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segunda-feira, 7 de novembro de 2016

É boa ideia deixar os filhos na casa dos avós para os pais poderem sair um pouco?

Sim, pode ser.
Claro que é sempre uma decisão dos pais, que tem muitas “subjectividades”, mas não existe propriamente nenhum problema em fazer isso. Pelo contrário, pode até ter algumas vantagens, quer para a criança, quer para os pais, pelo que importa pensar um pouco sobre a melhor forma de fazê-lo, nomeadamente e relação à idade da criança e ao modo de actuar perante a distância.

A partir de que idade é que se deve começar a fazê-lo?
Não existe propriamente regra, mas é importante ter alguns aspectos em consideração.
O primeiro tem a ver com a necessidade de segurança que todas as crianças precisam.  Isso traduz-se, obviamente, no seu desenvolvimento e há alguns marcos que podem influenciar a decisão de os deixar ficar ou não, tais como:

  • nos primeiros meses pode ser difícil, principalmente se a mãe estiver a amamentar, pela necessidade de proximidade física
  • os bebés começam a estranhar a partir dos 5-6 meses – até essa altura não estranham e, portanto, é mais fácil ficarem com pessoas que não sejam os pais
  • a ansiedade de separação (dificuldade em separar-se dos pais) torna-se mais evidente a partir dos 18 meses - pode dificultar um pouco este tipo de situação
  • até aos 2 anos as crianças precisam de contacto físico para se sentirem seguras – como não falam até essa idade, não conseguem verbalizar bem o que sentem e acabam por precisar mais do contacto físico


Assim, provavelmente a partir dos 4 meses pode ser uma opção deixar de vez em quando os filhos com os avós, embora volto a dizer que é uma questão muito pessoal. No início pode ser por pouco tempo (1 almoço, por exemplo) e depois vai-se aumentando progressivamente (1 jantar, 1 ida ao cinema, 1 noite, …).
De qualquer forma, importa também reforçar a ideia de que esta opção deve ser uma excepção e não a regra, pois apesar dos avós serem extremamente importantes, devem ser os pais a ficar responsáveis pela educação e acompanhamento dos filhos, salvo algumas excepções.

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