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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

O meu bebé espirra desde que nasceu

É perfeitamente normal os bebés espirrarem desde o nascimento. Isso não significa que eles estejam constipados, com frio, com alergias ou com qualquer outro problema.
Eles espirram porque passaram 9 meses a respirar líquido e, agora, ao respirar o ar, contactam com diferentes cheiros, partículas, temperaturas, etc... Muitas vezes, o espirro é também causado pela estimulação luminosa e pode aperceber-se disso quando abre a persiana de manhã, por exemplo.
Os espirros servem para o bebé fazer a "limpeza" das suas vias aéreas superiores, pelo que não têm nenhum tipo de problema quando surgem.
Sendo assim, não se preocupe se o seu bebé espirrar, pois é mesmo suposto que isso aconteça...

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Quando devo fazer um rastreio visual ao meu filho?

A avaliação oftalmológica faz parte do exame de rotina que se realiza em todas as consultas desde o nascimento. O objectivo é detectar alterações que possam comprometer a capacidade visual da criança (estrabismo, problemas de visão, alterações a nível dos olhos, ...).
No entanto, considero que é útil uma consulta de Oftalmologia (de preferência Oftalmologia Pediátrica) por volta dos 3 anos, para realizar um rastreio mais aprofundado. A avaliação nesta idade permite uma detecção atempada dos principais problemas de visão, tornando possível a correcção antes da entrada da criança para a Escola Primária.
Só se justifica realizar essa consulta em idade mais precoce se se detectar algum problema nas consultas de rotina (Pediatra e/ou Médico de Família). Deste modo, se tem algum receio sobre a visão do seu filho ou outro problema ocular, transmita essa preocupação ao seu Médico assistente, para poder ser orientado na melhor altura possível.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Devo dar água ao meu bebé?

Relativamente a esta questão, é importante distinguir três situações distintas:
1) Bebé amamentado ao peito de forma exclusiva - neste caso não precisa de dar água ao seu filhote, pois o leite materno dá-lhe os líquidos que necessita (só precisa de dar água se ele estiver com vómitos ou houver uma vaga de calor)
2) Bebé que faz leite adaptado ("de farmácia") de forma exclusiva ou em conjunto com leite materno - nesta situação deve oferecer água ao seu filho (se ele quiser bebe, se não quiser não tem problema...)
3) Bebé que já come outros alimentos para além do leite (papa, sopa, ...) - neste caso deve também oferecer água ao seu filhote

Nota prática:
A água engarrafada não precisa de ser fervida, pode ser colocada directamente no biberão.
Se o seu filho estranhar a água experimente aquecê-la um bocadinho, pois às vezes os bebés bebem melhor a água morna do que à temperatura ambiente.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Vacinas extra ao Plano Nacional de Vacinação

As vacinas do Plano Nacional de Vacinação são dadas pelo Estado e, geralmente, a vigilância do seu cumprimento está a cargo dos Centros de Saúde.
Para além destas, existem mais duas vacinas recomendáveis, que os pais podem optar por dar aos seus filhos: a vacina contra o pneumococo e a vacina contra o rotavírus.

Vacina anti-pneumococo
Esta vacina esteve para ser incluída no Plano Nacional de Vacinação este ano, mas tal não se concretizou. Trata-se de uma vacina muito importante, que protege contra alguns tipos de meningites, pneumonias e otites, doenças potencialmente bastante graves.
Deve ser administrada segundo o seguinte esquema: 2, 4, 6 e 12 meses. Não é uma vacina barata, mas havendo hipótese financeira de a administrar ao seu filho, não hesite.
Existe sob 2 nomes comerciais: Prevenar 13 (previne contra 13 tipos de bactérias) e Synflorix (previne contra 10 tipos de bactérias).

Vacina anti-rotavírus
Esta vacina está também actualmente recomendada pela Sociedade Portuguesa de Pediatria. Previne os tipos mais frequentes de gastrenterite, que é uma situação que não é fatal em Portugal, mas pode levar a desidratação e internamento, principalmente nas crianças mais pequenas. 
É administrada por via oral e existe no mercado sob 2 nomes comerciais: Rotateq (3 doses) e Rotarix (2 doses). Em ambos os casos, as vacinas não devem ser administradas depois das 12 semanas de vida e o esquema deve ser finalizado até aos 6 meses.

Na minha opinião, estas duas vacinas devem ser administradas sempre que possível. Se só tiver oportunidade de escolher uma, opte pela vacina anti-pneumococo.

domingo, 11 de setembro de 2011

O meu filho não pára de vomitar - o que faço?

Os vómitos são muito frequentes nas crianças e geralmente são causados por infecções víricas (associados por vezes a diarreia) ou ingestão de alimentos inadequados.
Relativamente aos bebés pequenos, é importante distinguir os vómitos das regurgitações (“bolçar”), sendo que os primeiros dizem respeito à expulsão de leite em jacto, muitas vezes seguidos de choro. As “bolçadelas” geralmente escorrem pela boca e não se acompanham de choro.

O que fazer?
  • Após o vómito aguarde cerca de 30 minutos e de seguida ofereça líquidos ao seu filho (de preferência um soro próprio que pode comprar na farmácia), cerca de 5 ml (colher de chá) de 5 em 5 minutos
  • Se ele estiver a tolerar e ingerir cerca de 1 copo de líquidos sem vomitar, pode re-iniciar a sua dieta habitual (reduza apenas as gorduras e os açúcares). Os alimentos devem ser divididos em pequenas quantidades e repetidos vezes.
  • Apesar de existirem medicamentos para os vómitos, estes podem ter efeitos prejudiciais importantes e devem ser evitados nas crianças
Quando deve consultar um médico?
  • Se a criança tem menos de 4 meses ou alguma doença crónica
  • Se, para além dos vómitos, apresenta:
  • Se o vómito contém sangue
  • Se não urina há mais de 8 horas
  • Se tem sinais de desidratação (olhos encovados, língua e lábios secos, choro sem lágrimas, ...)
  • Se suspeita que a criança tenha ingerido algum alimento ou substância tóxica
    • Febre elevada (superior a 39ºC)
    • Prostração ou desorientação
    • Agravamento das dores de barriga
    • Manchas na pele

Notas práticas:
Mesmo que o seu filho tenha muita sede, não o deixe ingerir uma grande quantidade de líquidos de uma vez, porque o preenchimento do estômago é um estímulo importante para a criança vomitar.
Outro aspecto a relembrar é que não deve forçar o seu filho a comer (desde que ele beba, não se preocupe). Hidratar é mais importante do que alimentar…
Não precisa de fazer nenhuma dieta em particular, pois se só lhe der alimentos que ele não gosta, vai mesmo deixar de comer.
Não há justificação nenhuma para fazer dietas (excepto a diminuição das gorduras e açúcares) ou retirar o leite da alimentação do seu filho.

Texto adaptado dos folhetos de conselhos para pais da Unidade Local de Saúde do Alto Minho, EPE.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Gastrenterite aguda - o que é?

A gastrenterite aguda é uma infecção do estômago e intestinos, que causa vómitos, diarreia, dor de barriga e, eventualmente, febre.
Na maior parte das vezes é causada por vírus, pelo que o que cura verdadeiramente estas situações é o tempo. Geralmente o principal problema relacionado com este tipo de doenças é a probabilidade de as crianças desidratarem, sendo esta a grande preocupação dos profissionais de saúde.

O que fazer para prevenir a desidratação?
  • O bebé alimentado com leite materno deve manter a amamentação habitual
  • Se o seu filho tem vómitos frequentes, dê-lhe o soro prescrito pelo médico: 1 colher de chá/sobremesa de 5 em 5 minutos. Se tolerar cerca de 100ml (1 copo) pode iniciar a sua dieta habitual
  • Se tem apenas diarreia, dê-lhe o soro conforme a sede do seu filho e reforce, após cada dejecção, com cerca de 30 ml de soro (2 colheres de sopa)
E depois?
  • O bebé alimentado com leite adaptado deve retomar o seu leite habitual em pequenas quantidades de cada vez
  • Se o seu filho já come outro tipo de alimentos além do leite, inicie a dieta habitual, fraccionada e em pequenas quantidades
  • Não obrigue o seu filho a comer
  • Não está provado que as dietas tenham algum tipo de benefício nestas situações (caldo de arroz, carne cozida, …), embora também não sejam prejudiciais, desde que a criança as tolere
  • Deve apenas evitar alimentos com muita gordura e/ou açúcar
Quando deve consultar o médico?
  • Se a diarreia for muito abundante (fezes líquidas, mais de 1 vez por hora) e se a criança recusa líquidos
  • Se os vómitos forem muito seguidos
  • Se apresenta mau estado geral, prostração, olhos encovados e boca seca
  • Se a febre for elevada ou a diarreia tiver sangue

Nota: O tempo médio de recuperação destas situações é de cerca de 3-5 dias. No entanto, a falta de apetite pode manter-se mais tempo, pelo que não deve preocupar-se se isso acontecer.

Texto adaptado dos folhetos de conselhos para pais da Unidade Local de Saúde do Alto Minho, EPE.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Infantários - sim ou não?

Esta é uma questão recorrente nas consultas de Pediatria e para a qual não há nenhuma resposta 100% correcta. A decisão de colocar um filho numa Creche / Jardim de Infância não é fácil e tem muitas condicionantes, tais com a hipótese de deixar o bebé com um familiar (mais frequentemente com os avós) ou numa ama.
No entanto, para se discutir este assunto de forma fundamentada, é preciso analisar várias questões.

Sendo assim, a favor de uma entrada precoce temos os seguintes pontos:
1 - Quanto mais cedo a criança entrar para o Infantário, menos vai estranhar.
2 - O Infantário ajuda bastante na estimulação das crianças e na sua aprendizagem social de relacionamento com os outros e obediência a regras.
3 - A aprendizagem das rotinas desde cedo permite uma maior facilidade na sua aquisição.

A favor de uma entrada mais tardia, temos as seguintes questões:
1 - Quando as crinças entram para o Infantário, adoecem muito mais frequentemente.
2 - Na casa dos avós as crianças têm mais atenção para elas.

Deste modo, pesando todos os prós e os contras, a minha opinião (que pode ser polémica...) é que, de um modo geral, a entrada precoce no Infantário é mais benéfica do que prejudicial. Não é necessário que o bebé entre logo aos 5 meses, mas eu diria que deveria fazê-lo até cumprir 1 ano de idade.
Claro que isto é uma afirmação descontextualizada, pois como se costuma dizer "cada caso é um caso" e a hipótese de deixar um filho com os pais/sogros, com menor probabilidade de adoecer é também muito válida e não necessariamente inferior. No entanto, a questão da aprendizagem de regras é para mim fundamental e aí não tenho dúvidas que os Infantários são muito mais eficazes do que qualquer outra solução.
Seja qual for a sua decisão, é importante também ter presente que não há nenhuma opção completamente ideal, portanto não vale a pena sofrer muito quando chegar a hora de escolher...

"Os Anos Incríveis" - um livro a não perder...

Antes de continuar a escrever, quero deixar bem claro que este post não tem nenhum tipo de intuito comercial, apenas de divulgação científica.
No mercado existem vários livros com estratégias para ajudar a educar os filhos. Sem menosprezar nenhuma dessas edições, há um livro que me fascinou desde que o comecei a ler. O título é "Os Anos Incríveis" (do inglês "The Incredible Years") e trata-se de um programa de treino para pais. Inicialmente desenhado para pais de crianças com problemas de comportamento com idades compreendidas entre os 2 e os 8 anos, penso que esta é uma leitura de cabeceira que qualquer pai deve ter disponível. Os seus conteúdos são diversos, desde o "Brincar", até às famosas "Birras", "Castigos", etc...
Adorei lê-lo enquanto pai, pelo que o aconselho vivamente a quem estiver interessado em adquirir algumas noções práticas e bem fundamentadas.
Os vossos filhotes agradecem...

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Investigadores portugueses ajudam a combater leucemias infantis

Um grupo de investigadores portugueses fez recentemente um grande contributo para a compreensão e tratamento de alguns tipos de leucemias infantis.
Confira a notícia publicada no jornal "Público", no link abaixo:

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Voadores? Definitivamente NÃO!!!

Os voadores, aranhas ou andarilhos são utensílios que não devem ser utilizados em circunstância alguma. Há várias razões que justificam esta minha afirmação, as quais passo a citar em seguida:
1 – Aumentam muito o risco de acidentes. Muitos pais vêem o voador como uma “ama”, deixando os filhos "entregues aos seus cuidados" sem qualquer tipo de vigilância, enquanto se dedicam a outras tarefas. Para além disso, este utensílio permite também que as crianças tenham acesso a zonas potencialmente perigosas e às quais não chegariam sozinhas (escadas sem protecção, lareiras e outras fontes de calor, esquinas aguçadas, tomadas, produtos tóxicos, …). Por fim, a fraca estabilidade da maioria dos voadores faz com que a criança possa tombar para a frente devido a um movimento mais brusco ou a qualquer obstáculo que se encontre no chão;
1 – Atrasam a marcha. Há muitos pais que acham que os filhos começam a andar mais cedo se utilizarem o voador, mas isso é absolutamente errado. Aliás, o que se passa é exactamente o oposto, pois está provado que os meninos que utilizam estes utensílios andam mais tarde do que os outros;
2 - Podem provocar posições pouco naturais nas pernas das crianças, principalmente se o tamanho da criança não estiver ajustado ao tamanho do voador.

Segundo dados europeus, a maioria dos acidentes com andarilhos envolve crianças entre os 8 e os 13 meses. Entre as causas mais frequentes destacam-se as quedas em escadas, degraus ou simples desníveis do chão, que originam traumatismos cranianos, fracturas, cortes na língua e nos lábios e fracturas nos primeiros dentes.
Sendo assim, o melhor é mesmo deixar as crianças terem o seu desenvolvimento normal, adquirindo as diferentes experiências de forma natural e sem recurso a “brinquedos” que possam ser mais nocivos do que benéficos.
Posto isto, termino este post exactamente como comecei: Voadores? Definitivamente NÃO!!!