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sexta-feira, 27 de junho de 2014

Dia 3 de Julho vou estar na SIC!

Na próxima quinta-feira (3 de Julho) vou estar no programa "Queridas Manhãs" (com apresentação de Júlia Pinheiro e João Paulo Rodrigues) na SIC.
Não perca!


quarta-feira, 25 de junho de 2014

Outro mito - "Os bebés pequenos ficam aguados se não provarem a comida dos pais (e dos avós!)"

Muitas vezes esta ideia de que os bebés ficam "aguados" serve para justificar muitos disparates que se fazem com a alimentação, alguns dos quais podem ter consequências graves para a saúde.
Por volta dos 4 meses todos os bebés olham para os adultos quando estão a comer, mas isso não quer dizer que eles estejam a "aguar". Nesta idade, a boca é o que lhes chama mais a atenção (olham para a boca de quem está a falar, levam sempre as mãos à boca, ...), pelo que ficam curiosos quando alguém come, apenas porque está a usar a boca. Nós é que interpretamos de maneira diferente porque sabemos o que estamos a fazer, mas eles não sabem!
Claro que há sempre alguém que diz: "Coitadinho do menino, dá-lhe só um bocadinho para ele não reparar, não lhe faz mal nenhum". Apesar de na maior parte das vezes correr bem, esta atitude acarreta um risco enorme do bebé fazer uma reacção alérgica grave, que pode ter consequências desastrosas, mesmo que seja "só um bocadinho para provar".
Assim, acho que não vale a pena correr riscos, pelo que deve esperar que o seu filho cresça para ir experimentando os diferentes alimentos nas idades adequadas. Vai ver que em pouco tempo ele acaba por comer de tudo e, acima de tudo, poderá fazê-lo em segurança!

segunda-feira, 23 de junho de 2014

O que é a sinusite?

A sinusite é a inflamação dos seios perinasais, que são umas cavidades que existem na nossa face, dentro dos ossos. Têm como principal função ajudar no processo de fonação, ou seja, de formação do nosso timbre vocal.
Quase sempre tem uma causa infecciosa, embora haja alguns casos que estão relacionados também com alergias. Na maior parte das vezes são situações agudas, o que quer dizer que surgem de forma mais ou menos rápida e que duram apenas alguns dias. Os seus sintomas são variados, mas podem incluir obstrução nasal, dores de cabeça, olhos lacrimejantes, dificuldade em lidar com a luz e sensibilidade dentária, entre outros. Não é muito fácil distinguir uma sinusite vírica de uma bacteriana e é por isso que muitas vezes o tratamento passa por um antibiótico, para além de um anti-histamínico e medidas que possam ajudar a promover uma mais eficaz higiene nasal.
É frequente sermos confrontados com a ideia (errada) de que a sinusite é uma doença crónica. Na verdade isso é muito pouco habitual, pois é uma situação infecciosa que, após tratamento adequado, acaba por passar. Claro que pode surgir novamente, mas é raro que se mantenha de forma crónica.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

O que é a paralisia cerebral?

Não é fácil abordar este tema da forma resumida como costumo fazer aqui no blogue, mas vou tentar.
A paralisia cerebral é uma alteração neurológica que obedece a dois pressupostos:
  1. a lesão cerebral que lhe dá origem não progride com o tempo, ou seja, é estática
  2. tem que haver, obrigatoriamente, um atingimento motor (movimentos e/ou postura), embora possam também surgir manifestações de outros tipos
Trata-se de uma situação que tem uma conotação muito "pesada" para os pais, pelo que se torna imprescindível esclarecer alguns aspectos.
O primeiro prende-se com a origem do problema. Apesar de tradicionalmente associada a partos "difíceis", a paralisia cerebral tem, na maior parte das vezes, uma origem pré-natal, ou seja, antes do nascimento. Podem ser doenças maternas que acabam por atingir o feto, doenças do próprio bebé, que têm já manifestações in utero, infecções que ocorram durante a gravidez ou tantas outras causas possíveis que possam acontecer. Existem alguns factores de risco identificados, mas cerca de metade dos casos não apresenta nenhum deles.
Nem sempre se consegue diagnosticar logo ao nascimento, excepto em casos muito graves, porque muitas vezes os sinais vão surgindo apenas ao fim de alguns meses de vida, conforme o bebé se vai desenvolvendo e dando mais "pistas".
Um conceito fundamental a reter é que a paralisia cerebral não tem, obrigatoriamente, que ser muito grave. Há muitos casos em que as manifestações são ligeiras e é possível uma vida perfeitamente autónoma e sem grandes restrições. No entanto, há também casos em que o quadro é mais complexo, o que limita as aquisições das crianças em termos de desenvolvimento.
O tratamento passa pela intervenção multidisciplinar, com múltiplas terapias (ajustadas a cada caso) e, independentemente do "rótulo" ou do diagnóstico de certeza da causa da paralisia cerebral, o mais importante é sempre tentar iniciar a intervenção e estimulação o mais precocemente possível.
Por fim, gostaria apenas de realçar que mesmo os meninos com atraso de desenvolvimento têm metas a atingir e têm as suas conquistas diárias, tal como todas as crianças. O ritmo pode não ser o mesmo e as metas também não, mas devemos sempre zelar para que todas as crianças continuem a progredir no seu desenvolvimento, da melhor forma possível.


segunda-feira, 16 de junho de 2014

Amanhã vou estar na SIC Mulher

Amanhã, dia 17/6, vou estar no programa "Mais Mulher" na SIC Mulher, entre as 17:30 e as 18:30.
Não perca!

sexta-feira, 6 de junho de 2014

A minha filha tem os pequenos lábios "colados" - o que faço?

É muito frequente as meninas terem os pequenos lábios da vagina colados, o que dá a impressão de que está se encontra "tapada", a chamada coalescênca dos pequenos lábios.
Esta situação é mais ou menos equivalente ao que acontece com os meninos, quando a pele do pénis se encontra colada. Não acarreta nenhum risco particular, embora dificulte a higiene, como é fácil de perceber. 
Há alguns estudos que falam num risco aumentado de infecções urinárias nestes casos, mas isso não está provado de forma muito clara.
De qualquer forma, a solução não é muito complicada: deve-se tentar ir abrindo no banho, sempre sem forçar para não magoar. Pode ainda ser útil o recurso a um creme com estrogénios (hormonas femininas), embora isso não seja absolutamente necessário. Na consulta pode-se fazer um descolamento "forçado", mas tal não costuma ser a prática mais corrente, porque é bastante desconfortável para a criança.
De qualquer das formas, esta é uma das situações que tem tendência a resolver com o tempo, embora por vezes seja útil dar "uma mãozinha" e acelerar o processo.