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terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Para quem não viu a minha entrevista de hoje na SIC

Como habitual, aqui fica o link para quem não viu o programa "Queridas Manhãs" de hoje. O tema foi "O sono dos bebés", não perca:

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

As terríveis birras - o que fazer?

O que são e porque surgem?
As birras são uma manifestação de desagrado, que geralmente surge quando uma criança se sente "frustrada" por não conseguir atingir determinado objectivo, seja porque é incapaz de o fazer ou então, mais frequentemente, porque é contrariada. São uma espécie de "teatro", que servem para a criança manifestar publicamente que está descontente e que, como tal, só funciona bem quando tem espectadores. É por esse motivo que muitas vezes as crianças decidem fazê-las em locais públicos, como quando se tem convidados em casa, quando se está num restaurante ou então num shopping ou hipermercado. Tem como objectivo tentar arranjar "aliados", aproveitando a fragilidade dos pais quando estão expostos a outras pessoas.
A idade de início é bastante variável mas, de um modo geral, começam a surgir por volta dos 15 meses, quando a criança começa a ter alguma capacidade de entendimento, mas pouca capacidade de se expressar. Provavelmente este desequilíbrio entre o que a criança entende (que nesta idade e já bastante) e o que fala (muito pouco ou quase nada) é um dos principais factores que despoleta este tipo de manifestação. Para além disso, é também uma idade em que a criança vai adquirindo progressivamente mais autonomia, não tendo propriamente verdadeira capacidade para a gerir. Todas estas mudanças no desenvolvimento vão fazer com que as crianças se sintam defraudadas muitas vezes nas suas expectativas, surgindo a birra.
Quanto à idade em que terminam, ela não existe propriamente. Eu diria que até aos 3-4 anos e sempre a "piorar" e a partir daí vai melhorando muito lentamente. Depende sempre de cada criança, mas isso vai estar muito relacionado com a capacidade de expressão, negociação e persuasão de cada um...

O que fazer?
Como expliquei acima, as birras são um "teatro", pelo que só funcionam bem quando têm gente a assistir. Por esse motivo, a melhor forma de lidar com elas é mesmo ignorar, sempre que seja possível. Obviamente, tem que se garantir a segurança da criança, mas o ideal é deixá-la sozinha quando está a fazer uma birra, explicando claramente "Estás a fazer uma birra, portanto vou sair daqui. Quando acabares eu volto". E isto implica que os pais saiam mesmo daquele local... O que vai acontecer é que numa primeira fase a criança vai berrar mais alto para chamar a atenção é a seguir pára. 
Outra opção é tentar distrair a atenção, reforçando outra coisa qualquer que a criança goste, mas geralmente isso só funciona quando as crianças são pequenas.
Por fim, pode-se tentar também dar um abraço à criança e explicar-lhe que se gosta muito dela, mas isso não costuma ser muito fácil durante uma birra, seja porque a criança não deixa, seja porque os pais estão zangados naquele momento. É uma boa ideia, mas parece-me mais teoria do que prática. O que eu acho que funciona melhor é falar sobre a birra depois de ela ter acabado, para ouvir o que a criança tem a dizer e explicar-lhe a nossa opinião sobre o assunto, tentando prevenir novas situações.
No entanto, para além disto tudo, o mais importante é mesmo encontrar um equilíbrio entre este tipo de comportamento e o carinho e afecto que deve ser dado a todas as crianças. É fundamental que elas se sintam amadas e acarinhadas, porque só assim elas crescem felizes, seguras e tranquilas. Por isso, nunca é demais dar um afecto a uma criança, seja um beijo, um colo, uma brincadeira, umas cócegas ou outra coisa qualquer. Se nós fizermos isso frequentemente, elas percebem bem quando estamos desagradados com o comportamento delas e isso vai fazer com que pensem "duas vezes" antes de nos confrontar. Na minha opinião, não existe limite para as manifestações de amor para as crianças, nem é possível "estragá-las com mimo", porque o mimo nunca é demais. Devemos repetir muitas vezes aos nossos filhos que gostamos muito deles, mesmo que eles digam com ar de "frete" que já sabem. Eles precisam dessa segurança...

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

A próxima terça-feira é a última do mês!

A próxima terça-feira é a última do mês e, por isso, volta a haver "Pediatria para todos" nas "Queridas Manhãs" da SIC.
Desta vez vamos falar sobre o sono dos bebés...
Não perca!

sábado, 17 de janeiro de 2015

O meu bebé está sempre a trocar os olhos - é normal?

Pode ser, depende da idade.
Até aos 4-6 meses é muito frequente os bebés trocarem os olhos de vez em quando (estrabismo), porque a capacidade de manter os dois olhos alinhados implica um controlo muscular muito "apurado". Pela própria imaturidade dos primeiros meses de vida, nem sempre eles conseguem essa coordenação e, por vezes, deixam um olho "fugir" para dentro ou para fora.
O que é importante é realçar que só é normal se for uma situação intermitente, ou seja, se geralmente os olhos estiverem bem, mas de vez em quando os trocar. Quando é um estrabismo fixo, a situação é diferente e implica uma observação médica mais cuidada. Por fim, reforçar apenas a ideia de que isto é aceitavel só até aos 4-6 meses em bebés sem mais nenhum tipo de manifestação ou problema, salvaguardando que a partir dessa idade pode já não ser assim tão "normal" e, mais uma vez, nesses casos será importante uma avaliação médica mais pormenorizada.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Porque é que as crianças adoecem mais no Inverno?

Grande parte dos microorganismos tem uma preferência por determinadas alturas do ano e, nos meses frios, há maior concentração de vírus respiratórios no ar, pelo que é muito mais provável adoecer nesses períodos. 
Para além disso, é também esta a altura em que as casas estão mais fechadas, com ambientes mais "saturados" e menos ventilados, o que torna mais fácil a propagação de microorganismos ente pessoas e, particularmente, entre crianças, que passam muito tempo fechadas nas salas de aula das creches, jardins de infância e escolas.
Por fim, os próprios sintomas de tosse e espirros, que são protectores para quem os tem, aumentam a probabilidade de contágio, ao projectar os vírus à distância e, assim, chegar ao contacto com muitas outras pessoas.
Já realcei este aspecto num post anterior, mas acho que nunca é demais reforçar a ideia de que não é o frio que provoca essas doenças, mas sim a maior quantidade de vírus que circulam e que, esses sim, gostam das temperaturas mais baixas.

domingo, 4 de janeiro de 2015

Qual a temperatura ideal para o quarto dos bebés?

Nem todas as pessoas têm termómetros nos quartos, nem acho que isso seja imprescindível. De qualquer forma, quando é possível medir, a temperatura recomendada situa-se entre os 18-21 graus. No Inverno quase todas as pessoas têm tendência a colocar uma temperatura bem mais elevada e, muitas vezes, chega mesmo aos 24-25 graus. Isso é uma temperatura de Verão e não é lógico que nesta altura do ano as casas estejam tão quentes... 
Não defendo, obviamente, que os bebés ou crianças devam apanhar frio, mas é mais lógico vestir uma roupa um pouco mais quente e manter a temperatura do quarto por volta dos 20 graus do que simular um clima tropical e andar toda a gente de t-shirt tem casa quando estamos no Inverno.
A única excepção é quando se dá banho aos bebés no quarto, o que é muito frequente nos primeiros meses. Aí a temperatura tem que estar mais quente, porque a perda de calor é muito maior, dado o bebé estar sem roupa e molhado.
Tirando essa situação, não é preciso sobraquecer os quartos, até porque o calor pode ser tão desconfortável (e até perigoso) como o frio.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Resistência aos antibióticos - um problema de saúde pública

A resistência aos antibióticos é um problema de saúde pública, porque afecta toda a gente. Basicamente, diz respeito às situações em que os antibióticos perdem a sua eficácia, porque as bactérias conseguem encontrar estratégias para combater o seu efeito. O maior problema é que acabamos por ficar com menos "armas" para combater as infecções e, pior ainda, muitas vezes essas resistências não afectam só um antibiótico, mas toda a "família" a que eles pertencem, o que condiciona ainda mais as escolhas. Se a isto acrescentarmos o facto de grande parte das bactérias conseguir transmitir a informação genética dessa resistência a outras bactérias, facilmente se percebe como é que este problema se pode disseminar rapidamente e porque é que tem tanto impacto na população.
As melhores formas de a prevenir são três:
a) Restringir o uso de antibióticos apenas para as situações em que são indicados (e não para qualquer situação de infecção, nomeadamente as provocadas por vírus) - ver post sobre o assunto. Se não o fizermos, vamos estar a matar as bactérias susceptíveis e a deixar no organismo apenas as resistentes, que não vão responder quando se precisar mesmo do antibiótico
b) Escolher o tipo de antibiótico mais apropriado para cada situação, pois não é necessário utilizar um que mate muitos tipos de bactérias quando se pode utilizar outro que mate apenas as que nos interessam ("nao vale a pena matar moscas com uma espingarda")
c) Cumprir  tratamento até ao fim, porque sempre que se inicia um antibiótico vamos actuar sobre uma população de bactérias que não se comportam todas exactamente da mesma maneira. Há umas que são mais sensíveis do que outras, pelo que demora algum tempo até se conseguir eliminar todas e, muitas vezes, as melhorias (em termos de sintomas) são claras mesmo antes de se conseguir isso. É por esse motivo que não se deve interromper o tratamento a meio, porque mesmo que a pessoa se sinta melhor, pode ainda haver algumas bactérias que não foram destruídas completamente no organismo e que vão aproveitar esse interrupção para crescer e dar origem a uma nova população.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Feliz Ano Novo

Hoje, 1º dia de 2015, quero desejar a todos um óptimo ano, carregadinho de saúde e muitas alegrias.
Venha ele!!!