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terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Mito - Quando os bebés olham para trás podem ficar estrábicos

Apesar de esta ser uma crença muito frequente, não tem qualquer fundamento científico. 
O estrabismo ("olhos trocados") desenvolve-se sempre que há alguma dificuldade em controlar os músculos dos olhos e pode ter origem nos próprios músculos ou então nos nervos que os regulam. Assim, não tem nada a ver com posições adoptadas voluntariamente pelos bebés/crianças.
É certo que nos primeiros seis meses os bebés muitas vezes trocam os olhos de forma intermitente, ou seja, às vezes estão bem e outras vezes  não, mas desde que seja só por vezes isso não tem qualquer significado. Por vezes reviram os olhos ao adormecer ou então só para experimentar ou "provocar", mas isso também não tem nenhum problema.
Deste modo, pode ficar tranquila se o seu bebé olha para trás quando está deitado, porque não vai ser por isso que vai ter algum tipo de problema nos olhos. 
Pode mesmo ficar descansada, não precisa de ir logo a correr corrigir a posição dele ou tapar-lhe os olhos...


quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Feliz Natal!

A todos os leitores deste blogue, aos seus familiares e aos seus "pequenotes", aqui fica o meu sincero desejo de um Santo e Feliz Natal!


terça-feira, 20 de dezembro de 2016

4.500.000!

Atingimos hoje as 4.500.000 visitas no blogue!
Muito obrigado a todos os que contribuíram para este fantástico número...
Continuemos, rumo aos 5.000.000!!!



domingo, 18 de dezembro de 2016

O meu filho anda com pouco apetite - será normal?

A alimentação das crianças é sempre um motivo de grande preocupação por parte dos pais, principalmente quando as crianças passam por fases em que se alimentam pior. No entanto, é fundamental perceber que algumas dessas fases são perfeitamente normais e é mesmo suposto que aconteçam.
O apetite das crianças é uma característica extremamente variável, pelo que deve ser encarado com alguma “serenidade”, de forma a não condicionar muito o seu dia-a-dia. Depende de diferentes factores, dos quais os mais importantes são os seguintes:
  • Idade da criança – No primeiro ano de vida a velocidade de crescimento é muito elevada, pelo que os bebés têm necessidade aumentadas de comer, para poderem suprir as suas necessidades. A partir dos 12 meses essa velocidade vai-se reduzindo, o que faz com que as crianças comam menos, porque na realidade não precisam de tanto (ver post sobre este assunto - O que é a anorexia fisiológica do 2º ano?).
  • Tipo de comida – Todos nós temos as nossas preferências alimentares e com as crianças passa-se exactamente o mesmo. Apesar de a escolha não ser inteiramente delas, temos que perceber que elas não gostam da mesma forma de todos os alimentos e isso vai condicionar, obviamente, o apetite que apresentam.
  • Estado de saúde/doença – Sempre que uma criança está doente (ou quase sempre), isso reflecte-se no seu apetite. Nessas situações acabam por comer menos e isso é perfeitamente normal, podendo esta queixa durar cerca de 1 semana. Com a resolução da doença, o apetite vai também melhorando gradualmente até se restabelecer por completo.
  • Picos de crescimento – O crescimento das crianças não é completamente linear e gradual, o que faz com que as necessidade do organismo vão também variando. Há alturas em que crescem mais (os chamados picos ou surtos de crescimento) e, consequentemente, acabam por comer também mais e alturas em que não crescem tanto, o que faz com comam pior.
  • Contexto – A maior parte das crianças gosta de rotinas e, quando ocorre uma mudança no seu dia-a-dia (férias, por exemplo), isso vai reflectir-se no seu comportamento, no qual se inclui também o apetite e alimentação. É frequente comerem pior nessas alturas e, se a redução não for muito drástica, acho que é algo que deve ser visto com tranquilidade e com alguma cedência por parte dos pais (mas sem nunca perder o controlo da situação!)

De um modo geral, a maior parte dos pais habitua os seus filhos a comer demais. No entanto, apesar de não ser fácil, é importante que aprendam a respeitar os sinais de fome e saciedade das crianças, porque esse é o melhor indicador da quantidade de comida que devem comer.

Em jeito de conclusão, gostaria apenas de reforçar a ideia de a forma mais adequada de ver se a criança se está a alimentar como deve é pela sua evolução de peso, pois se estiver bem quer dizer que ela está a comer o que precisa. Isso é mesmo o mais importante…

domingo, 11 de dezembro de 2016

Esterilizar chupetas e biberões - sim ou não?

A vontade de proteger os bebés de micróbios potencialmente perigosos é uma preocupação permanente dos pais que, apesar de ser claramente compreensível, é um pouco exagerada na maior parte das situações. A maioria dos microorganismos que nos rodeiam não nos faz mal e é importante esclarecer alguns aspectos para entender melhor esta afirmação.
O primeiro prende-se com o desenvolvimento do sistema imunitário dos bebés. No primeiro mês de vida as defesas ainda não estão completamente estabelecidas, pelo que faz sentido ter alguns cuidados particulares. Por esse motivo, não me parece descabido que se esterilize chupetas e biberões nessa altura, mesmo sabendo que se está a “pecar por excesso”. A partir dessa idade os bebés ficam cada vez mais “competentes”, pelo que as preocupações podem e devem ser cada vez menores.
O segundo aspecto tem a ver com as mudanças no comportamento. A partir dos 3 meses os bebés passam a explorar tudo com a boca (numa fase inicial as mãos e, posteriormente, tudo o que encontram). Isto quer dizer que andar a esterilizar chupetas e biberões passa a ser um contra-senso, quando os bebés apanham um brinquedo do chão e o colocam imediatamente na boca.

Por fim, convém esclarecer também que o contacto com os microorganismos é muito importante para o correcto desenvolvimento do sistema imunitário das crianças e que a falta dessa estimulação pode condicionar alterações no futuro. Ao longo de todo o intestino existem diferentes locais onde as partículas estranhas que se ingerem (incluindo os micróbios) vão contactando com o nosso sistema de defesa. É este contacto que vai fazer com que cada pessoa seja capaz de distinguir o que é “normal” e tolerável do que é “anormal” e potencialmente nocivo. Se esse processo não acontecer ou for ocorrendo em menor escala, o sistema imunitário não se desenvolve como deve e, actualmente, pensa-se até que isso possa ser responsável pelo aumento que se tem observado nas doenças alérgicas e auto-imunes.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Natal em duas casas

Sendo o Natal a festa da família, como é que se gere essa realidade quando um casal se separa?
De que forma podemos ajudar as crianças a manter o espírito natalício aceso perante essa realidade?
Este é, sem dúvida, um tema extemamente actual e foi por esse motivo que eu o escolhi para o meu texto da revista Saúda deste mês.
Se não o leu, pode fazê-lo clicando aqui.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

As crianças precisam de ficar em casa quando estão doentes?

Nesta altura do ano é muito frequente as crianças ficarem doentes, principalmente com as famosas "viroses".
Quando isso acontece, têm que ficar em casa?
Foi esse o tema que escolhi para o meu artigo deste mês do site da revista Visão. Se não o leu, pode fazê-lo clicando aqui.

sábado, 26 de novembro de 2016

Dúvidas dos espectadores

Na passada sexta-feira estive na rubrica "Os Doutores", do programa Queridas Manhãs da SIC.
Falámos sobre algumas dúvidas colocadas pelos espectadores, nomeadamente:
- Diabetes - o que é e como se trata?
- Desparasitação - ainda vale a pena tomar o remédio das lombrigas?
- Dor de barriga - será a menstruação?
Se não viu, pode consultar o vídeo clicando aqui.

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Amanhã vou estar n'Os Doutores

Tal como escrevi no meu último post, amanhã inicio uma nova participação no programa "Queridas Manhãs" da SIC, na rubrica "Os Doutores". 
Vamos falar sobre algumas das dúvidas colocadas pelos espectadores do programa, portanto não perca e participe na conversa!

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Fim do "meu" Consultório Pediátrico nas "Queridas Manhãs" da SIC

Por motivos de reestruturação dos conteúdos das "Queridas Manhãs" da SIC, a minha participação na última segunda-feira de cada mês vai deixar de acontecer.
No entanto, vou continuar a colaborar no programa, mas na rubrica "Os Doutores", que acontece todas as sextas-feiras. Não será todas as semanas (será algo com um cariz mais "pontual"), pois estará sempre dependente dos temas a abordar em cada programa, mas quando acontecer divulgarei antecipadamente no blogue, como sempre faço.
A primeira participação vai ser já na próxima sexta-feira, dia 25.
Não perca!

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Crianças só têm 63 minutos por dia para poder brincar ao ar livre

No mês passado saiu no Diário de Notícias um artigo sobre a importância das crianças brincarem ao ar livre.
Trata-se de um tema muito interessante e extremamente actual, com imensas repercussões no desenvolvimento dos mais pequenos. Se não o leu, pode fazê-lo clicando aqui.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Manifesto a favor das refeições em família

É uma realidade indiscutível que o tempo passa sempre a correr, pelo que importa termos momentos no nosso dia-a-dia em que consigamos usufruir dele de forma mais tranquila. Nem tudo tem que ser feito "depressa e à pressa" e as refeições devem ter esse papel "calmante", pois devem ser tranquilas e servir como um momento de partilha entre os membros da família.
Este foi o tema que escolhi para o meu artigo deste mês para o site da revista Visão. Se não o leu, pode fazê-lo clicando aqui.

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

É boa ideia deixar os filhos na casa dos avós para os pais poderem sair um pouco?

Sim, pode ser.
Claro que é sempre uma decisão dos pais, que tem muitas “subjectividades”, mas não existe propriamente nenhum problema em fazer isso. Pelo contrário, pode até ter algumas vantagens, quer para a criança, quer para os pais, pelo que importa pensar um pouco sobre a melhor forma de fazê-lo, nomeadamente e relação à idade da criança e ao modo de actuar perante a distância.

A partir de que idade é que se deve começar a fazê-lo?
Não existe propriamente regra, mas é importante ter alguns aspectos em consideração.
O primeiro tem a ver com a necessidade de segurança que todas as crianças precisam.  Isso traduz-se, obviamente, no seu desenvolvimento e há alguns marcos que podem influenciar a decisão de os deixar ficar ou não, tais como:

  • nos primeiros meses pode ser difícil, principalmente se a mãe estiver a amamentar, pela necessidade de proximidade física
  • os bebés começam a estranhar a partir dos 5-6 meses – até essa altura não estranham e, portanto, é mais fácil ficarem com pessoas que não sejam os pais
  • a ansiedade de separação (dificuldade em separar-se dos pais) torna-se mais evidente a partir dos 18 meses - pode dificultar um pouco este tipo de situação
  • até aos 2 anos as crianças precisam de contacto físico para se sentirem seguras – como não falam até essa idade, não conseguem verbalizar bem o que sentem e acabam por precisar mais do contacto físico


Assim, provavelmente a partir dos 4 meses pode ser uma opção deixar de vez em quando os filhos com os avós, embora volto a dizer que é uma questão muito pessoal. No início pode ser por pouco tempo (1 almoço, por exemplo) e depois vai-se aumentando progressivamente (1 jantar, 1 ida ao cinema, 1 noite, …).
De qualquer forma, importa também reforçar a ideia de que esta opção deve ser uma excepção e não a regra, pois apesar dos avós serem extremamente importantes, devem ser os pais a ficar responsáveis pela educação e acompanhamento dos filhos, salvo algumas excepções.

"Dia Nacional da Segurança Infantil"

Esta é uma petição organizada pela APSI (Associação para a Promoção da Segurança Infantil), uma organização extraordinária e que tem feito um trabalho notável em relação à promoção da segurança em Portugal.
Tem como objectivo propor a criação de um "Dia Nacional da Segurança Infantil", algo que, na minha opinião, faria todo o sentido. Assim, se puder ajudar e assinar esta petição, agradecia imenso.
Veja abaixo o comunicado da APSI na íntegra.

«Com o mote “EU OLHO, TU OLHAS, NÓS OLHAMOS”, a APSI tem a decorrer uma petição com o objetivo de instituir o ‘Dia Nacional da Segurança Infantil’.
E estabelecemos como meta alcançar as 4.000 assinaturas até ao fim do mês de novembro. Se conseguirmos atingir este número a petição será apreciada diretamente em Plenário da Assembleia da República.
Faltam apenas 400 assinaturas! Estamos certos de que o seu apoio pode contribuir de forma significativa para esta causa.
Hoje, os acidentes ainda constituem a maior causa de morte nas crianças e jovens em Portugal. 
Para além do sofrimento da vítima e da sua família, são enormes os custos sociais e económicos que os acidentes representam.
80% destes acidentes podem ser evitados com a implementação de medidas de prevenção.
Há mais de 20 anos que a APSI trabalha para diminuir o número e a gravidade destes acidentes assim como as suas consequências para as crianças e jovens em Portugal.
O nosso objetivo é dar maior visibilidade a este problema, dedicar-lhe um dia inteiro, anualmente, para que todos se lembrem da sua existência, para mais facilmente divulgar, sensibilizar, educar e intervir.
Um pequeno passo pode levar-nos mais longe.
Participe ativamente na segurança das crianças e ajude-nos a instituir o Dia Nacional da Segurança Infantil.
Porque há assuntos demasiado sérios para brincar, esta é uma responsabilidade de todos.
Divulgue e assine a petição em http://peticaopublica.com/psign.aspx?pi=dseginf.
A APSI agradece a sua colaboração.»

sábado, 5 de novembro de 2016

200.000 num mês

No mês passado ultrapassamos um recorde de visitas, com mais de 200.000 num só mês.
A todos os que contribuíram para este fantástico número, muito obrigado!


quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Meningite - sabe o que é?

Ontem de manhã estive no programa informativo da SIC, para falar sobre "meningites".
Este é um nome assustador para todos os pais, pelo que importa clarificar o que é afinal uma meningite, quais os seus riscos e o que se pode fazer para prevenir.
Se não viu, pode fazê-lo clicando aqui.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

A introdução dos novos alimentos

A introdução dos novos alimentos cria sempre alguma ansiedade aos pais, pois é um marco importante no desenvolvimento de qualquer criança.
Foi precisamente por esse motivo que escolhi este tema para o meu texto mensal da revista "Saúda".
Se não o leu, pode fazê-lo clicando aqui.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Alguns conselhos para quando se separar dos seus filhos...

1 – Evite despedidas muito prolongadas – Não acho que se deva deixar os filhos a chorar, mas despedidas muito prolongadas criam confusão e insegurança às crianças, porque percebem que os pais também não estão seguros em deixá-los ficar. Por outro lado, pode passar a mensagem de que a separação é muito longa e criar receios à criança

2 – Avise com antecedência, mas com bom senso – As crianças gostam de previsibilidade, pelo que deve avisar o que se vai fazer. De qualquer forma, esse aviso não deve servir para criar angústias, é apenas uma informação e preparação, que não precisa de ser feita com muita ansiedade. A opção de não avisar previamente pode minimizar a duração da “angústia”, mas serve apenas para criar desconfiança e não me parece boa opção

3 – Mantenha algum contacto com a criança, mas sem ser exagerado – Os telefonemas (com ou sem vídeo) são uma boa forma dos pais se manterem perto, mesmo estando à distância. De qualquer forma, não devem ser um “massacre” e devem apenas ser usados pontualmente. Por outro lado, é importante perceber que muitas vezes as crianças não acham muita "piada" a falar ao telefone, principalmente se estiverem entretidas a fazer alguma coisa de que gostem. É preciso respeitar isso, porque força-las a falar não traz vantagens nenhumas e pode até criar situações de conflito

4 – Estar disponível para “voltar atrás” se as coisas não correrem bem – Não acho que se deva ceder à primeira adversidade, mas se a experiência não estiver a ser positiva, deve haver um plano B (principalmente nas primeiras vezes) para não transformar a situação numa experiência traumatizante ou dramática

terça-feira, 18 de outubro de 2016

As crianças e as dores de barriga

No meu artigo inaugural para a Revista Saúda decidi escrever um texto sobre as dores de barriga nas crianças, um problema extremamente comum e nem sempre fácil de valorizar.
Se não o leu, pode fazê-lo clicando aqui.

domingo, 16 de outubro de 2016

Qual é o papel dos avós na educação dos netos?

É fundamental!
Sempre que possível, deve-se fomentar o contacto das crianças com os avós, porque são um exemplo a seguir e uma fonte de equilíbrio emocional e tranquilidade para os netos (na maior parte das vezes).
Claro que, de um modo geral, há algumas (bastantes) diferenças entre a forma de educar dos pais e dos avós, mas se não houver grandes diferenças nos pilares e valores familiares mais importantes, atrevo-me a dizer que até é bom que seja assim. Isso vai permitir à criança adequar o seu comportamento a cada situação em particular, o que acaba por estimular a sua perspicácia e inteligência. Geralmente os avós são mais permissivos (costuma-se dizer, com alguma piada, que “os pais educam e os avós deseducam”), mas isso não tem que ser necessariamente mau. Pelo contrário, pode servir para criar uma cumplicidade saudável entre avós e netos, desde que não perturbe a forma de educar dos pais.
Também a perspectiva de brincar dos avós é diferente (geralmente menos “tecnológica”), o que acaba por poder ser uma vantagem para as crianças, que percebem que é possível passar o tempo de forma diferente.

Infelizmente, com o alargar da idade da reforma, vemos cada vez menos tempo disponível dos avós para estar com os netos, o que condiciona um pouco esta relação natural e salutar de “passagem de testemunho” entre gerações.

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

5 dicas para ajudar a estimular a linguagem do seu filho

A linguagem é parte integrante do desenvolvimento de todos os bebés, mas é algo que deve ser estimulado desde o nascimento.
Foi precisamente por esse facto que decidi escolher este tema para o meu texto deste mês do site da revista Visão.
Se ainda não o leu, pode fazê-lo clicando aqui.

Chegamos aos 4.000.000!

Acabamos de atingir os 4.000.000 de visitas neste blogue!
Muito obrigado a todos os que contribuíram e contribuem para este número. Estamos ainda em "crescendo", portanto continuemos rumo aos 5.000.000!



quarta-feira, 12 de outubro de 2016

O meu filho está com dor nos testículos - o que posso fazer?

A dor nos testículos é uma situação relativamente frequente, mas que requer sempre uma observação médica urgente.
Na maior parte das vezes é causada por uma inflamação provocada por vírus, mas nalguns casos pode significar um quadro mais grave: uma torção do testículo. Esta situação acontece sempre que o testículo roda sobre si mesmo, o que faz com que o sangue não consiga passar. Se o quadro não for revertido atempadamente, pode-se tornar irreversível e originar a "morte" do testículo afectado, que terá que ser removido através de uma operação. Para evitar que o quadro tenha este desfecho, pode ser necessário fazer uma cirurgia para corrigir a situação, mas isso só é possível se o diagnóstico for feito atempadamente (geralmente requer a realização de uma ecografia para confirmação).
Assim, reforço a ideia de que sempre que um menino tem dor nos testículos deve ser observado com urgência por um médico, particularmente se o testículo afectado estiver mais duro, inchado e escuro do que habitualmente. Esta é, claramente, uma das situações em que mais vale "pecar por excesso" do que deixar o quadro evoluir.

sábado, 8 de outubro de 2016

O que é a neofobia?

Neofobia significa literalmente "medo do que é novo" e é uma característica do comportamento alimentar da maioria das crianças a partir dos 2-3 anos.
Não é invulgar, com essa idade, as crianças começarem a dizer que não gostam de determinados alimentos só porque têm um aspecto diferente (muitos dos quais elas até comiam previamente), tais como ervilhas, cenoura ou feijões, por exemplo. A melhor forma de contornar esta questão é fazer um esforço para que eles contactem com todos o tipo de sabores, cores e texturas nos primeiros 2 anos de vida, pois isso vai fazer com eles "estranhem" menos quando forem maiores.
Uma vez instalada a neofobia, o ideal é mesmo tentar negociar para que a criança aceite provar os alimentos em questão, pois muitas vezes é mesmo uma questão do primeiro contacto. Se gostar do sabor, depois acaba por comer sem problemas. A maior dificuldade é convencê-los a experimentar...

A dificuldade de se separar dos filhos

Hoje em dia há muitos pais que têm, pelos mais diversos motivos, muitas dificuldades em separar-se dos filhos.
Foi precisamente esse o tema que escolhemos para o nosso consultório pediátrico do dia 19 de Setembro no programa "Queridas Manhãs" da SIC.
Se não viu, pode fazê-lo clicando aqui.

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Tempos livres "felizes"...

Em Agosto deste ano iniciei um novo projecto, passando a colaborar de forma permanente com a Revista "Saúda" da Associação Nacional de Farmácias.
Um dos temas sobre o qual decidi escrever foi sobre as actividades extra-curriculares, um tema muito presente neste início do ano lectivo.
Se não teve oportunidade de ler, pode fazê-lo clicando aqui.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Geocaching - sabe o que é?

Numa altura em que se fala tanto do jogo Pokemon Go, decidi escrever sobre algo que, apesar de menos mediático, é capaz de ser uma opção bem mais interessante para se fazer em família: o Geocaching.
Trata-se de um jogo, uma espécie de "caça ao tesouro" em que o objectivo é descobrir as chamadas caches, que se escondem tanto em meios urbanos como periféricos. Podem ser pequenas caixas, rolos de papel ou apenas enigmas que têm que ser descobertos por quem joga. Existem actualmente mais de 2.500.000 caches espalhadas por todo o Mundo e, só em Portugal, mais de 30.000 participantes deste "jogo".
O modo de funcionar é muito simples: através do site www.geocaching.com ou da App do site pode ter acesso ao mapa onde estão assinaladas todas as caches. Depois, só tem que seleccionar uma delas e, através das coordenadas GPS que lhe são dadas, chegar ao local. A maior parte tem ainda uma dica/enigma para decifrar e que lhe permite ajudar a encontrar o local onde se esconde o "tesouro". Este é apenas 1 papel onde escrevemos o nosso nome, para comprovar que estivemos ali e que permite podermos registar no nosso mapa online que descobrimos a respectiva cache. Com isso, aparece nesse ponto um smile e, claro, o objectivo é encher o mapa com esses bonequinhos amarelos bem sorridentes. Não é uma actividade materialista, porque na verdade não se ganha nada de "palpável", apenas o prazer de conseguir descobrir o local indicado. Apesar disso, nalgumas caches existem pequenos objectos, que as pessoas vão trocando por outros, como uma forma de comunicação com quem vier a seguir.
Cada cache tem um significado, que pode ser dar a conhecer um local ou monumento, uma história ou simplesmente assinalar algo que se pretende celebrar.
Aqui ficam algumas vantagens do Geocaching, quando realizado em família:

  • é uma actividade de exterior e que acaba por fomentar a actividade física
  • permite o contacto com a Natureza e conhecer locais que, de outra forma, não se conheceria
  • estimula as crianças a decifrar dicas e enigmas
  • tem o "bónus" das trocas, que as crianças valorizam sempre pelo factor surpresa
Se ficou entusiasmado, o melhor conselho que lhe posso dar é: experimente! Vai ver que é ainda mais interessante quando começar a jogar...



domingo, 18 de setembro de 2016

Bebés e animais de estimação: uma relação perigosa?

Quando se tem um bebé em casa é frequente surgirem algumas dúvidas relativamente à presença simultânea de um animal de estimação, pelo que este é um assunto que levanta sempre bastantes questões aos pais.
Foi por esse motivo que decidi escolher este assunto para o meu texto deste mês do site da vista Visão.
Se não o leu, pode fazê-lo clicando aqui.


quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Na próxima segunda-feira há "Pediatria para todos" na SIC

Na próxima segunda-feira vou estar no programa "Queridas Manhãs" da SIC (não é a última do mês, mas desta vez vai ser uma semana mais cedo) e vamos falar da dificuldade que alguns pais sentem quando se separam dos filhos.
Será boa opção deixar os filhos na casa dos avós para os pais terem uma saída "a dois"?
E qual é o papel dos avós na educação dos netos?
Não perca a resposta a estas e outras questões já na próxima segunda-feira!

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Comunicar com crianças - uma dica simples

Nesta semana fui contactado pela jornalista Sónia Calheiros do site da revista Visão para colaborar num artigo sobre "escuta activa", que teve como mote o facto do Príncipe William se baixar muitas vezes para se colocar à altura do seu filho quando fala com ele.
Se não o leu, pode fazê-lo aqui.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

A próxima segunda-feira é a última do mês!

A próxima segunda-feira é a última do mês e, como é hábito, vou estar no programa "Queridas Manhãs" da SIC.
Desta vez vamos falar sobre a dificuldade que os pais têm de se separar dos filhos.
Não perca!

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

O meu filho teve febre e agora tem manchas no corpo - será normal?

Esta é uma situação bastante frequente em Pediatria e que cria alguma ansiedade aos pais. No entanto, trata-se de uma situação perfeitamente "benigna", que importa desmistificar.
Existe uma doença que se chama Exantema Súbito e que corresponde exactamente à descrição apresentada. É uma infecção vírica (ver post sobre esse assunto aqui), que não implica nenhum cuidado particular nem tem risco de complicações.
Caracteristicamente, a evolução é a seguinte:

  1. Febre com duração de cerca de 3 dias - nos picos febris a criança pode ficar mais desconfortável, mas quando a temperatura baixa nota-se uma melhoria significativa
  2. Manchas na pele - surgem no dia a seguir ao desaparecimento da febre e, geralmente, são rosadas e não palpáveis; não costumam causar comichão nem nenhum tipo de desconforto e duram cerca de 3 dias
Por fim, gostaria apenas de realçar que a ocorrência em simultâneo de febre e manchas na pele constitui um sinal de alarme apenas quando estas surgem nas primeiras 24h de febre e, principalmente, se estiverem associadas a um mau estado geral da criança e não desaparecerem quando se pressiona a pele. Nesses casos implicam sempre uma observação médica urgente.

O meu filho tem uns "carocinhos" no pescoço - é normal?

Quase todas as crianças acabam por ter, em alguma fase da sua vida, uns "talinhos" ou "carocinhos" no pescoço.
Apesar de ser algo que assusta bastante os pais (com medo que se trate de uma leucemia ou outra doença grave), a maior parte das vezes não tem significado nenhum e é mesmo uma manifestação normal, que significa que o organismo está a funcionar como deve.
Todos nós (e as crianças também) temos no pescoço e em outros locais do corpo umas estruturas que se chamam gânglios linfáticos. Na verdade, são estruturas de defesa que servem apara ajudar a combater as infecções e que estão situados nos locais em que há mais probabilidade de virem a ser úteis. Um desses locais é o pescoço e é por isso que se notam sempre esses gânglios quando as crianças estão constipadas, com uma amigdalite, uma otite ou outras infecções do género. Significa que o organismo está a combater a infecção e, por esse motivo, é uma resposta considerada "normal".
No entanto, há algumas situações em que nem sempre é assim, pelo que convém conhecer quais os sinais de alarme, que implicam uma observação médica cuidada e atempada e que são os seguintes:

  • gânglios com mais de 1cm de tamanho no pescoço ou mais de 1,5cm nas virilhas ou axilas
  • gânglios muito duros (tipo "pedra) ou que estão aderentes à pele ou aos tecidos mais profundos
  • gânglios que crescem muito rapidamente em pouco tempo
  • gânglios palpáveis em mais do que uma das zonas habituas (pescoço, axilas e virilhas) ao mesmo tempo
  • associação a emgrecimento, mal-estar geral, sangramento frequente das gengivas ou de outros locais, infecções de repetição ou cansaço fácil
Posto isto, volto a reforçar que a maioria das vezes os gânglios aumentam como resposta a doenças pouco graves e frequentes. No entanto, há algumas excepções, que geralmente se manifestam com os sinais de alarme que enumerei acima, pelo que é importante estar atento à sua presença.

6 dicas para escolher os lanches escolares

O ano lectivo está a começar e, com ele, vêm muitas vezes as más escolhas alimentares.
O principal exemplo disso são os lanches escolares que são, grande parte das vezes, completamente desadequados e desequilibrados do ponto de vista nutricional.
Por esse motivo, decidi escrever sobre este tema no meu texto mensal para o site da revista Visão.
Se não o leu, pode fazê-lo clicando aqui.


sábado, 13 de agosto de 2016

Repelentes de mosquitos - como escolher?

Nesta altura do ano as melgas e mosquitos são extremamente comuns e é muito frequente ver crianças com picadas destes insectos. Muitas delas fazem reacções na pele, por vezes exuberantes (ver post sobre esse assunto aqui), pelo que convém perceber de que forma é que se consegue prevenir que isso aconteça.
Há, actualmente, várias opções de repelentes no mercado, pelo que deixo uma breve análise a cada uma delas:

  • Repelentes ultrassónicos - São eléctricos (de ligar à "tomada" ou a pilhas) e têm a grande vantagem de não utilizar produtos químicos para afastar os mosquitos. São os mais indicados para bebés pequenos, mas podem também ser utilizados para crianças maiores. A sua eficácia é um pouco variável, mas pode ser optimizada pela colocação correcta do dispositivo. Como funciona por ultrassons deve estar sempre colocado num local onde não existam barreiras físicas (mesinha de cabeceira, móveis, ...), porque os ultrassons propagam-se pelo ar e, se houver um obstáculo, perdem o seu efeito. Este aspecto é muito importante, porque condiciona completamente a sua eficácia.
  • Repelentes eléctricos químicos - São, provavelmente, os mais eficazes. Apesar de não haver grandes estudos pediátricos relativamente à sua utilização, são seguros e podem ser usados. A melhor forma de o fazer é ligá-los no quarto quando se chega a casa e desligar quando se vai dormir. Outra opção é deixá-los sempre ligados nas zonas comuns de acesso aos quartos, para impedir a entrada de mosquitos (atenção às janelas abertas dos quartos, que "boicotam" esta opção).
  • Pulseiras anti-mosquitos - São uma opção segura, embora tenha que ser respeitada a idade estabelecida pelo fabricante. A sua eficácia é relativamente boa e têm a vantagem de poder servir de "adorno" para os meninos mais vaidosos. Funcionam até a criança ir para a cama e, depois, podem ser colocadas na própria cama, para continuar a fazer efeito.
  • Repelentes de aplicação na pele - São uma boa opção quando a criança vai para espaços exteriores e há alguns que podem ser utilizadas desde os primeiros meses de vida, o que é uma vantagem. Quando a criança estiver a dormir são menos eficazes, porque a criança tapa-se e vão perdendo o seu efeito com o contacto com a roupa.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

15.000 likes!

Hoje atingimos os 15.000 likes na página de facebook deste blogue "PEDIATRIA PARA TODOS"!

Já colocou o seu?
Se não o fez, pode fazê-lo em clicando aqui.

Continuemos, rumo aos 20.000...
Obrigado!


quinta-feira, 28 de julho de 2016

Dicas para quem vai de férias com crianças

Verão é sinónimo de férias para grande parte das pessoas mas, quando se viaja com crianças, é preciso ter alguns cuidados particulares.
Foi esse o tema que escolhi para o meu texto deste mês do site da revista "Visão" e que pretende dar algumas dicas para poder usufruir melhor das suas férias em família.

Se não o leu, pode fazê-lo aqui.

O que fazer perante um escaldão (queimadura solar)?

O primeiro aspecto a reforçar é que todos as queimaduras solares devem ser evitadas e isso pode-se conseguir através de uma série de medidas de protecção, que enumerei já num post sobre esse assunto (pode consultá-lo clicando aqui).
No entanto, se mesmo assim o seu filho apanhar um "escaldão", deve tomar as seguintes precauções:

  • aplicar um creme pós-solar, que geralmente tem um efeito calmante e reparador
  • passadas algumas horas pode começar a aplicar um creme restaurador hidratante, de preferência com bastante vitamina A e E (e também zinco); deve aplicá-lo, pelo menos, 2-3 vezes por dia
  • dar medicação para as dores e/ou comichão, se necessário
  • usar roupas leves e de algodão (de preferência brancas), para não "irritarem" a pele
  • dar banhos mais curtos e com água mais tépida (pouco quente)
Mesmo depois de passar a queimadura deve continuar a a hidratar bem a pele, para ajudar na sua regeneração.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Será que o meu filho é hiperactivo?

Na passada segunda-feira estive no programa "Queridas Manhãs" e o tema foi a Perturbação de Hiperactividade e Défice de Atenção. 
É um tema muito actual é que levanta muitas questões, pelo que se não viu a entrevista, pode fazê-lo clicando no link abaixo:


sábado, 23 de julho de 2016

3.500.000 de visitas!

Ontem atingimos o fantástico número de 3.500.000 visitas!
A todos quantos contribuíram (e contribuem) para chegar aqui, o meu MUITO OBRIGADO!
Continuemos, rumo aos 4.000.000...

quinta-feira, 21 de julho de 2016

O que é a intolerância à lactose?

A intolerância a lactose é a dificuldade em fazer a digestão do açúcar presente no leite, que se chama lactose. Para fazer essa digestão, utiliza-se uma enzima que é produzida no intestino e que se chama lactase, mas há algumas pessoas que não produzem essa enzima em quantidade suficiente. Assim, vão ser incapazes de digerir a lactose e vão ter os sintomas derivados dessa dificuldade e que podem ser:

  • gases em excesso
  • barriga inchada
  • dor de barriga
  • diarreia frequente.
  • desconforto com o consumo de leite e derivados

Existe uma grande variabilidade nas manifestações, porque tudo depende do nível de enzima que a pessoa produz. Quem produz mais enzima vai tolerar a ingestão de uma quantidade maior de leite e derivados do que quem produz menos.
Na suspeita de haver uma intolerância à lactose a solução é só uma: reduzir a ingestão de lactose. A maior fonte desse açúcar é o leite, pelo que se deve trocar para um leite sem lactose (seja leite adaptado ou de vaca). Os outros produtos lácteos (iogurte e queijo, por exemplo) são fermentados e têm muito pouca lactose, motivo pelo qual geralmente não é necessário retirá-los da dieta, exceto se causarem mal-estar quando consumidos. Se com estas medidas simples a criança melhorar, fazemos o diagnóstico e deve-se manter a dieta sem lactose, pelo menos temporariamente (cerca de 8 semanas). Depois desse período reintroduz-se o leite habitual da criança, sempre de forma progressiva e sob vigilância, observando se não surgem novamente sintomas de intolerância.

quinta-feira, 14 de julho de 2016

O meu bebé tem as unhas dos pés a "descamar" - será normal?

Esta é uma dúvida extremamente frequente nas consultas, porque realmente é algo muito comum.
Na maior parte das vezes não tem nenhum tipo de problema e deve-se apenas ao facto das unhas serem ainda "imaturas" e os ligamentos que as compões estarem pouco desenvolvidos. Esta situação atinge mais frequentemente os dedos grandes dos pés e a unha fica com uma espécie de um traço a todo o comprimento e começa a "descascar" acima desse local, mantendo uma unha mais fina por baixo. Não exige nenhum tipo de tratamento e tem tendência a corrigir com o crescimento.
No entanto, há algumas alterações um pouco diferentes mas que se podem confundir, pelo que é importante levar o seu filho ao médico se a unha:
- ficar amarelada ou mais escura
- ficar mais grossa
- começar a "encravar"
Não é habitual surgirem estas queixas, mas se acontecer implicam sempre uma observação médica.

A não perder no dia 25 de Julho...

No próximo dia 25 de Julho é a última segunda-feira do mês e, como habitualmente, vou estar no programa "Queridas Manhãs" da SIC.
Desta vez vamos falar sobre Hiperactividade e défice de atenção, um tema muito actual e controverso...
Não perca!

quinta-feira, 7 de julho de 2016

O que é uma otite serosa?

O ouvido médio é uma cavidade que se situa por trás do tímpano (membrana fina que existe dentro do canal auditivo e das orelhas) e que, em condições normais, está preenchida por ar. No entanto, há situações que fazem com que se acumule líquido nessa cavidade e, se o organismo não for capaz de o eliminar, vai acabar por preenchê-la completamente.
Quando isso acontece diz-se que estamos perante uma otite serosa, que nada tem a ver com a acumulação de cera, mas sim com a acumulação de líquido dentro do ouvido médio.
Como é uma situação que evolui lentamente não provoca nenhum tipo de sintoma (dor de ouvidos, dor de cabeça ou febre, por exemplo) e pode mesmo passar despercebida à criança e aos pais. A única consequência que pode ter é a diminuição da audição, o que pode ter repercussão a nível do desenvolvimento da linguagem.
O diagnóstico é feito pela observação médica e, também, pelo recurso a um timpanograma. Este exame permite ver se o tímpano se mexe ou não quando estimulado, pois quando isso não acontece significa, geralmente, que existe líquido no ouvido médio. Muitas vezes faz-se também um audiograma, que permite avaliar a audição da criança e, desse modo, perceber se esse líquido traz complicações ou não para ela.
O tratamento passa por tentar ajudar na drenagem do ouvido, abrindo uns canais que existem naturalmente (trompas de Eustáquio) e que unem o ouvido médio ao nariz. Estes permitem a limpeza natural dessa cavidade, ajudando a eliminar qualquer líquido que se vá depositando. Os medicamentos que podem ajudar são de dois grandes tipos: anti-histamínicos e sprays de corticóide (derivados da cortisona), mas ambos devem sempre ser administrados sob prescrição médica. Por vezes a medicação não resolve o quadro e torna-se necessário o recurso a uma cirurgia em que se colocam uns "tubinhos" nos ouvidos para ajudar a drenar o líquido, mas essa será sempre uma decisão a tomar caso a caso por um otorrinolaringologista.

sábado, 2 de julho de 2016

5 mitos sobre as vacinas

As vacinas são um tema que está rodeado de muitos mitos, alguns dos quais se vão perpetuando sem se perceber muito bem como nem porquê.
Foi por esse motivo que escolhi este assunto para o meu artigo do site da revista Visão deste mês.
Se não o leu, pode fazê-lo aqui.

terça-feira, 28 de junho de 2016

Crianças e alergias

Ontem estive no programa "Queridas Manhãs" da SIC e o tema foi "Crianças e alergias".

  • Sabe o que é uma alergia alimentar?
  • Que cuidados se deve ter com uma dermatite atópica?
  • Quando pensar em rinite alérgica e asma?
  • Qual a melhor idade para fazer os testes das alergias?

Estas foram alguns dos assuntos abordados...

Para quem não viu, pode ver o vídeo clicando aqui.


quinta-feira, 23 de junho de 2016

Na próxima segunda-feira há "Queridas Manhãs" na SIC!

A próxima segunda-feira é a última do mês e, como habitualmente, regresso à SIC, ao programa "Queridas Manhãs".
Desta vez o tema vão ser as alergias, asma, rinite, alergias alimentares e dermatite atópica.
Não perca!

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Ciúmes e rivalidades entre irmãos

Ontem estive no programa "Queridas Manhãs" da SIC e o tema foram os "Ciúmes e rivalidades entre irmãos".
Se não teve oportunidade de ver, pode fazê-lo no link abaixo:


domingo, 29 de maio de 2016

A próxima segunda-feira é dia de "Queridas Manhãs" na SIC

A próxima segunda-feira é a última do mês e vou estar, como habitualmente, no programa "Queridas Manhãs" da SIC.
Desta vez vamos o tema vai ser "Ciúmes e rivalidades entre irmãos", um problema muito comum e que afecta muitas famílias.
Não perca!

quarta-feira, 18 de maio de 2016

App "Pediatria para Todos" nomeada para os Pumpkin Awards 2016

A minha aplicação para Android "Pediatria para Todos" está nomeada para a categoria de melhor App para famílias dos Pumpkin Awards 2016.
A votação é inteiramente feita pelo população, pelo que todos as participações contam. Por esse motivo, se possível, agradecia que me ajudasse com o seu voto, por favor  (pode fazê-lo no seguinte link - www.pumpkin.pt) e também que partilhasse este post, para dar uma "mãozinha" na divulgação. Lembro que a votação termina já no próximo dia 25 de Maio, só faltam 7 dias!
Para quem não ainda não conhece a aplicação, pode ver um pequeno vídeo abaixo:


video


MUITO OBRIGADO!!!

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Mais um mito - As unhas dos bebés devem-se cortar com os dentes

Felizmente esta é uma prática que já se vê muito pouco, mas há algum tempo atrás acreditava-se que a forma mais segura de cortar as unhas aos bebés era com os dentes, em vez de utilizar uma tesoura, corta-unhas ou lima. 
Na verdade, essa prática não é aconselhável, pois tem dois grandes inconvenientes:
1 - a superfície de corte dos dentes é muito mais larga do que a de uma tesoura ou corta-unhas, o que aumenta o risco de magoar o bebé
2 - na boca dos adultos existem milhares de bactérias, pelo que o risco de infectar uma lesão da pele que exista ou se crie nos dedos do bebé é bastante grande
Assim, se alguma vez alguém o aconselhar a cortar as unhas do seu filho "à dentada" não o faça, pois há formas bem mais seguras de manter as unhas dos bebés sempre cortadinhas.

domingo, 8 de maio de 2016

Para que servem os vómitos?

Os vómitos são um dos sintomas mais frequentes nas consultas de urgência de pediatria, pelo que é importante tentar perceber porque surgem e o que se deve fazer nessas situações.
Foi por esse motivo que escolhi esse tema para o meu texto mensal no site da revista Visão.
Se não o leu, pode fazê-lo aqui.

sexta-feira, 29 de abril de 2016

3.000.000 de visitas!

Ultrapassámos ontem o fantástico número dos 3.000.000 de visitas! 
Mais uma vez, muito obrigado a todos os que contribuíram para este marco...
Venham os 4.000.000!

sábado, 23 de abril de 2016

O meu filho tem dores de barriga - o que posso fazer?

A dor de barriga é uma queixa muito frequente por parte das crianças e, grande parte das vezes, a maior dificuldade é perceber se é apenas "manha" ou não, até porque surge frequentemente nas horas da refeição.
Assim, é fundamental ter em atenção alguns aspectos. Em primeiro lugar, é importante ter em conta a idade da criança, porque quanto menor for a idade, maior a probabilidade de a dor de barriga ser “verdadeira”. Depois, convém averiguar se existem ou não outros sintomas a acompanhar, porque estes podem dar-nos pistas sobre a causa e devem ser sempre valorizados. Convém ainda fazer uma observação geral da criança, para tentar perceber se há algum achado que nos possa fazer pensar mais em alguma causa. Por fim, mas não menos importante, não nos podemos esquecer de avaliar ou tentar perceber se há algum motivo de stresse por detrás das queixas, embora esse seja sempre um diagnóstico de exclusão (ou seja, só pode ser estabelecido se conseguirmos excluir todas as outras causas possíveis). 
Sempre que uma criança se queixa de dores de barriga, convém que os pais estejam atentos a alguns sinais de alerta, que devem implicar uma observação médica mais urgente. Os mais importantes são os seguintes:

  • Dores que acordam a criança durante a noite 
  • Quando a criança não defeca há alguns dias, nem liberta gases (este último é um aspeto muito importante a valorizar)
  • Sempre que existe uma palidez intensa ou mau estado geral da criança
  • Presença de sangue nas fezes
  • Associação a vómitos com agravamento progressivo
  • Quando a criança localiza a dor num local afastado do umbigo (quanto mais afastada, maior a probabilidade de haver uma causa a justificar a dor) 
  • Associação a febre alta e difícil de controlar 
  • Associação a emagrecimento 
  • Alternância entre prisão de ventre e diarreia 
  • Dor muito localizada numa parte específica da barriga, que cede mal à medicação


segunda-feira, 18 de abril de 2016

Otites - sabe o que fazer?

Hoje de manhã estive no programa "Queridas Manhãs" da SIC e o tema foram as OTITES, um problema extremamente frequente em Pediatria.
Se não viu, pode ver o vídeo aqui.

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Otites nas "Queridas Manhãs"...

Na próxima segunda-feira vou ao programa "Queridas Manhãs" e, desta vez, vamos falar de um problema extremamente frequente em Pediatria: as OTITES.
Não perca!


terça-feira, 12 de abril de 2016

Pode-se prevenir o Síndrome da Morte Súbita do lactente?

O Síndrome da Morte Súbita do lactente é algo profundamente devastador de que todos os pais e pediatras têm receio.
Por esse motivo, escolhi este tema para o meu artigo deste mês do site da Visão.
Se não o leu, pode fazê-lo aqui.


domingo, 10 de abril de 2016

A partir de que idade éque se deve introduzir o glúten na alimentação dos bebés?

O glúten é um componente de alguns cereais (trigo, centeio, cevada) que, por ter uma composição bastante complexa, pode causar intolerância a nível intestinal. Essa situação chama-se doença celíaca e obriga a cuidados alimentares redobrados, pelo que é importante perceber se há alguma forma de a prevenir.
Actualmente acredita-se que essa prevenção tem como base a introdução do glúten nos tempos certos na alimentação dos bebés e isso é um aspecto fundamental a cumprir. Assim, as recomendações actuais são para introduzir o glúten entre os 4 e os 12 meses e é isso que se deve fazer. Introduzir precocemente parece aumentar o risco de doença celíaca, bem como introduzir tardiamente.
As opções para fazê-lo são diversas, podendo ser através da papa, massa ou flocos de aveia (em Portugal geralmente contêm glúten, porque são processados com trigo), entre outros.

quinta-feira, 31 de março de 2016

Dor de barriga, vómitos... O que fazer?

Na passada segunda-feira estive no programa "Queridas Manhãs" da SIC e estivemos a conversar sobre "dores de barriga e vómitos".
Se não viu, pode ver o vídeo aqui.