sinais de alarme atrás explicados, a esmagadora maioria das causas de febre são infecções transitórias, que passam sem nenhum tipo de tratamento em particular.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Morte súbida do lactente - como prevenir?

O Síndrome da Morte Súbita do Lactente é a morte súbita e sem explicação de um bebé até ao primeiro ano de vida. Para a sua prevenção podem e devem ser adoptadas algumas medidas, as quais foram reforçadas em 2009 pela Sociedade Portuguesa de Pediatria num folheto destinado aos pais e das quais se destacam as seguintes:
1 - Coloque o seu bebé a dormir de barriga para cima


2 - Não fume durante a gravidez nem depois do parto. O bebé não deve contactar com o fumo do tabaco, nem que seja de forma indirecta através da roupa.


3 - Coloque o bebé a dormir num colchão firme e com os pés encostados ao fundo da cama. A cabeça e os braços devem ficar destapados.

4 - O seu filho deve dormir na cama dele e não na cama dos pais. Não adormeça com o bebé no sofá.


5 - Não aqueça demasiado o bebé. A temperatura ideal do quarto é de 18-21ºC.

6 - Quando o seu filho estiver acordado, coloque-o em diferentes posições, particularmente com a barriga para baixo, para ajudar a fortalecer os músculos do pescoço e coluna (não se esqueça que é absolutamente proibido colocar os bebés a dormir nessa posição).


7 - Ofereça uma chupeta ao seu filho a partir das 3 semanas de vida. Se ele não quiser, não force.


Lembre-se sempre que "mais vale prevenir do que remediar"...

Estas recomendações e ilustrações foram retiradas do site da Sociedade Portuguesa de Pediatria.
Para mais informações consultar o seguinte endereço: http://www.spp.pt/conteudos/default.asp?ID=33

Conselhos práticos para uma amamentação feliz

A amamentação é um período que reforça muito a relação mãe-filho, pelo que deve ocorrer de forma tranquila e sem ansiedades.
O ideal é que cada mamada decorra num ambiente calmo, sem grandes barulhos e sobressaltos e num local confortável para a mãe.
Actualmente, as recomendações aconselham o seguinte:
- O bebé deve mamar quando tem fome e não com o horário rígido das 3/3 horas (embora no primeiro mês seja aconselhável que não fique mais de 5 horas sem comer de forma sistemática)
- Deve deixar o seu filho esvaziar bem uma mama e só depois, se lhe parecer que continua com fome, oferecer a segunda (em princípio chega uma mama por "refeição")
- Cada mamada não deve durar mais do que 30 minutos, porque o bebé mama cerca de 90% do que precisa nos primeiros 4-5 minutos (geralmente depois desse tempo adormece)
- Deve ter uma alimentação o mais variada possível (sem restrições) e saudável, porque o bebé tem vantagem em contactar com sabores diferentes através do leite (esqueça as proibições da laranja, chocolate, feijão, couves, cebola, alho, ...)
- Não deve beber álcool e deve evitar o café (o ideal é ser descafeinado, embora 1-2 cafés normais por dia sejam aceitáveis)
- Não existem leites maternos fracos - o leite materno é sempre bom! (o que aconteced é que por vezes os bebés têm dificuldade em retirar da mama todo o leite de que necessitam

Posto isto, aproveite ao máximo esta etapa e disfrute de todos os momentos!

Nota prática: Se puder retirar leite e congelar deve fazê-lo, de forma a tentar constituir uma reserva para quando tiver que regressar ao trabalho.




Glutão - o boneco polémico que visa incentivar o aleitamento materno

Para quem ainda não sabe, foi lançada recentemente no mercado português uma boneca ("Glutão") que permite que as crianças a amamentem. Inclui um top, que as meninas vestem de forma a poder simular que estão a amamentar um filho. O seu lançamento foi envolto em polémica, havendo inclusivamente quem considere que este boneco é um estímulo à sexualidade precoce.
Acompanhe no link abaixo a notícia publicada no Diário de Notícias:

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Leite materno - porque sim?

Hoje em dia é praticamente consensual que o aleitamento materno deve ser praticado em quase todas as ocasiões. São inúmeras as suas vantagens, pelo que deixo aqui apenas algumas:
- composição mais adequada
- reforço das defesas do bebé (prevenção de infecções)
- reforça a interacção mãe-filho
- menor probabilidade do bebé desenvolver alergias no futuro
- menor risco para o bebé de obesidade, diabetes e alguns tipos de cancro
- mais barato
- disponibilidade permanente
- temperatura sempre certa
- ajuda a recuperar o peso no pós-parto
- ajuda a prevenir o cancro da mama
- tem a embalagem mais bonita
- ...
Praticamente não existem contra-indicações para a amamentação, pelo que mesmo que necessite de tomar algum tipo de medicamento, o mais provável é que possa e deva manter o leite materno. De qualquer forma, deve esclarecer-se sempre com o seu médico assistente ou com o pediatra do seu filhote.

domingo, 17 de julho de 2011

Cólicas

O que são?
A designação “cólicas” é o nome que as pessoas dão aos bebés pequenos que choram. Como é compreensível, nem todos choram pelos mesmos motivos, razão pela qual as medidas anti-cólicas têm eficácias tão variáveis.
As “cólicas” clássicas são caracterizadas por episódios de choro alto e contínuo que pode durar horas, ocorrendo sobretudo ao final da tarde, noite ou madrugada. Geralmente têm início por volta das 3-4 semanas de vida e persistem até cerca dos 3-4 meses. Durante as “cólicas” a criança apresenta a face vermelha, a barriga inchada e tensa, mãos fechadas e pernas dobradas sobre a barriga, parecendo ter dor. Pensa-se que se devem a alguma imaturidade do sistema digestivo e acumulação de gases e é nesse sentido que actuam a maior parte das medicações.
Embora para os pediatras esta seja considerada uma situação normal, para a maioria dos pais é uma situação complicada de suportar, pois por vezes é de difícil resolução.

O meu bebé tem “cólicas”… O que posso fazer?
Aqui ficam algumas dicas para tentar minimizar os efeitos psicologicamente “devastadores” desta situação:
1) Certifique-se que o bebé está confortável: mude-lhe a fralda, dê-lhe a mama ou o biberão e ponha-o a arrotar; pegue nele ao colo, aconchegue-o ou verifique se não tem excesso de roupa;
2) Dobre-lhe as pernas sobre o abdómen e faça massagens na barriga durante alguns minutos;
3) Coloque-o de barriga para baixo no seu colo;
4) Passeie com ele pela casa, ao colo ou no carrinho, cantando-lhe uma canção ou ouvindo música; se necessário, coloque-o na cadeirinha dele e dê uma volta de automóvel, de preferência em estradas de paralelo;
5) Coloque-o por cima do seu corpo para que sinta o calor e o ritmo do coração; o banho também relaxa a maioria dos bebés;
6) Alimente o bebé num lugar tranquilo - se a mãe que está a amamentar está nervosa o bebé nota e fica também nervoso;
7) Se o bebé está inconsolável e os pais não conseguem acalmar-se, deixem que outra pessoa pegue nele. Os pais devem estar relaxados, conscientes de que esta é uma situação benigna e passageira e preparados para o momento em que a criança chora.

Vou ser mãe/pai! E agora???

A maternidade é algo que deve ser preparado com antecedência.
Este momento único na vida de qualquer pessoa deve ser vivido com a máxima intensidade, aproveitando todos os segundos, de forma a não perder nada.
Nesse sentido, os pais devem tentar preparar atempadamente a casa para a chegada do futuro membro, mas também preparar-se enquanto família para o grande acontecimento: o nascimento do bebé!
Um aspecto que eu acho bastante importante são os cursos de preparação para a maternidade. Nesses cursos são ensinados e discutidos alguns "truques" para que o parto decorra sem problemas, facto que tranquiliza as mães nesse momento de maior stresse. Para além disso, em muitos deles são também ensinados alguns cuidados a ter com o bebé nos primeiros dias, aspecto muito importante para diminuir a ansiedade dos pais.
A decisão da criopreservação das células estaminais, seja em banco público ou privado, deve ser tomada com antecedência, de forma a dar tempo para poderem fazer a requisição do kit de recolha de sangue do cordão umbilical.
A mala da mãe e do (futuro) recém-nascido deve estar pronta, pelo menos, desde as 37 semanas de gestação (penso que só se justifica prepará-la antes se houver alguma indicação do médico que está a fazer a vigilância da gravidez).
Quando chegar o grande momento, é altura de lançar foguetes e pensar que "a vida como existiu até então vai desparecer e dar lugar a uma nova" (bem melhor, na minha opinião).
Parabéns, papás!!!