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segunda-feira, 28 de maio de 2012

Quanto leite devo dar ao meu filho?

A quantidade de leite que se deve ingerir varia bastante com a idade e peso da criança, particularmente nos primeiros meses de vida.
Assim, até aos 4-6 meses (antes de iniciar a diversificação alimentar) pode-se calcular de forma grosseira a necessidade diária de leite, bastando para isso multiplicar por 150ml o peso da criança em kg. A partir daí, fica calculado o valor para as 24 horas, pelo que a quantidade de leite a dar em cada mamada se obtém dividindo esse valor pelo número de mamadas que a criança costuma realizar.
Como exemplo, suponhamos que temos um bebé com 6kg. A necessidade diária de leite dele será de 900ml (150 x 6). Se ele costumar fazer 5 mamadas por dia, a quantidade de leite por mamada será mais ou menos 180ml (900 / 5).
A partir da diversificação alimentar, deixa de ser possível calcular correctamente a quantidade de leite. Desse modo, o mais prático é considerar que todas as crianças precisam de consumir entre 400 e 500ml de leite ou equivalentes (iogurte, papa, ...). Relembro que cada prato de papa tem o equivalente a 150-200ml de leite e cada iogurte cerca de 100ml.
Por fim, não se esqueça que o consumo reduzido de leite e derivados é prejudicial, mas o seu excesso também o é...

sábado, 26 de maio de 2012

O mais pequeno coração artificial salvou a vida a um bebé de 16 meses

Onze gramas de titânio salvaram a vida de um bebé do sexo masculino, na Itália. O implante do coração artificial no rapaz de 16 meses foi feito há três meses, no hospital Bambino Gesù, em Roma, mas só foi noticiado esta semana.

Leia a notícia na íntegra em:

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Devo “puxar para trás” a pele do pénis do meu filho?

Todos nós, homens, guardamos na nossa memória a(s) consulta(s) em que o nosso médico assistente decidia fazer-nos essa “maldade”.
É perfeitamente normal que a pele do pénis dos bebés não "abra" completamente e é até desejável que assim seja, por uma questão de protecção enquanto ele ainda usar fraldas e mesmo um pouco depois (a chamada fimose fisiológica).
Deste modo, actualmente não está recomendado que se faça essa retracção forçada da pele até aos 6 anos de idade, havendo inclusivamente quem recomende que tal não se faça até à puberdade, pois os estímulos hormonais acabam por ajudar a resolver a situação. Claro que até lá deve tentar ir puxando a pele para trás no banho, sempre sem forçar, para proceder a uma higiene adequada. Na maior parte das vezes isso é suficiente e com o tempo a pele acaba por abrir.
Quando se tenta “forçar”, criam-se pequena feridas que ao cicatrizarem vão apertar ainda mais a pele em volta do pénis e, nesses casos, a solução vai mesmo acabar por ser a cirurgia. Sendo assim, o melhor é não o fazer, pois isso é muitas vezes mais prejudicial do que aguardar que o tempo resolva a situação naturalmente.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

O meu filho tem o freio da língua curto – o que devo fazer?

A questão do freio lingual curto (“língua presa”) é pouco consensual entre a classe médica (médicos de família, pediatras e cirurgiões pediátricos), mas recentemente foram divulgadas algumas recomendações.
Assim, apesar de geralmente causar alguma confusão aos pais (e muita confusão aos avós…), trata-se de uma situação benigna, que geralmente não requer nenhum tipo de intervenção.
O tratamento é um pequeno “corte” que se faz no freio e trata-se de um procedimento simples com uma taxa muito baixa de complicações. No entanto, só tem indicação se o freio for tão curto que impeça ou dificulte a amamentação ou então, mais tarde, que interfira com a linguagem. Na esmagadora maioria dos casos tal não acontece, pelo que não necessita de correcção, excepto por questões meramente estéticas.

sábado, 19 de maio de 2012

Como devo lavar a roupa do meu bebé?

Para responder a esta questão, vou utilizar os mesmos argumentos que usei quando falei dos cremes.
Sendo assim, o ideal é minimizar a exposição da pele do bebé a químicos estranhos, pelo que será boa ideia usar a menor quantidade possível de produtos e, dentro destes, preferir aqueles mais inócuos.
Antigamente lavava-se a roupa com sabão rosa, que acaba por cumprir esses requisitos. No entanto, o seu cheiro não é o mais agradável e só me parece que haja necessidade de o fazer se o bebé tiver uma pele atópica que responda mal às medidas gerais de hidratação.
Quanto à opção por um detergente de bebé em vez de um detergente normal, aqui já não tenho tanta certeza de que realmente haja uma grande vantagem. Claro que as embalagens dizem que são detergentes hipoalergénicos, comprovados por estudos clínicos, mas tudo isso me parece de um rigor algo questionável. No entanto, tenho que admitir que eu, enquanto pai, também utilizei esse tipo de detergentes para lavar a roupa dos meus filhotes, mesmo que não estando absolutamente convencido a 100%.
Já em relação ao amaciador, a minha posição é mais assertiva. Trata-se de uma adição de químicos pouco necessária, mas muito apreciada pelas mães. Para a maior parte dos bebés isso não tem problema, mas se o seu filho tem pele atópica, deve evitá-lo. Sobre a distinção de amaciadores para bebés em relação aos amaciadores normais, a minha opinião é a mesma que para os detergentes (entre os dois, se calhar o de bebé é melhor, embora não tenha grandes certezas em relação a isso…).
Lembre-se sempre: quanto menos químicos, melhor!