Translate

Etiquetas

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Porque é que as crianças doentes pioram à noite?

No passado mês de outubro, saiu na revista Activa uma entrevista minha sobre o tema "Porque é que as crianças doentes pioram à noite?".
Aqui fica o link para consultar o artigo, se quiser lê-lo.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Para quem não viu a minha participação nas "Queridas Manhãs" no dia 25

Como habitual, aqui fica o link para poderem ver a minha participação no programa "Queridas Manhãs" da passada terça-feira (dia 25):


Espero que gostem!

domingo, 23 de novembro de 2014

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Os bebés devem andar no banco da frente ou no de trás?

De preferência sempre no de trás e vou explicar porquê.
Esta é uma questão muito frequente mas, apesar de tudo, não levanta grandes dúvidas, pois os estudos demonstram claramente que o risco de acidente é maior quando os bebés viajam no banco da frente, ao lado do condutor. Não é difícil entender essa conclusão, pois se um bebé que vai à frente chora, a reacção imediata é olhar para ele e mexer-lhe para tentar acalmá-lo. Como é lógico, isto é uma enorme distracção para quem vai a conduzir e a probabilidade de ter um acidente dispara.
Por outro lado, se o bebé estiver no banco de trás e chorar, a reacção é parar o carro e ver o que se passa, o que é, sem dúvida alguma, muito mais seguro.
Eu sei que as mães geralmente não se sentem muito confortáveis com esta opção, particularmente quando viajam sozinhas, porque gostam de ter o bebé por perto. Mesmo nessas altura, volto a afirmar que o mais seguro é colocar o seu filho atrás... Se gostar da ideia, hoje em dia há uma espécie de espelhos retrovisores para colocar na cadeirinha, que permite ir mantendo algum contacto visual com o bebé, o que me parece que pode ser uma boa opção.
Claro que há alguma excepções, nomeadamente a questão dos automóveis comerciais. Logicamente, nesses casos o bebé tem que ir à frente, mas nunca é demais reforçar que aí é imprescindível desligar os air-bags do lado do passageiro, pois se não o fizer pode dar origem a acidentes gravíssimos.
Nestes aspectos acho que não se pode facilitar, o ideal é mesmo seguir as recomendações...

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Mais um mito - Andar com o cabelo molhado constipa?

Não!
Este é mais uma daquelas "verdades" que quase toda a gente já ouviu e que grande parte das pessoas vai repetindo, muitas vezes sem parar para pensar se será bem assim ou não.
Andar com o cabelo molhado não provoca nenhuma doença, seja ela uma constipação, amigdalite, otite, pneumonia ou outra coisa qualquer. Na pior das hipóteses pode ser um pouco desconfortável, particularmente para quem tem o cabelo comprido e se estiver um dia frio, mas não passa disso. Aliás, porque razão a humidade ou o frio fariam mal apenas na cabeça e não no resto do corpo?
Assim, podem ficar descansadas as mãezinhas quando os filhos saem da piscina ou outras actividades afins com o cabelo molhado. Não será por isso, seguramente, que vão adoecer ou ficar com algum problema de saúde...

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Qual é a melhor idade para se oferecer um tablet a uma criança?

Decidi escrever este post porque vem aí o Natal e a correria aos presentes é grande, o que implica, logicamente, fazer escolhas.
Sei que é um tema controverso e devo dizer que, desta vez, não terei uma resposta puramente científica, mas sim uma opinião pessoal baseada nalguns artigos que li e também na discussão que já tive sobre o assunto com outros colegas, pediatras e não só.
Não há dúvida de que os tablets são extremamente atractivos para as crianças e, inclusivamente, têm uma série de aplicações disponíveis que são até bastante interessantes. No entanto, têm algumas desvantagens que vou também tentar explicar. Vou começar pelas qualidades mais importantes...
O primeiro aspecto é a visão. Há muitas vezes a ideia de que os tablets podem prejudicar a visão das crianças, mas os estudos não têm comprovado esse receio, pelo que não me parece ser um verdadeiro problema. Podem até ajudar na coordenação mão-olho, ou seja, a capacidade que as crianças têm de articular o que vêem com o que fazem.
O segundo ponto tem a ver com as aplicações e jogos. Hoje em dia estão disponíveis imensas aplicações, algumas das quais são até bastante criativas e pedagógicas para as crianças. Podem estimular a memória e a coordenação, bem como a lateralidade, o que também é importante para o desenvolvimento.
No entanto, nada é só positivo e parece-me que os tablets têm também alguns aspectos que não são tão benéficos.
O primeiro tem a ver com a inactividade. Um dos problemas da nossa sociedade é o sedentarismo e um dos principais factores que o favorecem é a tecnologia. Logicamente, se a criança está sentada a jogar não vai fazer actividade física e isso não é bom.
O segundo prende-se com a "ultrapassagem" de etapas. Um tablet é extremamente atractivo e é muito fácil as crianças gostarem. O problema, como é óbvio, é que torna os outros brinquedos menos "apetecíveis". Isto faz com que as crianças deixem de brincar com o que realmente deviam, que são livrros, bicicletas, puzzles, blocos de construções, carrinhos, bonecas e tudo o que lhes possa estimular a criatividade e a capacidade de brincar ao "faz de conta", algo profundamente importante para o seu desenvolvimento.
O terceiro diz respeito à menor estimulação motora, pois a motricidade fina de pegar nos brinquedos e objectos e encaixá-los uns nos outros ou empilhá-los é fundamental para todas as crianças.
Por fim, não nos podemos esquecer que jogar num tablet é uma opção muito pouco "social", pois é uma actividade bastante solitária. É imprescindível reforçar a ideia de que a companhia ideal das crianças são outras crianças ou os adultos e não brinquedos ou outros utensílios, sejam eles de que tipo forem. Um pai/mãe e um filho conseguem sempre brincar juntos mesmo sem terem nada disponível no momento, basta ter vontade e um pouco de imaginação!
Estes são apenas alguns dos muitos pontos possíveis de abordar numa discussão deste tipo...
Assim, não sou fundamentalista a ponto de dizer que as crianças não devem mexer em tablets, mas como para tudo, é preciso bom senso. Podem jogar um pouco, mas não me parece que haja propriamente necessidade de terem um tablet mesmo para elas. Não se esqueça que enquanto o aparelho for dos pais, é mais fácil colocar regras!
Posto isto, não lhe vou conseguir dar uma resposta exacta à pergunta que coloquei acima, mas seguramente os primeiros anos de vida não são a idade ideal. O melhor será mesmo ir adiando a decisão de o comprar... Apesar do seu filho poder "resmungar" um pouco, acredite que será o mais beneficiado dessa decisão e rapidamente descobre muitas outras formas de se divertir!

Nota: O princípio é o mesmo para as consolas, sejam fixas ou portáteis. No entanto, queria apenas ressalvar um ponto, que são os jogos que necessitam de movimento e que neste momento existem em todas elas. Esses sim, parecem-me mais equilibrados, não só pela actividade, como também pela interacção familiar que podem promover...

sábado, 1 de novembro de 2014

A fruta é um bom lanche?

Isoladamente não!
A fruta é fundamental na alimentação das crianças, mas tem algumas particularidades que é importante conhecer. Uma dessas características é o facto do açúcar que existe na fruta ser de absorção rápida, o que faz com atinja um pico também rápido no sangue quando se come. Quando isso acontece, a resposta do organismo é produzir insulina para baixar o nível de açúcar, o que faz com que possa haver uma baixa de açúcar significativa depois de comer uma peça de fruta e, consequentemente, um aumento da fome com essa resposta.
Posto isto, é fácil perceber o porquê de não ser aconselhável comer fruta isoladamente. Não é, realmente, a melhor opção, mas isso pode se ultrapassado juntando outro tipo de alimento ao lanche. As duas principais opções são as seguintes:
  • Pão ou outra fonte de cereais - contêm hidratos de carbono (açúcares) de absorção lenta, o que contraria o pico descrito anteriormente
  • Leite ou iogurte - os produtos lácteos atrasam o esvaziamento do estômago, o que também contraria o pico rápido de açúcar quando se come fruta; de um modo geral, é está a melhor opção para as crianças, principalmente aquelas que consomem poucos laticínios 
Sendo assim, volto a reforçar a ideia de que a fruta é um óptimo alimento, cujo consumo deve ser incentivado em todas as crianças, mas que tem mais benefícios quando utilizado para complementar outra refeição, seja o pequeno-almoço, almoço, lanche ou jantar.