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quarta-feira, 26 de outubro de 2016

A introdução dos novos alimentos

A introdução dos novos alimentos cria sempre alguma ansiedade aos pais, pois é um marco importante no desenvolvimento de qualquer criança.
Foi precisamente por esse motivo que escolhi este tema para o meu texto mensal da revista "Saúda".
Se não o leu, pode fazê-lo clicando aqui.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Alguns conselhos para quando se separar dos seus filhos...

1 – Evite despedidas muito prolongadas – Não acho que se deva deixar os filhos a chorar, mas despedidas muito prolongadas criam confusão e insegurança às crianças, porque percebem que os pais também não estão seguros em deixá-los ficar. Por outro lado, pode passar a mensagem de que a separação é muito longa e criar receios à criança

2 – Avise com antecedência, mas com bom senso – As crianças gostam de previsibilidade, pelo que deve avisar o que se vai fazer. De qualquer forma, esse aviso não deve servir para criar angústias, é apenas uma informação e preparação, que não precisa de ser feita com muita ansiedade. A opção de não avisar previamente pode minimizar a duração da “angústia”, mas serve apenas para criar desconfiança e não me parece boa opção

3 – Mantenha algum contacto com a criança, mas sem ser exagerado – Os telefonemas (com ou sem vídeo) são uma boa forma dos pais se manterem perto, mesmo estando à distância. De qualquer forma, não devem ser um “massacre” e devem apenas ser usados pontualmente. Por outro lado, é importante perceber que muitas vezes as crianças não acham muita "piada" a falar ao telefone, principalmente se estiverem entretidas a fazer alguma coisa de que gostem. É preciso respeitar isso, porque força-las a falar não traz vantagens nenhumas e pode até criar situações de conflito

4 – Estar disponível para “voltar atrás” se as coisas não correrem bem – Não acho que se deva ceder à primeira adversidade, mas se a experiência não estiver a ser positiva, deve haver um plano B (principalmente nas primeiras vezes) para não transformar a situação numa experiência traumatizante ou dramática

terça-feira, 18 de outubro de 2016

As crianças e as dores de barriga

No meu artigo inaugural para a Revista Saúda decidi escrever um texto sobre as dores de barriga nas crianças, um problema extremamente comum e nem sempre fácil de valorizar.
Se não o leu, pode fazê-lo clicando aqui.

domingo, 16 de outubro de 2016

Qual é o papel dos avós na educação dos netos?

É fundamental!
Sempre que possível, deve-se fomentar o contacto das crianças com os avós, porque são um exemplo a seguir e uma fonte de equilíbrio emocional e tranquilidade para os netos (na maior parte das vezes).
Claro que, de um modo geral, há algumas (bastantes) diferenças entre a forma de educar dos pais e dos avós, mas se não houver grandes diferenças nos pilares e valores familiares mais importantes, atrevo-me a dizer que até é bom que seja assim. Isso vai permitir à criança adequar o seu comportamento a cada situação em particular, o que acaba por estimular a sua perspicácia e inteligência. Geralmente os avós são mais permissivos (costuma-se dizer, com alguma piada, que “os pais educam e os avós deseducam”), mas isso não tem que ser necessariamente mau. Pelo contrário, pode servir para criar uma cumplicidade saudável entre avós e netos, desde que não perturbe a forma de educar dos pais.
Também a perspectiva de brincar dos avós é diferente (geralmente menos “tecnológica”), o que acaba por poder ser uma vantagem para as crianças, que percebem que é possível passar o tempo de forma diferente.

Infelizmente, com o alargar da idade da reforma, vemos cada vez menos tempo disponível dos avós para estar com os netos, o que condiciona um pouco esta relação natural e salutar de “passagem de testemunho” entre gerações.

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

5 dicas para ajudar a estimular a linguagem do seu filho

A linguagem é parte integrante do desenvolvimento de todos os bebés, mas é algo que deve ser estimulado desde o nascimento.
Foi precisamente por esse facto que decidi escolher este tema para o meu texto deste mês do site da revista Visão.
Se ainda não o leu, pode fazê-lo clicando aqui.

Chegamos aos 4.000.000!

Acabamos de atingir os 4.000.000 de visitas neste blogue!
Muito obrigado a todos os que contribuíram e contribuem para este número. Estamos ainda em "crescendo", portanto continuemos rumo aos 5.000.000!



quarta-feira, 12 de outubro de 2016

O meu filho está com dor nos testículos - o que posso fazer?

A dor nos testículos é uma situação relativamente frequente, mas que requer sempre uma observação médica urgente.
Na maior parte das vezes é causada por uma inflamação provocada por vírus, mas nalguns casos pode significar um quadro mais grave: uma torção do testículo. Esta situação acontece sempre que o testículo roda sobre si mesmo, o que faz com que o sangue não consiga passar. Se o quadro não for revertido atempadamente, pode-se tornar irreversível e originar a "morte" do testículo afectado, que terá que ser removido através de uma operação. Para evitar que o quadro tenha este desfecho, pode ser necessário fazer uma cirurgia para corrigir a situação, mas isso só é possível se o diagnóstico for feito atempadamente (geralmente requer a realização de uma ecografia para confirmação).
Assim, reforço a ideia de que sempre que um menino tem dor nos testículos deve ser observado com urgência por um médico, particularmente se o testículo afectado estiver mais duro, inchado e escuro do que habitualmente. Esta é, claramente, uma das situações em que mais vale "pecar por excesso" do que deixar o quadro evoluir.

sábado, 8 de outubro de 2016

O que é a neofobia?

Neofobia significa literalmente "medo do que é novo" e é uma característica do comportamento alimentar da maioria das crianças a partir dos 2-3 anos.
Não é invulgar, com essa idade, as crianças começarem a dizer que não gostam de determinados alimentos só porque têm um aspecto diferente (muitos dos quais elas até comiam previamente), tais como ervilhas, cenoura ou feijões, por exemplo. A melhor forma de contornar esta questão é fazer um esforço para que eles contactem com todos o tipo de sabores, cores e texturas nos primeiros 2 anos de vida, pois isso vai fazer com eles "estranhem" menos quando forem maiores.
Uma vez instalada a neofobia, o ideal é mesmo tentar negociar para que a criança aceite provar os alimentos em questão, pois muitas vezes é mesmo uma questão do primeiro contacto. Se gostar do sabor, depois acaba por comer sem problemas. A maior dificuldade é convencê-los a experimentar...

A dificuldade de se separar dos filhos

Hoje em dia há muitos pais que têm, pelos mais diversos motivos, muitas dificuldades em separar-se dos filhos.
Foi precisamente esse o tema que escolhemos para o nosso consultório pediátrico do dia 19 de Setembro no programa "Queridas Manhãs" da SIC.
Se não viu, pode fazê-lo clicando aqui.