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quinta-feira, 30 de julho de 2015

É preciso andar sempre a lavar/desinfectar as mãos das crianças?

Há uns anos atrás valorizava-se muito a tentativa de esterilizar tudo em que os bebés e crianças mexessem, com o objectivo de evitar o contacto com microorganismos que fossem capazes de causar doenças. No entanto, hoje em dia as coisas já não são muito bem assim...
Tal como em tudo, é fundamental haver um equilíbrio e o próprio sistema imunitário das crianças precisa de ser estimulado para se desenvolver. E por esse motivo que os radicalismos de andar sempre a desinfectar tudo estão hoje em dia muito ultrapassados.
Obviamente que as crianças não devem andar no meio do lixo, mas se contactarem com alguns microorganismos presentes naturalmente no ambiente isso pode, na verdade, ajudá-los até a ficar com mais defesas. 
É por esse motivo que não há necessidade de andar sempre a limpar as mãos delas, pelo que me parece lógico dar um pouco de "espaço". Usando bom senso, penso que faz sentido lavar-lhes as mãos quando mexerem em algo claramente conspurcado, mas em caso contrário não se justifica. O principal exemplo surge quando os bebés começam a gatinhar, que passam muito tempo com as mãos no chão e no momento a seguir estão com elas na boca. Por muita preocupação que haja, não se consegue contrariar isso, nem me parece que se justifique fazê-lo permanentemente...

terça-feira, 28 de julho de 2015

Como se contam os dias de febre?

Esta parece uma pergunta muito simples, mas quase sempre leva a discrepâncias entre os pais e os médicos. Vou passar a explicar porquê...
A forma mais correcta de medir os dias de febre é contar um dia por cada 24 horas completas, ou seja, se a febre começa hoje às 12 horas, só amanhã às 12 horas é que completa um dia de febre.

Sei que parece óbvio, mas nem sempre os sintomas são contabilizados assim e isso pode ter implicações na forma como se aborda a doença.

Exemplo prático:
Uma criança que começa com febre numa segunda-feira ao fim do dia só tem 3 dias de febre na quinta-feira da própria semana ao fim da tarde. Assim, na sexta-feira de manhã tem 3 dias e meio e não 4 ou 5 dias como muitas vezes possa parecer. A regra a seguir deve ser sempre esta...

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Vou de férias com os meus filhos - que cuidados devo ter?

Ontem foi a última segunda-feira do mês e, como habitualmente, estive no programa "Queridas Manhãs" da SIC.
Estive à conversa com o João Paulo Rodrigues e com a Rita Ferro Rodrigues sobre alguns dos conselhos mais importantes quando se vai de férias com crianças, tais como:
- quais os medicamentos a levar?
- quais os cuidados a ter com o sol?
- a partir de que idade e que os bebés podem ir a praia?
- o que fazer em caso de picada de peixe aranha?
Relativamente à esta questão (peixe aranha), gostaria apenas de deixar um reparo, que me esqueci de realçar ontem no programa. Todos os conselhos que eu dei são para fazer em casa, mas na primeira meia hora ajuda colocar o local da picada em cima de areia quente ou debaixo de água quente, porque a substância injectada pelo peixe não resiste bem ao calor. Só depois é que se deve dar o antiinflamatório e aliviar com as medidas que eu disse, nomeadamente com o frio, que alivia bastante o desconforto e a inflamação que estiver presente.
Para quem não viu, é só clicar no link abaixo:



sábado, 25 de julho de 2015

Mitos da cultura popular

Ontem estive nas "Queridas Manhãs" da SIC, na rubrica "Os Doutores".
Estivemos a conversar sobre alguns mitos da cultura popular, tais como:
- Andar descalço constipa?
- Pode-se tomar banho depois de comer?
- As correntes de ar fazem mal?
- Andar com o cabelo molhado provoca doenças?
Para quem não viu, aqui fica o link:


terça-feira, 21 de julho de 2015

"Pediatria para todos" na SIC - esta semana a dobrar

A próxima segunda-feira é a última do mês e, portanto, vou estar no programa "Queridas Manhãs" da SIC, para a minha participação habitual. O tema será "As crianças e as férias: que cuidados a ter?".
A novidade é que esta semana vou também estrear-me na rubrica "Os Doutores", no mesmo programa, já na próxima sexta-feira.
Não perca!

domingo, 19 de julho de 2015

Deve-se falar "à bebé" com as crianças?

Não.
Esta é uma prática muito corrente mas, sinceramente, não tem grande vantagem. Quando uma criança está a aprender a falar, vai ter os adultos como modelos e exemplos a seguir. Se os adultos tentam falar "à bebé", vamos estar a ensinar a linguagem de forma pouco adequada. Porque é que as crianças hão-de chamar "popó" ao carro, "mé" às ovelhas e "mu" às vacas, entre outros exemplos? Pior ainda, porque é que hão-de aprender a articular mal os sons, só porque ouvem alguém a falar "com sotaque à bebé"?
Isto não quer dizer que se insista com elas para articular logo bem todos os sons, porque isso também é errado e contra-natura (só vale a pena corrigir isso a partir dos 2 anos de idade, porque antes é muito cedo e pode acabar até por ser desmotivador estar sempre a ser corrigido). De qualquer forma, uma coisa é certa, elas tanto aprendem a falar bem como a falar mal, pelo que se calhar vale a pena ensinar logo bem...
Se me perguntarem se isso tem grande problema, também acho que não, mas não há necessidade de ser diferente, porque mesmo a falar bem as crianças continuam a ser crianças...

terça-feira, 14 de julho de 2015

O que fazer quando os filhos começam a crescer e a querer afastar-se dos pais?

A resposta, apesar de difícil, é mesmo respeitar...
Com o crescimento, há várias fases pelas quais as crianças passam e que é importante conhecer.
Até aos 3 anos é a "lua de mel", em que os filhos estão relativamente bem controlados e não questionam muito.
Entre os 3 e os 5-6 anos vem a primeira fase terrível, em que os filhos começam a questionar tudo e a "esticar sempre a corda". Esta altura é difícil de gerir, até porque eles são falsamente autónomos e querem fazer tudo sozinhos. Há que ter paciência, manter o equilíbrio entre rigidez e cedência e aceitar que aqui as guerras vão ser bastantes...
Entre os 6 e os 9 anos vem um novo período de acalmia, em que os filhos admiram muito os pais e não se importam com as manifestações de carinho, mesmo que sejam públicas.
A partir daqui vem o "descalabro", pois as crianças/adolescentes passam a fazer questão de se afastar dos pais, principalmente se for em público. Nestas idades, beijos em frente aos amigos, passear de mão dada ou então dar um abraço começa a ser algo proibido. Aqui é importante dar espaço e perceber que os adolescentes têm direito à sua autonomia e há que respeitar isso. Não vale a pena forçar, porque isso não vai mudar e só vai agravar os conflitos. É importante também perceber que até aos 15-16 anos há alguma tendência a que isso se "agrave" e só depois é que as coisas vão acalmar. É a evolução normal e só temos que saber dar tempo, porque neste caso o tempo joga a favor...

domingo, 12 de julho de 2015

Pode-se congelar a sopa dos bebés?

Sim, pode!
A sopa, tal como grande parte dos alimentos, pode ser congelada sem que isso comprometa de forma significativa o seu valor nutricional. Não tem problema absolutamente nenhum e acaba por ser bastante prático, principalmente se o fizer já dividido por doses, o que facilita no momento de descongelar.

Claro que, como para tudo, há algumas recomendações a fazer:

  1. Deve preferir os recipientes de vidro aos de plástico, pois o vidro não se degrada e são mais inócuos para a saúde
  2. Se utilizar recipientes de plástico, tenha certeza de que aguentam temperaturas de congelação (se não tiver essa informação não utilize)
  3. Deve retirar a sopa do congelador no dia anterior e colocar no frigorífico, para descongelar lentamente e depois ser só aquecer
  4. O aquecimento pode ser feito de forma convencional (numa panela), em banho-maria ou então no microondas (ver post sobre esse assunto aqui)

A única ressalva que gostaria de fazer é a sopa com espinafres, pois essa não deve ser congelada. Pode congelar os espinafres crus, mas não o deve fazer se eles estiverem cozinhados.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Como dizer "não" a uma criança?

Não é muito fácil, embora todos (ou quase todos) os pais tentem com muito empenho...
Quando as crianças são pequenas o "não" é difícil de cumprir, porque ordens como "não faças", "não mexas" ou "não corras" são demasiado abstractas para serem entendidas. O que é "não mexer" para uma criança com 18 meses? Para nós, adultos, é fácil percebermos que há inúmeras alternativas, mas as crianças pequenas têm um pensamento muito concreto, pelo que esse tipo de ordem acaba por as deixar perdidas. Se elas querem brincar com o copo, na altura não pensam em mais nada, pelo que dizer "não mexas" só desencadeia dois tipos de resposta: mexer ou chorar. O importante é sempre tentar dar as ordens pela positiva, do género "não mexas nisso, pegas antes nisto" ou então "anda devagar" em vez de "não corras". Quase ninguém está "formatado" para fazer as coisas assim, mas a verdade é que a taxa de sucesso é muito maior se dissermos a uma criança o que fazer em vez do que não fazer. Acho que elas podem e devem ouvir o "não", mas a seguir deve-se complementar com uma ordem concreta, para tornar tudo mais perceptível.
Depois, é uma questão de tentativa e erro, até porque "água mole em pedra dura tanto bate até que fura"...

domingo, 5 de julho de 2015

A partir de que idade se deve ensinar as crianças a ler e escrever?

Esta é uma questão polémica e pouco consensual mas, mesmo assim, vou dar a minha opinião.
Apesar de haver uma tendência crescente dos pais e Jardins de Infância (nem todos, obviamente) para ensinar às crianças com menos de 6 anos as letras e como se lê e escreve, essa não me parece a melhor opção. Sabe-se hoje em dia que só a partir dessa idade é que as crianças passam a ter capacidade neurológica para interiorizar todas as regras abstractas que a leitura e a escrita têm, pelo que antes disso acaba por ser um pouco "contra-natura" insistir nesse tipo de ensino.
Claro que há meninos que acompanham bem e acabam por aprender, mas a minha dúvida é só uma: "para quê?". Isto não quer dizer que não se possa ensinar as crianças pequenas a copiar o nome (sim, eles gostam disso e acabam por se sentir "maiores"), mas avançar muito mais é desnecessário. Até porque quando chegarem ao Ensino Básico, vão ter que aprender tudo outra vez, o que compromete (e muito, nalguns casos) a motivação. Eu sei que há algumas crianças que têm vontade de descobrir isso tudo (sim, gosto muito da palavra "descobrir", bem mais do que da palavra "aprender" nesta fase) e, nesses casos, pode-se ir de encontro às suas expectativas. No entanto, devem ser elas a decidir o que se faz e como se faz, para não ser nada imposto pelos adultos. Se perguntarem nós devemos responder e ir de encontro às suas expectativas, mas não se deve propriamente ter "aulas" com esta idade.
Por isso se chama idade pré-escolar, precisamente porque abaixo dos 6 anos as crianças devem mesmo é BRINCAR! Esqueçam números, letras, palavras e tudo o que for do género. Deixem-nos brincar ao faz de conta, estimular a imaginação, aprender a socializar e sujarem-se todos quando mexem na terra ou nas tintas. Isso sim, são etapas imprescindíveis no crescimento e desenvolvimento das crianças pequenas...


Nota: Tal como referi no início deste texto, o que aqui escrevi não é uma verdade absoluta. é antes uma partilha da minha opinião pessoal que tem sempre um carácter subjectivo, mas que está devidamente fundamentada, como é lógico, do ponto de vista científico.

Pode-se utilizar o microondas para aquecer a comida dos bebés?

Pode!
Hoje em dia há algumas correntes de opinião que questionam sobre a segurança do uso do microondas, alegando que pode ter efeitos nocivos para a saúde.
No entanto, os estudos actuais não demonstraram qualquer prejuízo ou efeito negativo, pelo que não existe, de momento, nenhuma evidência científica que justifique essa preocupação. O seu uso deve assim ser apenas uma decisão pessoal, com base no gosto de cada um, pois não há motivo para grandes alarmismos.
A única recomendação que acho importante fazer é ter em atenção que o aquecimento feito pelo microondas não é homogéneo, pelo que é importante misturar bem a comida antes de dar ao bebé e confirmar sempre a temperatura, para minimizar o risco de queimaduras.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

10.000 likes na nossa página!

Hoje atingimos a marca dos 10.000 likes na página do facebook do blogue!
Muito obrigado a toda a gente que colaborou para este grande marco, alcançado em apenas alguns meses de existência...
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