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quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Mais um mito - Deitar-se logo depois de comer pode parar a digestão

Este é mais um daqueles mitos que se vai repetindo sem saber muito bem porquê ou se tem algum fundamento. E a verdade é que não passa disso mesmo, um mito.

A única coisa que acontece quando uma pessoa se deita logo depois de comer é poder ficar desconfortável e ser mais difícil adormecer, porque a barriga cheia dificulta a posição de dormir, principalmente para as pessoas que dormem de barriga para baixo ou viradas para a direita. Para além disso, não acontece mais nada.

Em relação às crianças, esta é uma preocupação que não precisa mesmo de ter, até porque muitos bebés adormecem depois de beber o leite, pelo que não faz sentido nenhum andar com eles ao alto durante umas horas para não se deitarem logo.
Pode ficar tranquilo, que não vai parar a digestão, nem nada parecido...


segunda-feira, 26 de outubro de 2015

O meu filho será normal?

Hoje é a última segunda feira do mês e, como de costume, estive à conversa com a Júlia Pinheiro e o João Paulo Rodrigues no programa "Queridas Manhãs" da SIC.
Desta vez o tema foi "Será que o meu filho é normal?" e estivemos a responder a algumas das perguntas mais frequentes dos pais.
Para quem não viu, aqui fica o link para o vídeo da entrevista:


sábado, 24 de outubro de 2015

A próxima segunda é a última do mês

A próxima segunda-feira é a última do mês, o que significa que vou estar, como habitualmente, no programa "Queridas Manhãs" da SIC.
Desta vez vamos falar de alguns aspectos do desenvolvimento infantil, para perceber quando são normais e quando são sinónimo de preocupação.
"O meu filho ainda não anda, será preocupante?"
"O meu filho ainda não tem dentes, terá algum problema?"
"O meu filho não fala, será normal?"
Não perca as respostas a estas e outras perguntas, na próxima segunda feira, nas "Queridas Manhãs".

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Doenças de infantário - o que fazer?

Este mês escrevi para a newsletter da Secção Pré-Ecolar da Porto Editora um artigo sobre doenças de infantário.
Como se trata de um tema extremamente frequente nesta altura do ano, deixo aqui o link para poderem consultar:



quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Quando é que o uso das novas tecnologias deixa de ser positivo e passa a ser preocupante?

Essa é mesmo a questão fundamental, porque com bom senso, tudo (ou quase tudo) pode ser permitido.
O problema é quando as crianças deixam de mostrar interesse por outros brinquedos, jogos, livros, achando tudo "uma seca", porque é menos estimulante. A própria interacção com os adultos e outras crianças passa para um plano secundário, o que é um verdadeiro contra-senso, uma vez que as crianças aprendem desde pequenas a socializar e é suposto que retirem prazer dessas relações que vão criando.

Tudo isto acaba por culminar numa de duas situações:
- castigos, porque os pais querem travar a "escalada" e sentem que já estão a perder o controlo
- cedência dos pais, o que leva as crianças a um verdadeiro "abandono tecnológico", ficando entregues a elas próprias e aos seus aparelhos
Em relação aos adolescentes, a questão prende-se também com a verdadeira "dependência" que muitos têm dos telemóveis e tablets. A palavra certa é mesmo dependência, porque em grande parte dos casos ultrapassa o limite do aceitável e passa a ser um comportamento patológico. Há muitos adolescentes (e adultos) que ficam em verdadeiro stress por estar algum tempo sem telemóvel, com mal-estar psicológico e, muitas vezes, manifestações físicas de batimento cardíaco acelerado, aumento da transpiração e tremor, entre outros. Ninguém tem dúvidas que tudo isto é extremamente preocupante e esta é uma área com a qual ninguém está muito à vontade para tratar. Penso que os próximos tempos trarão ainda mais mudanças...

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Puberdade precoce - sabe o que é?

No mês passado saiu na revista Activa um artigo sobre "Puberdade precoce", com a minha colaboração.
Para quem não teve oportunidade de ler, aqui fica o link:


sexta-feira, 2 de outubro de 2015

As eleições são mesmo para maiores de 18 anos?

Claro que sim, mas isso não implica que afastemos as nossas crianças destes "cenários" até essa idade e é mesmo sobre isso que decidi escrever hoje.
No próximo domingo (dia 4/10) vão decorrer as eleições legislativas em Portugal e, pelas sondagens (que têm um valor duvidoso, em grande parte das vezes), a abstenção pode atingir o maior valor de sempre. Isto parece-me muito preocupante, uma vez que nós já costumamos ter valores de abstenção muito próximos dos 50% e isso significa que metade da população não vai votar. Do ponto de vista pedagógico, o que estamos nós a ensinar aos nossos filhos?
Eu não tenho nenhum tipo de ligação ou preferência partidárias, pelo que me é relativamente fácil aconselhar as pessoas a votar. Para mim, qualquer voto é válido, desde que as pessoas vão mostrar a sua intenção e as suas ideias do que preferem para o país. E é mesmo aqui que eu acho que nós devemos incluir as crianças.
Na minha opinião (que pode ser discutível), o momento das eleições deve ser um momento de passeio em família, pois é a altura em que os pais vão poder escolher quem querem que "mande" em Portugal e os filhos devem claramente perceber isso. Devem, por isso, ir com os pais ver como se faz, para perceber que as eleições são um dever cívico e entenderem, desde que são pequenos, que esse é um acto nobre e importante, não algo que se vai fazer "só porque sim". Não me parece que a infância seja a altura para tentar "impingir" nenhum tipo de ideologia partidária (tal como se faz com o futebol, por exemplo), mas isso não implica que as crianças fiquem alheadas do momento eleitoral.
Sei que o desencanto político é grande, mas a melhor forma de o contrariar não é ficando em casa, mas sim votando. A abstenção não serve para nada, mas os votos brancos ou nulos mostram desagrado e (mais uma vez, na minha opinião), devem ser a opção para quem não concorda com nenhum dos candidatos (se calhar são preferíveis os votos nulos aos votos brancos, mas isso seria já outra história...).
Assim, o meu conselho é que deve ir votar e levar o seu filho consigo, aproveitando para ser um momento em família e não um acto isolado. Se as crianças perceberem desde cedo a importância das eleições, talvez num futuro a curto/médio prazo possamos ter níveis de abstenção muito mais baixos, o que seria muito, muito bom...



Nota: Para não haver nenhum tipo de interpretação "distorcida" deste texto, volto a afirmar que não tenho mesmo nenhum tipo de ligação partidária, seja a quem for. O meu conselho é só um: vote em quem achar melhor ou então vote nulo, mas leve os seus filhos consigo, explicando-lhes o que vai fazer e a importância da cruz que vai desenhar. Isso é pedágogico e, no meu entender, faz parte da educação cívica de qualquer criança.