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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

O que é a Pediatria da Adolescência?

Apesar de tradicionalmente ligada apenas a bebés e crianças, a Pediatria é uma especialidade médica que abrange também os adolescentes, até aos 18 anos de idade.
Actualmente discute-se muito a Medicina da Adolescência, sendo já parte integrante de grande parte dos Serviços de Pediatria dos nossos hospitais. Dela fazem parte todas as questões tradicionais, tais como o crescimento, a vigilância do peso e o registo da tensão arterial, entre outros, mas também todas as particularidades desta faixa etária (desenvolvimento pubertário, educação sexual, tabaco, drogas, ...).
Penso que esta é uma área que é novidade para uma parte significativa da nossa população, mas hoje em dia todas as crianças e jovens com menos de 18 anos de idade são atendidos nos Serviços de Pediatria no nosso país.
A Medicina da Adolescêcia é, no meu entender, uma parte fundamental da Pediatria e que pode melhorar claramente a saúde e bem-estar dos nossos jovens, que passam a dispôr de mais um acompanhamento para essa fase atribulada da vida de qualquer pessoa: a transição de criança para adulto!

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Sinais de alarme - 4-5 anos

Por volta dos 4-5 anos, os sinais de alarme a ter em atenção são:
  • "Hiperactividade", distracção fácil, dificuldade na concentração
  • Linguagem incompreensível; gaguez
  • Estrabismo ou suspeita de défice visual
  • Alterações do comportamento

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Sinais de alarme - 24 meses

Com esta idade, os sinais de alarme a ter em atenção são os seguintes:
  • Não anda
  • Deita os objectos fora
  • Não constrói nada
  • Não parece compreender o que se lhe diz
  • Não se entende nenhuma palavra que diz
  • Não se interessa pelo que está em seu redor; não estabelece contacto
  • Não procura imitar
  • Estrabismo

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Sinais de alarme - 18 meses

Para esta idade, os sinais de alarme a considerar são:
  • Não se põe de pé; não suporta o peso sobre as pernas
  • Anda sempre nas pontas dos pés
  • Assimetrias
  • Não pega em nenhum objecto entre o indicador e o polegar
  • Não responde quando o chamam
  • Não vocaliza espontaneamente
  • Não se interessa pelo que o rodeia; não estabelece contacto
  • Deita os objectos fora ou explora-os sistematicamente com a boca
  • Estrabismo

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Sinais de alarme - 12 meses

Por volta do ano de idade, os sinais de alarme a considerar são os seguintes:
  • Não aguenta o peso nas pernas
  • Permanece imóvel, não muda de posição
  • Assimetrias
  • Não pega nos brinquedos ou utiliza apenas uma mão
  • Não responde à voz
  • Não brinca nem estabelece contacto
  • Não mastiga

sábado, 24 de dezembro de 2011

FELIZ NATAL!!!

Queria desejar a todos os que visitam este blogue um óptimo Natal, repleto de boas surpresas e, acima de tudo, muita saúde!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Sinais de alarme - 9 meses

Nesta idade, os sinais de alarme a ter em atenção são os seguintes:
  • Não se senta
  • Permanece imóvel, não procura mudar de posição
  • Assimetrias
  • Sem preensão palmar; não leva objectos à boca
  • Não reage aos sons
  • Vocalização monótona ou ausente
  • Apático, sem relação com os familiares
  • Engasga-se com muita facilidade
  • Estrabismo

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Sinais de alarme - 6 meses

Com esta idade, os bebé valorizam muito a interacção e torna-se mais fácil começar a detectar alguns problemas de desenvolvimento.
Os sinais de alarme para esta faixa etária são os seguintes:
  • Ausência de controlo da cabeça
  • Membros rígidos
  • Não olha nem pega em qualquer objecto
  • Assimetrias
  • Não reage aos sons
  • Não palra
  • Desinteresse pela ambiente
  • Irritabilidade
  • Estrabismo (trocar os olhos) constante

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Sinais de alarme - 3 meses

Com esta idade o seu filhote é já capaz de estabelecer alguma interacção e as pistas sobre o seu desenvolvimento começam a tornar-se mais evidentes.
Alguns sinais de alarme para esta idade são os seguintes:
  • Não fixa nem segue objectos
  • Não sorri
  • Não há qualquer controlo da cabeça
  • Mãos sempre fechadas
  • Membros rígidos em repouso
  • Sobressalto ao menor ruído
  • Chora e grita quando se toca
  • Pobreza de movimentos

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Sinais de alarme - 1º mês

Nesta idade as pistas sobre o desenvolvimento são apenas muito subtis, pelo que é importante um elevado índice de suspeita para pensar nesse tipo de problemas.
Aqui ficam alguns sinais de alarme:
  • Ausência de tentativa de controlo da cabeça, na posição sentado
  • Aumento ou diminuição do tónus muscular na posição de pé
  • Nunca segue a face humana
  • Não reage ao som
  • Não se mantém alerta, nem por breves períodos

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Sinais de alarme - o que são?

Na nossa prática clínica, há um conjunto de etapas do desenvolvimento que devem ser cumpridas em determinadas idades e que constituem os chamados sinais de alarme.
Apesar de nehum deles ter significado isoladamente, sempre que se observam devem alertar o Pediatra para algo que possa não estar a correr muito bem, particularmente se se verificar mais de um sinal de alarme na mesma altura.
Os posts seguintes pretendem listar alguns desses sinais, mas quero ressalvar que, se o seu filho apresentar algum deles, isso não significa linearmente que tem problemas. Deve apenas discutir essa questão com o médico assistente, para que ele lhe possa esclarecer qual o significado...

domingo, 18 de dezembro de 2011

O que significam os percentis?

O crescimento das crianças é actualmente definido em curvas de percentis, que muitas vezes são mal interpretados, causando grandes ansiedades aos pais.
O primeiro aspecto a clarificar é o que significam os percentis. São apenas medidas estatísticas que nos dizem qual a percentagem da população que tem um valor igual ou inferior.
Assim, partindo do princípio que uma criança tem um peso no percentil 25, isto não quer dizer que ela tem pouco peso, porque está abaixo do percentil 50. A única coisa que podemos concluir é que 25% da população de crianças saudáveis com aquela idade tem um peso igual ou inferior ao dessa criança.
O aspecto mais importante relacionado com as curvas de percentis é a evolução dos valores ao longo do tempo, ou seja, se os valores todos fazem uma curva semelhante à do gráfico. Um valor isolado dá muito pouca informação para tirar conclusões...
Deste modo, o percentil 10 não é pior do que o 50, tal como o 90 não é melhor ainda, pois são apenas medidas estatísticas. Dizer que uma criança é baixa ou magra só porque tem um percentil inferior ao 50 é muitas vezes um erro e é fundamental passar esta mensagem.
Apesar de o mais comum ser quantificar em termos de percentis apenas o peso, comprimento e perímetro cefálico, quase tudo se pode avaliar dessa forma. Alguns exemplos incluem: tensão arterial, índice de massa corporal, envergadura, tamanho do pénis, perímetro abdominal, ...
Se o seu filho apresenta uma descida nos seus percentis ao longo do tempo, vale a pena discutir esse assunto com o médico assistente. Na maior parte das vezes não terá grande significado, particularemente se só descer um percentil, mas se a criança cruzar 2 percentis (passar do percentil 75 do peso para o 10, por exemplo) é preciso mais cuidado na abordagem, porque nesses casos já pode fazer falta fazer algum tipo de investigação. Se não perguntar ao médico, vai ficar a pensar nisso eternamente, o que não é benéfico para si, para o médico e muito menos para o seu filho!

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Pais portugueses são os que dedicam mais tempo a brincar com os filhos

Numa altura em que todos os rankings e estudos nos colocam sistematicamente no "fundo da tabela" em tudo, aqui está uma notícia que nos deve orgulhar. A repercussão disto vai-se sentir daqui a alguns anos, portanto parabéns a todos os que contribuem para esta estatística!
Consulte a notícia na íntegra no seguinte link:

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

O que é um sopro cardíaco?

Dizer a uns pais que o seu filho tem um "sopro no coração" é sempre difícil, pois essa expressão é algo bastante assustador.
No entanto, um sopro não é mais do que um barulho que se ouve durante a auscultação e que, na maior parte dos casos em pediatria, não tem nenhum tipo de significado. De qualquer forma, a única maneira 100% certa de perceber se há algum problema de coração é realizando um ecocardiograma.
Existem diversas causas para surgir um sopro, tais como:
1 - sangue a passar em orifícios naturalmente estreitos
2 - sangue a passar em orifício anormalmente estreitos
3 - sangue a passar por orifícios anormais, que não deveriam existir
4 - sangue a refluir pelas válvulas cardíacas, que não encerram bem
Posto isto, vou falar apenas um pouco do chamado sopro inocente, pois todos os outros dizem respeito a situações de alteração da estrutura cardíaca e que devem ser sempre orientadas por Cardiologista Pediátrico.
O sopro inocente é, como o próprio nome indica, um barulho que se ouve na auscultação mas que tem por base um coração perfeitamente normal. Não é um verdadeiro "problema" (muito menos um "problema de coração"), pois trata-se apenas de um barulho. Não implica nenhum tipo de vigilância por Cardiologia, restrição de esforços ou outra medida qualquer, nem justifica nenhum tipo de falta de ar ou cansaço.
Assim, se o seu filho tem um "sopro inocente", deve apenas saber que ele se vai ouvir mais em situações em que o coração bate mais depressa (exercício físico, choro, febre, ...), pelo que é importante perceber que nas situações de doença ele vai ficar mais audível. De resto, deve ter uma vida igual à de todas as outras crianças.
Geralmente há alguns sinais que tornam menos provável que um sopro seja "inocente", tais como:
- idade muito precoce de surgimento
- cansaço exagerado nas mamadas ou com o exercício fisico
- cor arroxeada junto à boca nas situações de maior gasto energético
Em qualquer destas situações, deve falar com o médico assistente do seu filho, para ouvir a opinião dele.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Como escolher o carrinho do bebé?

A escolha do carrinho do bebé é sempre um marco na preparação da maternidade / paternidade.
Geralmente os pais gostam de ver vários modelos e depois escolhem tendo em conta apenas 3 aspectos:
- estética
- preço
- tamanho
Se me perguntarem a minha opinião, apenas acrescentaria mais 2 pontos, um no topo da lista e outro no fim, respectivamente:
1 - segurança / cumprimento das normas europeias
2 - facilidade em montar e desmontar
Relativamente ao primeiro, penso que este é o mais importante aspecto de todos. Assim, é fundamental comprar este tipo de artigos em lojas ou hipermercados certificados e pedir sempre que lhe mostrem o autocolante com a homologação europeia dos produtos, pois não é permitido por lei que eles sejam vendidos sem essa informação.
Quanto ao segundo, acho que vale a pena "treinar" na loja, de forma a não ser apanhado de surpresa no momento em que tem que utilizar o carrinho. Mesmo que lhe digam que é fácil, experimente com as suas mãos para ver se se adapta bem...
Por fim, não posso deixar de partilhar a minha experiência pessoal (enquanto pai), quando eu próprio "estudava" os diferentes carrinhos para escolher qual comprar para o meu filho mais velho. Estava eu na internet a ler as diferentes descrições e uma colega minha disse-me o seguinte: "Não percas muito tempo com isso, Hugo, porque não é isso que o vai fazer mais ou menos feliz..." Acho que este é um conselho muito valioso, porque por vezes atribuimos demasiado valor a coisas que não são assim tão importantes.
Claro que o conforto do seu filhote não é exactamente o mesmo em todos os carrinhos, nem a facilidade de condução é igual, mas acho que se garantir a segurança do produto (basta observar a homologação europeia), o resto é mais supérfluo...