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segunda-feira, 30 de março de 2015

A minha participação de hoje nas "Queridas Manhãs" da SIC

Para quem não viu hoje o programa "Queridas Manhãs" da SIC, aqui fica o link para a minha entrevista:

sexta-feira, 27 de março de 2015

A próxima segunda-feira é a última do mês!

Como habitual, na próxima segunda-feira (última do mês) volto à SIC, ao programa "Queridas Manhãs".
Desta vez o tema é diferente, porque vamos falar de depressão na infância e na adolescência, um problema que tem aumentado bastante nos últimos tempos.
Não perca!

quarta-feira, 25 de março de 2015

Deve-se dar medicação para a febre antes da administração das vacinas?

Como regra não!
Apesar de esta não ser a prática corrente, há ainda quem a defenda, o que não é a melhor opção. Vou explicar porquê...
Em primeiro lugar, não é lógico dar medicação por antecipação quando a maior probabilidade é que não surja febre. Para além disso, a capacidade preventiva deste tipo de medicação é também um pouco falível.
Em segundo lugar, se a criança fizer mesmo febre passado 1-2 horas depois da vacina, deixamos de ter esse medicamento para administrar, porque tem que se respeitar o intervalo de segurança entre as 2 tomas.
Por fim, é actualmente recomendado que se limite ao máximo a administração de medicamentos depois das vacinas, uma vez que podem interferir com a sua eficácia. Apesar dessa interferência não ser, provavelmente, muito significativa, acho que se a pudermos evitar é sempre melhor .
Posto isto, reafirmo o que disse anteriormente, deixando apenas uma ressalva, que é a única situação em que se deve dar a medicação para a febre de forma preventiva, que é quando uma criança faz uma convulsão febril com a administração de alguma vacina. Nesses casos, se for dada uma segunda dose da mesma vacina, deve-se dar medicação para a febre antes, para diminuir a probabilidade de surgir nova convulsão. É esta a única situação em que isso se deve fazer...

domingo, 22 de março de 2015

O meu filho ainda faz xixi na cama - o que posso fazer?

Apesar de ser geralmente uma "dor de cabeça" para os pais, a enurese nocturna (crianças que fazem xixi na cama) é uma situação de muito bom prognóstico, que geralmente resolve como tempo na maior parte dos casos.
Primeiro, importa esclarecer a partir de que idade é que é preocupante as crianças ainda acordarem com a cama molhada. Está actualmente estabelecido que essa idade são os 5 anos, pelo que antes disso é considerado "normal" que as crianças ainda não consigam controlar a eliminação da urina durante a noite. É mais comum nos meninos do que nas meninas e muitas vezes parece haver alguma predisposição familiar, havendo história de problemas parecidos com um dos pais ou avós.
Na maioria dos casos, a enurese é uma situação isolada, ou seja, não tem outros sintomas associados, nomeadamente a incapacidade em controlar a urina durante o dia, a dificuldade em lidar com a vontade de urinar, sede muito excessiva, dor ao urinar ou outras queixas. Caso estes estejam presentes, a situação requer uma observação médica mesmo antes dos 5 anos.
No entanto, nos casos em que a enurese não tem outras queixas, é importante perceber que ela se pode dever à produção de muita urina por parte da criança (principalmente se beber muito), ao facto da bexiga poder ser pequena ou então ao facto do músculo da bexiga poder ainda estar algo "imaturo". Pode ainda dever-se à criança ter um sono mais profundo (seja porque está mais cansada ou então por características individuais), o que dificulta o acordar a meio da noite.
Assim, há alguns conselhos importantes a ter em conta, nomeadamente:

  • Colocar a criança a urinar antes de adormecer e incutir-lhe claramente esse hábito
  • Relembrá-la que se tiver vontade de fazer xixi durante a noite deve ir à casa de banho (pode inclusivamente manter o acesso à casa de banho iluminado com luzes de presença, para evitar medos e receios)
  • Não usar fraldas durante a noite, especialmente se a criança tiver mais de 8 anos (pontualmente pode ser aceite usá-las, particularmente se houver visitas em casa ou estiverem nalgum sítio sem ser em casa)
  • Fazer com que a criança ajude a mudar a roupa da cama quando a molha (aqui o objectivo não é castigar, mas sim perceber que dá trabalho quando ela não consegue controlar a urina e que esse trabalho deve ser partilhado por ela também)
  • Fazer um calendário das noites secas, em que a criança deve apontar/pintar os dias que correram bem (pode e deve ter um sistema de recompensas quando isso acontece)
  • Dar de beber ao seu filho durante o dia, para evitar que ele tenha muita sede à noite e sinta necessidade de beber muitos líquidos
  • Limitar o consumo de líquidos a partir das 18:00 (um conselho prático: não anuncie que não pode beber, senão o seu filho vai manifestar sempre muita sede; o ideal é não lhe mostrar os líquidos para não se lembrar deles)
  • Treinar o seu filho a controlar a urina, evitando que vá fazer xixi imediatamente mal sente vontade durante o dia (isso vai ensiná-lo a ser capaz de controlar a saída de urina)
  • Usar um alarme específico destas situações, que se coloca nas cuecas da criança (apesar de ainda não ser uma prática corrente, é hoje em dia considerado um dos métodos mais eficazes, pelo que se deve aconselhar com o seu médico assistente)

Para além destes conselhos, há uma mensagem fundamental que deve ser sempre reforçada: não se deve castigar ou ralhar a uma criança só porque faz xixi na cama. As crianças com enurese não conseguem mesmo controlar e já é um fardo suficientemente pesado para elas ter que lidar com isso. Penalizá-las por esse facto, para além de ser injusto, é uma medida demasiado dura, porque elas não o fazem intencionalmente.
Se nenhuma destas medidas for eficaz, fale com o seu médico assistente para ver se  éindicado tentar outra solução, nomeadamente algum medicamento.

sábado, 7 de março de 2015

O banho dos bebés - todos os dias ou dia sim / dia não?

Esta é uma questão muito frequente nas consultas e que, na minha opinião (e na maior parte dos casos), deve apenas ser respondida com bom senso e, claro, com a última palavra a caber aos pais!n
Há uns dias fui contactado pelo "Observador" para colaborar num artigo sobre esse assunto, portanto aqui fica o respectivo link: