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domingo, 2 de junho de 2013

A partir de que idade se podem fazer os testes das alergias?

A pesquisa de alergias numa criança assenta essencialmente nas queixas que ela apresenta e na relação que essas queixas têm com diferentes eventos (estação do ano, brincar com determinado tipo de animais, comer algum alimento em particular, ...).
No entanto, muitas vezes o diagnóstico é suportado com recurso a 2 tipos diferentes de exames:
  • testes cutâneos - aplica-se na pele umas gotas com as partículas a pesquisar e faz-se umas pequenas picadas para o líquido penetrar na pele e depois avaliar se houve ou não reacção
  • análises sanguíneas - pesquisa-se a existência ou não de anticorpos para diferentes alergénios
Não existe nenhuma idade que limite o uso destes exames, embora os testes cutâneos sejam geralmente efectuados em crianças maiores e mais colaborantes. No entanto, é importante frisar que as alergias são algo extremamente dinâmico, ou seja, podem mudar com o tempo, à medida que as crianças vão contactando com as diferentes partículas.
Assim, apesar de não haver nenhuma idade mínima para se pesquisar a existência de alergias, penso que é sensato atrasar os exames, desde que o quadro cínico não seja grave e se possa retardar um pouco o diagnóstico definitivo.
Não é obrigatório esperar até aos 2 anos, como é habitualmente referido pelas mais diversas pessoas, mas o tempo acaba por ser um aliado precioso, pelo que devemos saber utilizá-lo em nosso favor...

O que é um granuloma umbilical?

O granuloma umbilical é uma lesão saliente, rosada/avermelhada e com aspecto "molhado" que geralmente se torna evidente após a queda do coto umbilical.
É relativamente frequente e surge devido a um "excesso" de tecido de cicatrização que se forma com a separação do cordão, sendo mais frequente nos casos em que houve infecção prévia. Na maior parte das vezes é detectado em consulta de rotina ou quando os pais referem que o filho continua a deitar líquido (claro ou sanguinolento) pelo umbigo.
Quando detectado, deve sempre ser observado por um médico, para distinguir de outras situações que se possam apresentar de forma semelhante. Apesar de ser uma fonte de anisedade para os pais, trata-se de uma situação que não comporta riscos e que não causa nenhum tipo de desconforto para o bebé.
Na maioria dos casos desparace sem nenhum tipo de tratamento, mas há algumas opções terapêuticas que podem ser consideradas:
  • álcool a 70º - a aplicação de álcool nestes casos não tem como objectivo a desinfecção, mas sim ajudar a "secar" o granuloma
  • aplicação de nitrato de prata - deve ser feita por um profissional de saúde para não lesar a pele íntegra que rodeia o umbigo
  • aplicação de pomada à base de "cortisona" - deve também ser prescrita por um médico e aplicada segundo as suas indicações
  • "estrangulamento" (esta tradução não é brilhante, mas não encontrei termo melhor)  - esta opção deve também ser feita por um profissional de saúde e consiste na aplicação de um fio de sutura por baixo da base do granuloma, apertando-se posteriormente até o "estrangular"; não dói, mas causa sempre alguma ansiedade aos pais
Quando a lesão não responde ao tratamento, devem ser consideradas outras hipóteses de diagnóstico, pelo que se torna importante a re-avaliação médica.

O que são as manchas mongólicas?

A mancha mongólica é a lesão pigmentada da pele mais frequente nos recém-nascidos, principalmente nos asiáticos e nos bebés de raça negra.
Tem uma tonalidade azulada (geralmente com aspecto de "nódoa negra" ou equimose) e o seu tamanho é muito variável, podendo inclusivamente atingir grandes proporções. A localização mais típica é no fundo das costas e nas nádegas, embora possa também surgir em outros locais e não dói nem faz comichão.
Trata-se de uma situação benigna, sem nenhum tipo de risco futuro e geralmente desaparece nos primeiros anos de vida. No entanto, há alguns casos em que persiste até à idade adulta. Não requer nenhum tipo de exame para se comprovar o seu diagnóstico, que na esmagadora maioria das vezes se faz apenas pela observação da pele. No entanto, em casos com aspecto e/ou localização atípica, pode ser útil a avaliação por um Dermatologista.