Translate

Etiquetas

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Puberdade - o que é normal?

Ontem estive no programa "Queridas Manhãs" da SIC a falar sobre puberdade normal e puberdade precoce.

Sabe o que é normal?
E quais são os motivos de preocupação?
Quais as principais diferenças entre meninos e meninas?

Se não viu, pode ver o vídeo aqui.

Porque razão os casos de depressão estão a aumentar na idade pediátrica?

Ninguém sabe muito bem, até porque esse tipo de conclusão é muito difícil de fazer de forma clara. Numa altura em que os valores da Família e Compaixão são calados diariamente, faz algum sentido pensar um pouco no que se está a passar e, acima de tudo, perceber que soluções temos para oferecer...
Há, obviamente, alguns factores que podem justificar esse aumento, nomeadamente:
- pouco tempo que os pais passam com os filhos, fruto de condições profissionais complicadas, o que condiciona o suporte e acompanhamento de que as crianças necessitam para crescer saudáveis, equilibradas e seguras
- aumento do número de divórcios e uniões pouco "funcionais", pois quando não há harmonia em casa torna-se mais difícil manter a estabilidade emocional
- desemprego e pouco poder económico, que preocupa os pais e, consequentemente, acaba por "contagiar" também os filhos (a "crise" não é culpada de tudo, mas pode efectivamente agravar estas situações)
- pressão escolar exagerada, com múltiplos exames, trabalhos de casa, explicações, ... - estas situações são muito variáveis, mas não nos podemos esquecer que todas as pessoas precisam de algum tempo para si e as crianças e os adolescentes muito mais; é preciso brincar, sorrir, pensar, sem ter tarefas em cima de tarefas e preocupações em cima de preocupações e, infelizmente, hoje em dia as nossas crianças têm muito pouco tempo para elas, para serem efectivamente crianças
- maior exposição dos adolescentes nas redes sociais, o que os torna mais vulneráveis a todo o tipo de agressões e intromissões na sua vida privada (por pessoas estranhas ou até próximas)
Estes são apenas alguns exemplos de factores que claramente influenciam o equilíbrio emocional da nossa população pediátrica, mas certamente há mais para discutir. No entanto, gostaria também de acrescentar um outro factor, que é o facto de os profissionais de saúde estarem também mais alerta para estes diagnóstico, o que terá implicação, obviamente, no maior numero de diagnósticos que se fazem.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

A próxima segunda-feira é a última do mês

A próxima segunda-feira é a última do mês e, como de costume, vou regressar ao programa "Queridas Manhãs" da SIC.
O tema será "Puberdade normal e Puberdade precoce". Não perca!

10 dicas para uma amamentação feliz

É hoje em dia inquestionável que o leite materno é o melhor alimento para qualquer bebé.
No entanto, a amamentação nem sempre corre como esperado, pelo que faz sentido tentar antecipar alguns problemas para encontrar possíveis soluções.
Foi precisamente com esse propósito que escolhi o tema da amamentação para a minha colaboração mensal no site da Visão.
Se não o leu, pode fazê-lo aqui.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Qual a idade certa para as crianças colaborarem nas tarefas domésticas?

Há umas semanas fui desafiado pela revista Mood Magazine para escrever um texto sobre a colaboração das crianças nas actividades domésticas.
É um tema bastante interessante e sobre o qual não existem propriamente verdades absolutas, pelo que vale a pena reflectir um pouco sobre o assunto.

Se não o leu, pode consultá-lo aqui.


As crianças com febre devem ir à escola?

Esta é, sem dúvida, uma questão muito quente e que gera bastantes discussões, pelo que vou tentar analisá-la de uma forma prática e objectiva.
A maior parte das situações de febre em Pediatria diz respeito a infecções víricas, pouco graves e que passam com o tempo, sem necessidade de nenhum tipo de medicação. Partindo deste pressuposto, seriam poucas as situações de febre que deveriam contraindicar a ida para a Creche/Jardim/Escola por parte das crianças. Há inclusivamente um Decreto Regulamentar de 1995 que especifica quais as doenças de evicção escolar obrigatória (pode consultá-lo aqui).
No entanto, é importante também perceber que a febre é um marcador de que a infecção está activa e, mesmo que seja ligeira, pode indicar que existe risco de contágio. De qualquer forma, apesar de desconfortável, o contacto com estas doenças pode ser benéfico, pois ajuda a estimular as defesas do organismo, pelo que nem tudo é negativo.
Mesmo sendo muito comum, é um sintoma (e não uma doença!) que causa muitas vezes desconforto e mal-estar, pelo que dificulta a integração das crianças no seu meio escolar, uma vez que elas passam a ter necessidade de mais atenção e disponibilidade, que nem sempre é fácil de corresponder.
Fazendo um apanhado de todas estas condicionantes, e em jeito de conclusão, acho que as crianças com febre não devem por rotina ir à escola, sempre que haja outra alternativa. Acaba por ser bom para elas, que ficam num ambiente mais "mimado" um bocadinho (o que é agradável quando se está doente) e para as outras crianças, que acabam por ter menor probabilidade de serem contagiadas pelo microorganismos em causa.
Gostaria, contudo, de ressalvar uma situação, que acaba por ser uma realidade bastante presente. Há alguns pais que têm situações profissionais extremamente delicadas e para os quais a falta ao trabalho pode ditar a não renovação de um contrato e consequente despedimento. Apesar da lei os proteger na teoria, para esses casos é preciso ter alguma sensibilidade e não me choca que, pontualmente, crianças com febre possam ir à escola nessa condição, desde que a criança esteja bem, com bom estado geral e sem nenhum critério de gravidade ou sinal de alarme. De qualquer forma, volto a frisar que é uma situação de excepção, que não deve nunca ser encarada como regra.



segunda-feira, 9 de novembro de 2015

As crianças intolerantes à lactose podem comer iogurtes normais?

Depende da criança, mas na maior parte das vezes podem.
A intolerância à lactose é uma situação em que as pessoas não conseguem digerir o açúcar presente no leite (lactose) e, como tal, ficam com dor de barriga, barriga inchada ou diarreia.
A solução nesses casos passa por retirar a lactose da dieta, ou seja, evitar todos os alimentos que a contenham. Pode-se utilizar um leite sem lactose e, para as crianças, ter o cuidado também de só dar papas não lácteas e fazê-las com esse leite específico. Já em relação aos iogurtes e ao queijo, a questão é um pouco diferente. Esses alimentos contêm pouca lactose, uma vez que são fermentados no seu processo de fabrico, pelo que a maior parte das vezes as crianças podem comê-los, sem nenhum tipo de desconforto e costuma ser essa a recomendação.
No entanto, se mesmo assim os sintomas se mantiverem, a solução passa mesmo por experimentar iogurtes também sem lactose, pois pode haver crianças que têm uma intolerância completa, o que não lhes permite sequer consumir os iogurtes normais. 
Assim, em jeito de conclusão, a resposta é afirmativa (podem comer iogurtes normais), mas se não os tolerarem devem-se testar os iogurtes sem lactose, para ver se têm mais efeito.

sábado, 7 de novembro de 2015

Crianças e gadgets - um passo para a frente, dois para trás

No passado mês de Outubro iniciei uma colaboração regular com o novo site da Visão, fazendo parte da Bolsa de Especialistas.
O primeiro artigo já foi publicado e o tema é: "Crianças e gadgets - sim, mas só depois dos três anos".
Se não o leu, pode consultá-lo aqui.


sexta-feira, 6 de novembro de 2015

O meu filho fala muito alto - será normal?

Pode ser...
Muitas crianças falam alto apenas por uma questão de hábito, para imitarem outras crianças ou então os adultos e nesses casos não tem problema nenhum. No entanto, há algumas que falam alto porque não ouvem muito bem e aí já é preciso intervir.
Assim, se uma criança fala sempre alto, é importante que os pais tentem perceber se ela ouve bem, particularmente quando falam baixo ou então quando ela fala ao telefone. Se houver dúvidas em relação à audição da criança, deve ser observada por um otorrino.
Outros aspectos importantes a ter em atenção e que neste contexto podem ditar a necessidade de uma observação por otorrino são as infecções respiratórias ou otites de repetição e as crianças que ressonam quando estão a dormir, pois podem ser indícios de que a criança pode ter líquido nos ouvidos, o que pode dificultar a audição.


quinta-feira, 5 de novembro de 2015

O meu filho mete os joelhos para dentro a andar - será normal?

Esta é uma situação extremamente frequente e , na maior parte das vezes, é perfeitamente normal. Faz parte do desenvolvimento ortopédico das crianças andarem com os joelhos "para dentro" a partir dos 18 meses (mais ou menos), já que até lá o que se passa é exactamente o contrário, pois costumam ter as pernas arqueadas (ver post sobre esse assunto aqui).
Geralmente é uma situação que resolve até cerca dos 4-5 anos e só se isso não acontecer é que vale a pena observar para tentar perceber se há algo de errado. Há, inclusivamente, algumas crianças que metem tanto os joelhos "para dentro" que ficam com um andar trapalhão e até caem algumas vezes, mas isso não tem nenhum significado.
Também aqui o tempo é nosso amigo e acaba ir resolver a esmagadora maioria dos casos, pelo que não vale a pena estar a pensar em sapatos ortopédicos ou algo do género, salvo algumas excepções...