Translate

Etiquetas

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Neste mês não há "Pediatria para todos" nas "Queridas Manhãs"

A próxima segunda-feira é a última do mês mas, ao contrário do que é habitual, desta vez não vou ao programa "Queridas Manhãs", por uma alteração pontual da programação.
De qualquer forma, retomo as minhas participações já a partir de Março, como de costume.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

"Pediatria para todos" no facebook

Já colocou o seu like na página de facebook deste blogue?
Se não o fez, pode (e deve) fazê-lo no seguinte link:


Não perca a oportunidade de receber em primeira mão todas as novidades e actualizações deste blogue!

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

5 mitos sobre a febre

A febre é talvez dos sintomas mais frequentes em Pediatria, mas mesmo assim continua a ser dos que causa maior ansiedade aos pais.
Por esse motivo, decidi escrever um texto sobre alguns dos principais mitos relacionados com a febre na minha colaboração mensal com o site da Revista Visão.
Se não o leu, pode consultá-lo no seguinte link:



terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Para que servem as nebulizações com soro fisiológico?

Quando as crianças estão constipadas, é muito frequente os pais fazerem nebulizações com soro fisiológico (ou, como alternativa, vapores na casa de banho). É uma prática muito comum e que faz algum sentido, pelo que convém tentar perceber para que serve e quando deve ser feita. Aqui ficam algumas reflexões sobre o assunto:

  1. As nebulizações com soro não "curam" nenhuma doença, servem apenas para aliviar os sintomas e o desconforto
  2. Como humedecem as vias respiratórias tornam as secreções mais fluídas, o que facilita a sua mobilização
  3. Ajudam ainda pelo facto de estimularem a tosse, facilitando a deslocação da expectoração
Posto isto, percebe-se que se uma criança tiver tosse seca não se justifica fazer este tipo de nebulizações, porque não vai adiantar muito. Pelo contrário, se a tosse for produtiva e tiver expectoração pode ser benéfico e faz algum sentido fazê-las.
No entanto, há quem considere que fazer muitas nebulizações pode "encharcar" as crianças e dificultar ainda mais a respiração. Efectivamente isso pode ser uma realidade para bebés muito pequenos ou então para crianças com algum tipo de problema que as impeça de tossir de forma eficaz. Contudo, de um modo geral, elas são bem toleradas pela esmagadora maioria das crianças e faz sentido testá-las. De qualquer forma, acho que não se justifica fazer mais do que 3-4x por dia, tendo sempre presente que o objectivo é apenas ajudar a fazer uma boa "limpeza" das vias respiratórias.

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Os xaropes caseiros de cenoura ou mel são bons para a tosse?

A explicação do que é a tosse e o que fazer nessas situações já foi abordada num post anterior (pode consultá-lo aqui), tal como a utilidade dos xaropes para a tosse (pode ler o texto aqui).
No entanto, há ainda alguns remédios "caseiros" que as pessoas vão testando, seja porque os consideram eficazes, seja porque reconhecem que são praticamente "inofensivos" e não têm efeitos laterais.
Vou analisar cada um destes pontos:
- eficácia - não está provada qualquer eficácia dos xaropes de cenoura, mel ou limão na melhoria da tosse, pelo que não acrescentam muito em termos de tratamento deste sintoma
- ausência de efeitos laterais - é um facto que estes remédios não têm efeitos laterais, mas há um aspecto que me parece importante chamar a atenção, que é a quantidade exagerada de açúcar ou mel que possuem; obviamente que não vão fazer mal no imediato, embora "deseduquem" fortemente o paladar, mas se forem dados com frequência podem ter consequências para a saúde a médio/longo prazo (obesidade, cáries, ...)
Apesar disto tudo, grande parte das pessoas guarda com saudade esse tipo de remédios que as avós faziam e fazem e que sabia muito bem (eu também me incluo nesse conjunto). No entanto, a questão é mesmo essa: sabe bem porque é docinho, mas não tem grande utilidade, pelo que não deve ser uma prática a adoptar.

As amigdalites precisam sempre de antibiótico?

Não!
Tal como para a maior parte das infecções, as amigdalites podem ser provocadas por vírus ou bactérias. As primeiras NÃO precisam de antibiótico, mas as segundas precisam, pelo que se torna muito importante tentar distinguir as duas situações.
O primeiro aspecto a ter em atenção é a idade da criança. Se tiver menos de 2-3 anos, a probabilidade da amigdalite ser vírica é muito grande, enquanto que se for mais velha é mais provável ser bacteriana.
O segundo ponto tem a ver com o aspecto das amígdalas. Apesar de tradicionalmente se associar a presença de pus às amigdalites bacterianas, isso não é inteiramente verdade, pois pode surgir nos dois tipos. Há, no entanto, um aspecto bastante sugestivo de se tratar de uma infecção por bactérias, que é a presença de pequenos pontinhos vermelho-escuros na parte de trás do céu da boca.
Por fim, a presença de sintomas sugestivos de escarlatina (ver post sobre esse assunto aqui) aponta sempre para uma causa bacteriana e é indicação para iniciar antibiótico.
Como se pode concluir deste texto, a distinção entre amigdalite vírica (que não precisa de tratamento) e bacteriana (que necessita de antibiótico) nem sempre é fácil, pelo que se deve, sempre que possível, efectuar um teste rápido à garganta das crianças com amigdalite. Trata-se de um procedimento muito simples de executar e que consiste na colheita de um pouco de secreções da garganta com uma espécie de cotonete. Posteriormente adicionam-se uns reagentes e, ao fim de cerca de 5 minutos temos o resultado, que é muito fiável. É uma grande ajuda, que se utiliza cada vez mais e pode evitar, nalguns casos, o recurso desnecessário aos antibióticos.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

A partir de que idade é que os bebés podem sair de casa?

O primeiro mês de vida é a altura mais crítica na vida de qualquer criança, porque até essa idade os bebés estão mais susceptíveis e têm mais risco de apanhar infecções. É precisamente por esse motivo que se recomenda algum cuidado redobrado nessa altura.
No entanto, isso não quer dizer que os bebés não possam sair de casa. Podem e devem sair se o tempo permitir, mas deve-se sempre preferir espaços abertos aos espaços fechados. Claro que não é proibido ir a um shopping ou hipermercado, mas nesta altura do ano em que há maior número de pessoas constipadas, a tossir e a espirrar, acho que faz muito mais sentido ir passear a um parque ou andar pelas ruas, porque é muito mais agradável e saudável. O único cuidado é resguardar o bebé do frio, mas tirando isso não precisam de ficar fechados em casa, podem passear sempre que quiserem, sem grandes restrições.