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sexta-feira, 18 de julho de 2014

Os bebés devem dormir na cama dos pais?

Não!
Apesar de haver algumas teorias mais "fundamentalistas" do aleitamento materno que defendem que os bebés devem dormir ao lado da mãe, na mesma cama, para se irem "servindo" quando tiverem fome, essa não é a prática mais recomendada.
Hoje em dia há bastantes estudos que demonstram que essa opção é um factor de risco para o Síndrome da Morte Súbita do lactente (ver post sobre esse assunto), o que é, só por si, suficientemente forte para desaconselhar esta prática. Não se sabe muito bem o porquê desta associação, mas é algo que se vai observando com frequência e de forma bastante consistente.
Claro que há bebés mais difíceis para dormir e o facto de estarem na cama dos pais acaba por funcionar bastante bem porque eles adormecem melhor, mas geralmente para os pais isso não facilita muito a vida, pois acabam por dormir mal com medo de se virarem para cima do bebé.
Por outro lado, também concordo que é muito agradável sentirmos os nossos filhos ao nosso lado, mas isso pode-se fazer de manhã, durante um bocadinho e não é preciso que se faça durante a noite, enquanto dormem.
Cada um tem o seu espaço e acho que isso deve ser respeitado logo desde o nascimento, até para não abrir precedentes que mais tarde são muito difíceis de ultrapassar!

22 comentários:

  1. Boa tarde Dr. Hugo.
    O meu filhote tem 3 meses e agora desde há um mês para cá mais ou menos, tem um sono super agitado, mexe-se todo e sempre a ""grunhir"", se o colocamos perto de nós acalma e dorme melhor, mas mesmo assim não completamente bem. E acorda para saí de 2h em 2h e mais mais ou menos.
    Durante o dia o sono é tranquilo mas apenas faz sonecas de uma hora e está acordado umas 3h a 4h de seguida.
    Temo que não esteja a descansar como devia.
    Que me aconselha??

    Cumprimentos

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    1. Boa tarde,

      O comportamento que me descreve do seu filho durante o dia é o mais habitual, com sonos pequenos e muito tempo acordado.
      Quanto à noite, por vezes também acontece eles passarem por períodos assim mais agitados. O importante é garantir que está a mamar o que deve, porque ele tem a grande vantagem de poder dormir sempre que quiser, para compensar quando dorme pior, ao contrário do que acontece com os pais... Se o peso estiver a evoluir bem e de dia for um bebé tranquilo, acho que não precisa de ficar alarmada, provavelmente será só uma fase.
      Cumprimentos,

      Hugo Rodrigues

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  2. Boa tarde!
    O dormir "com os pais" é algo que está inscrito no nosso código genético, foi isso que (também) assegurou a perpetuação da espécie ao longo dos milénios. Não o fazer é contra-natura, o normal é o ser humano dormir acompanhado, uma primeira fase com os pais, na idade adulta com o companheiro.
    Mais a mais, o co-sleeping ajuda a regular a respiração, ajuda a manter a temperatura corporal (todos nós sabemos o quanto alguns bebés adoram chutar os lençóis) e ajuda a prevenir o sindroma de morte súbita (qualquer coisa estamos mesmo ali ao lado) ;)

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    1. Boa tarde,

      Agradeço o seu comentário e, sem querer entrar em nenhuma discussão em particular, permita-me discordar do que diz. Passo então a explicar o meu ponto de vista:
      1 - é verdade que o co-sleeping assegurou a perpetuação da espécie ao longo de milénios, mas isso foi quando não havia roupas como há agora, nem camas, nem casas aquecidas como dispomos hoje em dia
      2 - a regulação da temperatura corporal é importante para o frio e para o calor e o co-sleeping é uma causa frequente de sobreaquecimento dos bebés
      3 - hoje em dia, os estudos demonstram que o co-sleeping é um factor de risco para morte súbita e não um factor protector
      Posto isto, continuo a achar que o lugar para os bebés dormirem é em cama própria e não na cama dos pais. O contacto deve existir e ser favorecido, mas quando os pais estão acordados e disponíveis para prestar todos os cuidados necessários ao bem-estar do bebé, o que não está assegurado quando estão a dormir.
      Obviamente não há verdades completamente absolutas, mas este é o meu ponto de vista, baseado nas recomendações das principais sociedades médicas internacionais.
      Cumprimentos,

      Hugo Rodrigues

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  3. O Dr não estará a confundir risco de sufocação com síndroma de morte súbita do lactente? O perigo de sufocação é mais elevado quando o co-sleeping é praticado em sofás, camas de água, por pais fumadores, alcoólicos, e sob o efeito de drogas, e na presença de terceiros que não seja a mãe, e toma de leite artificial. Quando se pratica co-sleeping em segurança é perfeitamemte seguro.
    Nao é á toa que o SMSL era conhecido há uns anos atrás por "morte no berço."

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    1. Boa tarde,

      Não, a sufocação e a síndrome de morte súbita são duas situações distintas e o co-sleeping é um factor de risco para ambas.
      Não se sabe muito bem porque surge a morte súbita, mas pensa-se que tem a ver com algum mau funcionamento instantâneo do coração e não com sufocação por leite ou vómito. Apesar de não se saber ao certo o mecanismo, existem uma série de factores de risco e factores protectores e o co-sleeping parece ser um factor de risco. O que se pensa é que, como aumenta a probabilidade de sobreaquecimento do bebé, possa ser essa a razão de aumentar a probabilidade de morte súbita e é esse um dos motivos pelos quais é desaconselhado.
      Compreendo que esta é uma questão polémica e não quero entrar em discussão com ninguém, mas limito-me a dar a minha opinião baseada em recomendações internacionais e não em nenhum tipo de experiência individual.
      Cumprimentos,

      Hugo Rodrigues

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    2. Sobreaquecimento pode acontecer mesmo no berço, no quarto da criança. Cabe aos pais usarem o bom-senso. Eu durmo com o meu bebé, e se me deito com camisa de dormir de algodão, não o vou vestir de polar. Eu estou no quarto, na mesma cama e consigo avaliar muito bem como o meu bebé se deve vestir para dormir. Melhor do que se ele tivesse noutro quarto.
      O problema dos estudos feitos sobre o assunto é que não levam em conta as condições em que o co-sleeping é feito. Além disso se a criança morre das mesmas causas na cama dos pais é culpa deles, se morre mesmo assim no seu berço é uma catástrofe, foi o destino, nada poderia ter sido feito. Á partida já existe preconceito.
      Existem já alguns profissionais que defendem a pratica, basta pesquisar... Eu punha aqui alguns links, mas por qualquer razão não consigo.

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    3. Boa tarde,

      Concordo em parte com o que diz, mas neste momento temos recomendações deste ano (2014) europeias e da Academia Americana de Pediatria que são muito claras: o cosleeping é um dos principais factores de risco para morte súbita. Como compreende, por muitas entrevistas que possam surgir de profissionais individuais a defender o contrário, elas não têm nem podem ter a mesma força e a mesma evidência científica do que duas das maiores instituições de saúde a nível mundial.
      Se quiser consultar, os links para ler estas recomendações são os seguintes:
      - http://pediatrics.aappublications.org/content/early/2014/07/09/peds.2014-0401.full.pdf+html
      - http://www.nice.org.uk/news/press-and-media/draft-recommendations-to-tackle-sudden-infant-death-syndrome-published-for-consultation
      Tal como já disse anteriormente, não quero entrar em nenhum tipo de discussão pessoal, até porque eu defendo que a ciência só evolui se houver pontos de vista diferentes, mas continuo a manter a posição que defendi no texto, baseada nestas e noutras recomendações do género. De qualquer forma, agradeço o seu comentário, porque é sempre bom "agitar" as mentes e colocar as pessoas a pensar, uma vez que eu acredito que não existem verdades absolutas (daqui a algum tempo podemos até estar a defender o contrário).
      Cumprimentos,

      Hugo Rodrigues

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    4. A aap, que condena o co-sleeping, é a mesma que defende a circuncisão de todos os bebés do sexo masculino.... Sim, é verdade! Por isso , desculpe , mas não consigo levar essa é tidade a sério. Está mais presa á tradição do que interessada em olhar para os factos e procurar a verdade.
      Em vez de proibirem os pais de dormirem com os filhos, digam-lhes como fazê-lo em segurança. Porque pais a fazê-lo há muito mais do se admite por receio de críticas e de ser julgado. E aqui falo por experiência propria. Com o nascimento da minha filha, tentei de tudo para não pô-la na minha cama: enchi a caminha dela de peluches, pus um edredão fofo por cima do colchão para torná-lo mais fofo, saco de água quente, e o cúmulo do cúmulo foi o pai ir para o sofá com ela para podermos dormir..... O que é muito mais perigoso do que pô-la na nossa cama. As proibições, as recomendações têm o efeito contrário ao pretendido.

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    5. Claro, está no seu direito de discordar e ninguém tem que condená-la por isso.
      Sou sincero, estive a ler os estudos que estão na base dessas recomendações e parecem-me extremamente válidos e pertinentes, mas também sou muito "democrático" para aceitar a diversidade. O que eu acho é que estas recomendações não podem ser vista como proibições, porque não o são. São apenas, como o nome diz, recomendações, que pretendem dar a conhecer os riscos e benefícios das diferentes opções.
      Seja como for, a decisão final é dos pais e deve continuar a ser! O que nós temos que garantir é que eles têm acesso à informação actualizada, para poderem escolher em consciência...
      Sendo assim, agradeço os seus comentários, pois defendo que "é da discussão que nasce a luz". Está convidada a participar mais vezes... :)
      Cumprimentos,

      Hugo Rodrigues

      PS: Um pequeno reparo, a Academia Americana de Pediatria não defende a circuncisão a todos os bebés, diz apenas que é um procedimento seguro a executar em recém-nascidos, cujos pais assim o desejem, conforme se pode ler neste extracto retirado do texto integral: "Evaluation of current evidence indicates that the health benefits of newborn male circumcision outweigh the risks and that the procedure’s benefits justify access to this procedure for families who choose it."

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    6. Bem, a aeped ( associação espanhola de pediatria) apesar de não ser totalmente a favor do co-sleeping , ainda assim dá algumas recomendações e admite que o co-sleeping favorece a amamentação, que por sua vez, baixa o risco de SMSL! Seria tão bom que as pessoas se lembrassem disso quando se referem aos " extremismo da amamentacao". Não percebo porquê que o dr. Hugo enfatiza assim tanto o risco de morte súbita devido ao co-sleeping , mas por outro lado , como abaixo refere " o aleitamento materno , apesar de importante, não se pode sobrepor ao bem-estar familiar". Mas quando se trata do co-sleeping o bem estar familiar já não tem importância.... Porquê que o descanso familiar perde a importância quando se trata de dormir?
      É como já disse.... Os estudos feitos na área não levam em conta o ambiente em que é feito o co-sleeping. Permita-me uma comparação: é como conduzir um carro. Pode ser feito sem cinto de segurança, sem respeito pelas regras de trânsito e alcoolizado.... Ou pode conduzir na máxima segurança, e com responsabilidade. São situacoes completamente diferentes, certo?
      A maré está a mudar.... Um dia o co-sleeping será recomendado, ou pelo menos será tolerado e visto como uma opção viavel.

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    7. A piada da ciência é mesmo essa: ser mutável. Não faço futurologia, mas admito que se houver evidência suficiente para mudar as recomendações, acho muito bem que o façam.
      Todos nós temos as nossas experiências pessoais, mas temos que ter a humildade de perceber que não é por ter corrido bem connosco que vamos generalizar as nossas ideias. Todos os profissionais de saúde têm responsabilidades acrescidas que vão muito para além de situações pontuais que possamos conhecer!
      Termino apenas com o link para as recomendações da associação espanhola de pediatria, que tão bem frisou, em que reforçam a ideia de que o cosleeping NÃO deve ser recomendado, entre outros, a bebés com menos de 3 meses ou em situações de cansaço (que é comum à grande maioria dos pais):
      - http://www.aeped.es/comite-lactancia-materna/documentos/colecho-sindrome-muerte-subita-lactancia-materna-consenso
      Sendo assim, acho que não há mais nada a acrescentar a esta discussão, que vai terminar por aqui, uma vez que os argumentos estão todos explicados (coloco-me à disposição para continuá-la por email, se pretender). A nossa função é mesmo esta, fornecer a informação com bom senso e ponderação, mas sempre de forma bem fundamentada, até porque ninguém é dono da verdade absoluta. Depois disso, cabe aos pais escolherem o que preferem. E essa será, seguramente, a melhor decisão para eles...

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  4. Pois, eu continuo a acreditar que as crianças devem dormir nos seus berços.
    Talvez por saber de um caso direto, em que um bebé morreu na cama dos pais, após um deles durante o sono ter tombado sobre ele e estando a dormir não se apercebeu, acordou depois sobre ele já morto, seja-se a angústia e dor.
    O risco de morte súbita pode acontecer em qualquer lado, mas o risco de esmagamento não.

    Cumprimentos

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    1. Pois, esse é um dos riscos incontornáveis de dormir com os pais, com consequências devastadoras para a família.
      Concordo a 100%.
      Cumprimentos

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  5. Bom dia Dr.Nuno
    só um pequeno reparo sobre essa sua opinião àcerca do co-sleeping, é essa ligação que faz logo no inicio ao aleitamento materno e ao livre acesso do bebé à mama.«fundamentalistas do aleitamento materno»?e para o bebé se ir «servindo»?muito infeliz!!! Sara

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    1. Bom dia,

      O objectivo deste blogue, desde que foi criado, foi sempre tentar ajudar os pais a lidar com a incrível experiência de te um filho. Nunca foi tentar complicar-lhes a vida ou, muito menos, colocar alguém em cheque do ponto de vista pessoal ou profissional.
      Posto isto, gostava de esclarecer alguns pontos:
      1 - todos nós, profissionais de saúde, estamos sujeitos a actualizações das recomendações de boas práticas das sociedades internacionais, que são sempre baseadas em estudo científicos devidamente validados e não em opções puramente teóricas; faz parte da nossa actividade profissional e, como tal, temos que estar receptivos a poder mudar algumas das nossas atitudes, mesmo que "sempre tenha sido assim"
      2 - eu sou pediatra e, como tal, defendo a 100% o aleitamento materno exclusivo, mas concordo que hoje em dia há demasiado radicalismo em relação a este aspecto; o aleitamento materno, apesar de muito importante, não pode sobrepor-se ao bem-estar familiar, sob pena de termos bebés amamentados em famílias infelizes (hoje em dia quase parece criminoso uma mãe não amamentar, independentemente da causa e isso não e verdade - o aleitamento é aconselhado e tem inúmero benefícios, mas não pode ser uma imposição ou formatação das futuras mamãs)
      3 - o aleitamento materno não pode ser descontextualizado de tudo o resto; continuo a afirmar que as grandes teorias defensoras do co-sleeping derivaram de versões mais fundamentalistas de recomendações sobre o aleitamento, mas esquecem-se de um pequeno (gigante) pormenor: o co-sleeping aumenta a probabilidade de morte súbita, e a academia americana de pediatria e o national institute for health and care excellence são claros nesta afirmação nas suas recomendações de Julho deste ano!
      4 - concordo que as expressões que utilizei no início deste texto foram um pouco ousadas, mas acredite que eu já vi muitos profissionais a defenderem isto, em comunicações e entrevistas ou então por escrito; acho que por vezes é bom agitar as mentes, para colocar as pessoas a pensar
      5 - logicamente, o co-sleeping e uma opção dos pais, que deve ser respeitada, se for caso disso; no entanto, a minha obrigação enquanto profissional de saúde e informar sobre os riscos dessa opção, deixando sempre a ultima palavra para os pais (não é nenhuma inconfidência dizer que tenho na minha consulta alguns pais que defendem esta pratica e sempre discutimos este assunto de forma muito pacífica e agradável); sempre defendi e continuarei a defender que os profissionais de saúde não podem substituir a decisão dos pais e quem me conhece sabe que a minha prática reflecte bem esta ideia (o texto começa com a pergunta se os bebés devem dormir na cama dos pais e não se podem dormir lá)
      6 - seria uma irresponsabilidade da minha parte ir contra recomendações internacionais actuais tão fortes como as que descrevi acima; acho que as pessoas ainda não perceberam que estamos a discutir um factor de risco para o síndrome da MORTE súbita! Peço desculpa, mas só quem nunca viu nenhum caso destes e não sabe do que estamos a falar é que pode lidar com este assunto de forma ligeira!
      Penso que não vale a pena alongar-me mais. Peço desculpa se fui contra as ideologias de alguém em particular, mas não escrevi este texto baseado apenas na minha opinião. Eu acredito na ciência e, como tal, devemos estar a par das conclusões dos principais estudos que vão saindo. Para quem quiser continuar a ler este blogue, posso apenas garantir que vou continuar a ser isento, como sempre fui até aqui. Este não pretende ser um local de discórdia e discussões, mas sim de reflexão sobre temas importantes para o dia-a-dia dos pais, das crianças e, claro, das famílias como um todo!
      Cumprimentos,

      Hugo Rodrigues

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  6. Ate me custa a acreditar k foi um pediatra k escreveu isto...

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    1. Bom dia,

      Embora possa ter percebido este texto como uma opinião puramente pessoal, isso não e verdade. Num comentário anticorpos coloquei dois links muito interessantes que vale a pena consultar, com recomendações de sociedades internacionais que representam muitos milhares de pediatras e outros profissionais de saúde.
      Cumprimentos,

      Hugo Rodrigues

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  7. Bom dia! Sou mãe de um menino de 4 meses e os 24 dias. Ele tem muito cabelo e desde aproximadamente 1 mês que começou a aparecer com caspas no couro cabeludo e sinto o cabelo bastante oleoso. Até agora só usei para banho e cabelo a sabonete de
    glicerina. Queria saber o que provoca esse descamação e como trata-lo. (a sabonete foi recomendado na maternidade)

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  8. Bom dia! Sou mãe de um menino de 4 meses e os 24 dias. Ele tem muito cabelo e desde aproximadamente 1 mês que começou a aparecer com caspas no couro cabeludo e sinto o cabelo bastante oleoso. Até agora só usei para banho e cabelo a sabonete de
    glicerina. Queria saber o que provoca esse descamação e como trata-lo. (a sabonete foi recomendado na maternidade)

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    1. Boa tarde,

      Provavelmente é o que se costuma chamar crosta láctea.
      Compre um chapo ou loção específico para essa situação, para ver se melhora.
      Cumprimentos

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